quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Hoje...

...fugia contigo, meu Amor. :)


The Corrs - Runaway


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Ele há dias...

...em que mais vale cantar do que escrever. Hoje é um desses dias. Hoje cantei para ti.



Sara Tavares - Ponto de Luz


terça-feira, 30 de agosto de 2011

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Destes dias

Fim de semana cheio. Com as meninas, passado na praia, a brincar, a rir à gargalhada. A conversar, a contar histórias. A fazer festas, a abraçar, a dar (e a receber) colinho. A ouvir 'Adoro-te, tia.' ou 'És a minha melhor amiga.'

Há amores imensos, que não acabam nunca... E é tão bom...


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

...

Hoje andei a ler sobre medos. Medos exorcizados não em voz alta, mas aqui na blogosfera. Há muito que sei que, às vezes, é por aqui que se começa. E, embora agora já não precise de o fazer, mesmo assim sinto que há neste espaço de silêncio solitário partilhado um conforto que faz falar. Hoje fiquei com vontade de o fazer, depois de ler sobre os medos. Mas, como sempre (tão meu, isto), é só em meias palavras que me sai o que vai dentro.

E o que vai dentro é a recordação de duas amigas muito próximas com abortos em final de gestação e de outras de tiveram vários problemas para conseguir ter um filho. E do muito tempo de invisibilidade. E de inúmeras sensações de fracasso, mesmo no meio de vitórias.

Quando desejamos muito uma coisa e ela não acontece, ficamos a pensar se ainda não é tempo ou se é a nossa cabeça que ainda não conseguiu libertar-se dos fantasmas e dos medos do que pode acontecer.

O caminho não é por aqui, mas ainda não consegui atinar pelo certo...










quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Back to work

De volta ao trabalho, depois de 15 dias de férias. São Miguel recomenda-se a quem lá for. É uma ilha feita de verde e flores. Linda, linda, sobretudo se a companhia for boa.

Agora olho pela janela e vejo o sol lá fora. Uma praia sabia bem. À falta de melhor, posso sempre estender-me no meio da pilha de papéis que me aguarda...

Pois lá tem de ser... :S



sábado, 30 de julho de 2011

Três

Mais um mês, três (já!) de felicidade. É bom vir aqui dizer que estamos bem, que continuamos bem, que temos vivido tempos bons e sossegados entre os dois, mesmo se, lá fora, as famílias andam um pouco em ebulição, devido a problemas de saúde complicados, que apareceram dos dois lados.

Mas mesmo no meio de tempos que se adivinham tristes, há por dentro uma alegria feita de Amor que não nos tira a esperança.

E, pelo meio dos caminhos da morte, vai aparecendo vida. Como a das flores que começaram a desabrochar aqui em casa. Eu, que pensava que não tinha jeito nenhum, ao fim deste tempo vejo jarros e girassóis a surgir. Lindos, grandes, a celebrar a vida.

Se calhar, o estado de espírito ajuda. Não me lembro de me sentir assim, eu. Bem. No meu sítio, ajustada, tranquila. Sempre pensei o casamento assim e tenho-o assim agora. E olho para trás e, quando vejo os meus dias de antes, em que me sentia um ET incompreendido e, portanto, solitário, penso na enorme sorte que tenho por ter encontrado o R.

Anteontem, um amigo que passou cá por casa dizia que, apesar de ainda não nos ter visto depois do casamento, sabia que estávamos bem porque uma outra lhe tinha dito que estávamos felizes. Vê-se, que eu sei.

Também eu me sinto a florescer.



Alanis Morissette - Orchid




segunda-feira, 30 de maio de 2011

Do tempo que passa

Tenho escrito pouco por aqui. Não que tenha pouco para dizer, pelo contrário. Mas há alturas em que as palavras não saem porque o coração anda a sentir. E eu ando assim, há muito tempo, mas com especial intensidade há um mês. Um mês que foi de felicidade. E ela continua aqui, a aquecer-me o coração. Cheguei a casa...

I said I love you and that's forever
And this I promise from the heart
I could not love you any better
I love you just the way you are

Amo-te, marido...


terça-feira, 3 de maio de 2011

Vida nova

Nova contagem, desta vez crescente, e vamos no três outra vez! :)

Sábado foi um dia fenomenal. Guardo mil e uma lembranças de felicidade. Desde o andar a passear o véu no cabeleireiro, à espera do meu mano, enquanto as senhoras diziam 'está mesmo feliz' até às fotos com as minhas meninas (que ficaram a olhar ara mim de boca aberta), à entrada na igreja, que mais parecia uma capela, tão pequena me pareceu (provavelmente porque o caminho afunilou no R. e não vi mais ninguém). O meu Piu-iu fez um brilharete com as alianças (fomos treinar e tudo!), a Farrusca fez as delícias dos fotógrafos por não parar quieta um segundo. E no fim da cerimónia queria uma aliança igual à minha!

