De facto, uma coisa é alguém mexer connosco, outra é haver aí outra coisa qualquer mais profunda. Que eu não descarto. Mas que também não assumo. Pelo menos por agora.
Não gosto da palavra 'apaixonada'. Prefiro mil vezes 'enamorada'. Acho que dá para ver a diferença: a paixão é efémera, o amor não. E, por isso, eu prefiro enamorar-me de um homem a apaixonar-me por ele. Porque isso implica que o vejo por dentro, naquilo que ele é, e assumo que gostaria de o ter para mim e para sempre. No que tem de bom e no que tem de mau. Com amor, por amor. Esta é a relação que vale, ou valerá, a pena.
Por agora, vou-me deixando sentir tudo. E sinto muito mais do que ficou espelhado naquele post. Mas as relações são o que são e eu também tenho o meu feitio. Não digo tudo, digo apenas o que acho que devo dizer. Sobretudo aqui, onde tenho vizinhos à janela (que bom que é tê-los, confesso). E faz parte de mim, isso garanto, não andar atrás de ninguém. Se há coisas que detesto é 'homens-cola'. E, por isso, eu também não me colo. Dou pistas, dou espaço. Quem vem, é bem recebido. Quem não vem... Para bom entendedor meia palavra basta, não é? Se não me seguem o passo, é porque não estão interessados. E eu não tenho feitio para correr atrás, tipo cordeirinho.
Neste momento, a minha vida é como o ramo de árvore da foto aqui em baixo. Foi tirada por mim no primeiro dia do meu Natal e adoro-a. É a metáfora perfeita da minha vida: muitos caminhos, muitas encruzilhadas. Vou andando no meu labirinto, sem saber bem para onde, à procura do seu caminho principal. E espero que, em alguma encruzilhada, haja uma mão estendida. De alguém, seja quem for, que tenha tido a coragem para entrar e procurar por mim.
Até lá, não descarto nada. Mas também não assumo nada. Limito-me a sentir e a considerar todas as opções. Sou livre e, como tal, posso-me dar ao luxo de escolher aquele que me merece por inteiro. Aquele que se esforça por me descobrir, porque reconhece o tesouro que sou. Por isso... logo se vê.