Guardo sobretudo no meu coração o momento em que prometemos um ao outro ser fiéis, amar, respeitar e fazer feliz o outro. As mãos entrelaçadas, os abraços dados, o olhar de felicidade de um e outro.

Depois os abraços fortes cá fora, a alegria imensa a sair. À entrada no salão da boda quase chorei por ver a alegria e o carinho estampado nas pessoas. Andei com não sei quantas meninas atreladas a mim todo o tempo, estive sentada a fazer um desenho com o meu Piu-Piu para o R. no livro de honra que ela me ofereceu (no fim escreveu "tia M." e "tio R."). E abracei vezes sem fim o meu Amor e dancei, dancei, dancei. Acabámos a noite perto das duas, com alguns amigos resistentes. Com a P. tive uma daquelas conversas mais nossas. A relembrar, a recomendar, a sentir. Vi-a feliz por mim, que estou feliz. Cantámos e tocámos juntas. Cantei e toquei com o R. E houve mais abraços.

À chegada a casa partimo-nos a rir (andar de elevador para cima e para baixo vestidos de noivos a descarregar a mala do carro às três da manhã é um must!). E de manhã, quando acordámos, ficámos extasiados a olhar um para o outro. E para as mãos que, com as alianças, ficam lindas. É uma coisa meio irreal, mas muito bonita de sentir.

Agora é Lua-de-Mel em Itália. Descanso, mimos e passeio, que é tão bom. E eu estou feliz, muito feliz.:)



PS - E agora percebo bem o charme que tem um homem com uma aliança de casamento no dedo... ;)



quarta-feira, 27 de abril de 2011

Das contagens decrescentes

Há muitas. De muitos tipos. A nossa começou segunda-feira. Cinco. Hoje vai no três. Sábado é o dia zero. O primeiro dia do resto das nossas vidas... E eu estou feliz...



sábado, 9 de abril de 2011

Do amor das crianças

Nada há de mais ternurento do que ver um mafarrico de quase dois anitos a olhar para nós com ar desconfiado à entrada e a rir-se a bandeiras despregadas e a pedir mais cócegas à saída.

Ou do que ter uma amiga a dizer à filha - "Hoje alguém vem cá jantar." - e ela responder - "É a M."
Ao que a mãe pergunta, surpreendida - "Como é que sabes?" - e ouvindo como resposta - "Porque eu tenho muitas saudades dela."

As crianças...
 :)



sexta-feira, 8 de abril de 2011

...

Tenho escrito muito pouco por aqui. Um pouco na medida contrária em que penso. E já pensei em plasmar aqui o que trago dentro, mas não é fácil. Porque falar de dores, no meio de tanta felicidade, é complicado.

A A. disse-me hoje, e com razão, que os últimos meses, sobretudo de Janeiro para cá, foram muito difíceis para mim. É verdade. Foi um caminho longo, pautado por alegrias enormes ao lado do R., mas por muitas esfoladelas e nódoas negras em outro caminho. Foi, e continua a ser, um caminho de luto. Nada fácil, quando o que está do lado de lá é o clã que pensávamos ter e afinal não temos.

Hoje constatei que esse luto é bem mais profundo do que pensava. É, nos dizeres da A., um luto total. Ou seja, em vez ser uma perda neste ou naquele aspecto, é uma perda total. Morreu, em mim, a imagem que tinha, o laço profundo que me ligava aos meus. Outros laços hão-de surgir, eu sei, mas não serão iguais, nem tão fortes. Será melhor, porque serão mais reais e não deixarão que eu caia em ilusões. Mas hoje não os sinto e não penso que venha a senti-los tão cedo.

Nestes tempos, ao mesmo tempo que a minha família nasceu, a minha família desapareceu. E eu, no meio das dores, preciso, preciso muito, de viver com alegria os dias que me separam do resto da minha vida. Porque mereço.




sexta-feira, 1 de abril de 2011

É por estas e por outras que eu gostava de ganhar o Euromilhões

Ele há coisas que nos deixam a pensar o que, na nossa pequenez, podemos fazer...




quinta-feira, 31 de março de 2011

Por aqui voa-se

Eu não sei que raio faço, que ando sempre a mil. Saio de uma e meto-me logo em outra, de forma que não paro um segundo. Neste momento, então, tudo se acumula, sobrepõe e atrapalha. Ele é capítulo para submeter, artigo idem aspas, vestido para experimentar, mudanças a tratar, sapatos para encontrar, fotógrafo a escolher, livros a ler, testes para fazer, reuniões a que não se pode faltar,amigos para ajudar, convites (ainda!) por distribuir, chamadas a atender, congresso a preparar, bases de dados a aprender, acções de formação a preparar, mails a fazer, mails a responder, contas a pagar, coisas a limpar, trabalhos a corrigir, mobílias a escolher, currículo a enviar, ombro a tratar, mimos a dar, mimos a receber, jantares a combinar, cafés a combinar, etceteras a acumular, acumular, acumular. Ufffff....

O blog, no meio disto tudo, anda meio paradinho. O facebook idem e no messenger não me encontram há meses.

Mas ando feliz como nunca fui. E por isso desdobro-me em mil e vou conseguindo fazer tudo direitinho, ainda que sempre em aceleração. No meu caso, é a felicidade que me dá asas. :)






sexta-feira, 25 de março de 2011

Hei-de ter um quadro em minha casa...

Um com o meu retrato desenhado a lápis de cor por baixo de uma frase que diz "Tia, se tu soubesses como eu amo-te de ti!"

:)

quarta-feira, 23 de março de 2011

...

Dais muito pouco quando dais daquilo que vos pertence.
Quando vos dais a vós mesmos, é que dais realmente.
Que é aquilo que vos pertence,
Senão coisas que conservais ciosamente,
Com medo de vir a precisar delas amanhã?
Quando o vosso poço está cheio,
Não é o medo à sede que torna a vossa sede insaciável?
Alguns dão pouco do muito que têm
E fazem isso em troca do reconhecimento
E o seu desejo oculto corrompe os seus dons.
Outros têm pouco e dão tudo.
Estes são os que acreditam na vida, na bondade da vida,
E o seu cofre nunca está vazio.
Há quem dê com alegria, e esta alegria é a sua recompensa.
Há quem cheio de dores e essas dores são o seu baptismo.
É bom dar quando nos pedem;
E é bom dar sem que nos peçam, como bons entendedores.
E, para o homem generoso,
Procurar aquele que vai receber é maior alegria do que dar.
Portanto, dai agora,
Para que o tempo de dar seja vosso e não dos vossos herdeiros.
Muitas vezes dizeis:
- Gostava de dar mas só aos que merecem.
As árvores dos vossos pomares não falam assim,
Nem os rebanhos das vossas devesas.
Dão para poderem viver, porque guardar é perecer.
Procurai antes merecerdes ser doadores e instrumentos de
doação.
Porque, em verdade, é a vida que dá à vida,
E quando julgais ser doadores, sois apenas testemunhas.

Khalil Gibran

terça-feira, 1 de março de 2011

...

Outro dia, uma amiga que tenho vindo a ver regularmente, mandava-me uma mensagem a desabafar, dizendo no fim ''não conheço ninguém como tu..."

Hoje, uma colega (daquelas com quem só temos conversas de circunstância) sentou-se comigo a tomar café e acabou a desabafar problemas familiares que tem, dizendo no fim "não contei a ninguém, por favor não comentes".

Há coisas que acho que me vão surpreender sempre. Esta de me escolherem para dar colo é uma delas. Mas é bom sentir que me vêem assim. :)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Dos nomes



Gosto de ouvir alguém a chamar ‘princesa’ a uma mulher ou a uma menina. Todas temos necessidade de nos sentirmos princesas algum dia.



sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Post em atraso II

Pusemos no facebook o nosso ‘estado’. Agora que a família está avisada (descobrir pelo facebook é no mínimo surreal). E, das muitas manifestações de carinho e parabéns que recebi, algumas fizeram-me olhar. Amigos que me dizem que estão felizes por mim porque eu mereço. E alguns a dizer que têm é de felicitar o noivo, porque é um sortudo. Quando vem de quem me conhece e sabe como eu sou, não me admira. Mas quando vem de pessoas com quem convivi muito pouco, faz-me pensar o que viram em mim que é tão digno de tal elogio. 


Post em atraso I

O dia dos namorados foi há uns dias. Não tive um dia, tive três. Porque começou com teatro no sábado e acabou já na terça de manhã. Do R., mimos. Com ele a dizer-me ‘Eu, se desse isto a outra mulher qualquer, ela ficava a olhar e a pensar que eu lhe devia era ter dado uma carteira’. Mas eu não trocaria por nada o vaso, a terra, as pás e as sementes de girassol que recebi, entre outras coisas. Às vezes, o R. lembra-se de me dar as coisas mais estranhas, para a maioria dos mortais. Mas são coisas que eu adoro e que nunca me lembraria de dar a mim mesma. Talvez por isso fique calada, a olhar. A sentir que ele me vê. Como ele vê dentro, lá fundo, de mim. A perceber que amar é sentir o outro, é estar atento.


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Dos desalinhados

A: De certa forma, tu és e sempre serás uma desalinhada.
M: Pois sou. E sempre serei. Daquelas que, mesmo que marchando no batalhão, gosta de pôr o pezinho de fora.
A: É! :)
M: O mais giro de tudo é que, quanto mais o faço mais me convenço que o posso fazer. Como o chefe do batalhão não está habituado, não sabe o que fazer comigo!
A: Eh eh
M: O que ainda me dá mais vontade de desalinhar tudo. Um dia destes marcho para o outro lado.










quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Destes dias

Regressei hoje a Lisboa, depois de uma semana fora. Foram dias de festa, de fechar assuntos, de tratar de papéis. De coisas prosaicas, como pagar contas, e de outras tão únicas como enviar pedidos de proclamas para vários sítios (é o que dá termos andado a saltar de terra em terra ao longo da vida). De algumas conversas muito boas, como a da M. que chorou ao telefone quando lhe disse que me ia casar e me confessou a sua alegria ('era uma coisa que eu sabia que te fazia falta e que me entristecia, porque tu merecias...').

O fim de semana foi diferente, fora de casa, em voluntariado. Alguns conhecidos, muitos desconhecidos. E mimos-surpresa. Como a daquela senhora já de idade que resolveu dar-me uma prenda em frente de toda a gente, dizendo que identifica, no meu percurso de vida, muitas coisas idênticas ao dela. Ou de um outro alguém que resolveu dizer que Lisboa não me 'estragou' (i.e., não me subiu o poder à cabeça lá por ter andado algum tempo em cargos de chefia) e que era bom ter-me de volta. Ou o abraço enorme e apertado do R., ao chegar a sua casa, Domingo ao fim da tarde, depois de dois dias longe (as saudades não se contam pelo número de dias, sabem?)

No comboio trabalhei e dormi, de tão extenuada que me sinto. Ao fim de umas semanas em turbilhão, cansada de tentar entender algumas pessoas, sinto que agora começo a descansar a minha cabeça e a retomar a minha tranquilidade feliz. Foi muito importante esta semana para retomar o equilíbrio, para me sentir de volta a mim mesma. De alguma forma, todos estes mimos e outros mais fizeram-me bem. Volto a sentir um carinho grande das pessoas que me deixa (como sempre que ando assim meia perdida) a olhar, mas que me ajuda a ver de outra forma e a voltar à superfície. E é por isso que, no meio do cansaço, descanso.






quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Sawabona. Shikoba. :)

Tenho andado desaparecida daqui, eu sei. Muita coisa no mundo lá fora, um turbilhão por dentro acompanhado por muitos afazeres por fora. O Gato e eu vamos casar a 30 de Abril (ainda não sabiam, pois não?) e temos, por isso, muito para fazer.

Para além dos preparativos propriamente ditos, há todo um conjunto de novos mundos a serem criados. As casas, os planos sobre onde viver, como gerir os trabalhos, o que continua a ser de cada um, o que passa a ser comum, as famílias. Quem pensa pouco se calhar vive melhor, porque vai-se deixando passar pela vida. Quem pensa muito, como aqui a je, às vezes precisa de entrar em baixa rotação, tal a forma como centrifuga. Sobretudo quando sente que nem todos os que gostava de ter perto têm disponibilidade para tal. Mental, não física. É uma questão de sintonias: às vezes não existem na mesma proporção para dois lados. E nem sempre é fácil lidar com estas constatações.

Ando assim, oscilante, um pouco como o tempo, ora lento, ora vivaço. E nesta oscilação, o meu lado solitário tornou-se mais presente. Não é uma solidão feita de silêncio. É feita de espaço meu, individual, no meio de toda a gente que vai compondo os meus dias. O espaço onde me tento entender, onde rumino, onde arrumo os pensamentos. Que às vezes é feito de espaço físico, porque há sítios onde não me apetece estar.

Entetanto, chegou-me ao mail, pela mão da Marisa, este conjunto de pensamentos que me fizeram sorrir. Porque, em grande parte, reflectem o que penso e sempre pensei: ama-se não porque se precisa de companhia ou porque não há ninguém melhor, mas porque se olha para o outro e se gosta do todo que ele é. E é-se amado porque alguém olha para nós e gosta do todo que somos. E o amor de dois todos é bom, muito bom. :)

Bom dia de sol para vocês...






PS - Para as meninas cá da toca (sim, conversa de gajas): já tenho vestido, lindo, lindo, mas não posso mostrar aqui porque o Gato veria! ;)