sábado, 7 de fevereiro de 2009

Mapa

É nesta toca que eu ando hoje, por isso farejem lá para esses lados...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

...

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Ó meuzzzz amigozzzz...

Pensem lá comigo: quando estamos na praia, quantas vezes vemos lá ao fundo uma ligeirinha ondulação que, à medida que avança, vai crescendo, crescendo, crescendo, até que, quando chega perto de nós, temos de fugir para não sermos arrastados pela onde enorme que se formou?

Vem isto a propósito de uma coisa que SE PEGA: o desânimo.

Ultimamente, está a grassar pela maior parte dos blogues uma vaga de desânimo, descrença, tristeza e sei lá mais o quê. Ele é blogues a fechar, a entrar em 'pause', a desaparecer sem deixar rasto. Caramba, isto pega-se! Daqui a mais, a ondulação transforma-se em onda gigante!

E se arrebitássemos todos, hum? Que tal? Janeiro já passou, é hora de encerrar os balanços e andar para a frente. Sozinhos ou acompanhados, vamos pensar positivo, sim? Eu acredito mesmo que nós atraímos o que é bom se o pensarmos e desejarmos! Muitas vezes o problema está apenas na perspectiva que escolhemos para olhar a vida... Eu cá ando numa de 'copo meio cheio' e não 'meio vazio'...

Por isso, vamos lá a agarrar a vida com as duas mãos e cavalguemos não na onda, mas por cima dela! E olhemos para a outra perspectiva. Aquela que, por norma, fica nas nossas costas. Porque é essa, a boa, que nos vai empurrar para a frente!

:)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Liberdade

Hoje andei numa de espirituais negros, tipo de cântico que aprecio muito. A determinada altura, veio-me à cabeça um gospel que aprendi um dia. Demorei a encontrar, mas depois consolei-me.
Fiquei depois a pensar no sentido da letra. Tenho noção de que terá sido pensado para manifestar a esperança de que a liberdade chegaria um dia para os negros. Mas eu liguei-o a outro tipo de escravidão. Àquela que às vezes surge nas nossas vidas.

Ao percorrer os meus blogues favoritos, encontro muitas reflexões, desabafos e teorias sobre o amor. E às vezes, entre todas as palavras, surgem espelhadas relações como as que já experimentei um dia. Relações nada equilibradas, onde um dá e o outro só recebe, numa prepotência camuflada (ou não) de desinteresse ou dependência, misturada com uma incrível capacidade de culpabilizar e maltratar o outro.
De tudo o que tenho aprendido ao longo desta ‘viagem’, guardo como tesouro, agora, a minha liberdade. Aquela que jurei já não voltar a perder. A liberdade para ser como sou, para rir e chorar com alguém, para explodir e encostar depois a cabeça a um ombro, para me zangar e fazer as pazes, para me esquecer das coisas mais incríveis e saber que do outro lado há paciência, para poder pensar e ser entendida, para ser trapalhona e irritante, doce e salgada, etc., etc., etc. No fundo, para ser imperfeita sem que esperem de mim outra coisa que não seja ser eu mesma, tal e qual assim como sou.

Já senti esta liberdade na pele, agradeço muito a quem me mostrou que ela existe e outro que surja na minha vida terá de me fazer sentir assim. Porque não concebo o amor de outra maneira, a não ser desta. Ao sentir esta liberdade não vivi escravizada na culpa, no temor, na dependência, no medo da dependência do outro. Nesse amor, simplesmente não vivi escravizada. Foi o tempo da minha vida em que fui mais livre. E mais feliz. Assim sendo, antes prefiro a minha liberdade sozinha do que qualquer relação onde me sinta agrilhoada. Agora, só alguém que me liberte. Nada menos.
Por isso:

Oh freedom, oh freedom,
oh freedom over me
And before I'll be a slave
I'll be buried in my grave
And go home to my Lord
and be free...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Twinkle, twinkle little star...

Pronto, vá... A minha noite terminou a ouvir Mozart vezes sem conta...

Memories

Sempre que venho a Coimbra e passo na Mealhada, sintonizo a rádio lá da terra. Uma 'piroseira', nos dizeres de um amigo meu, que acha que só eu posso gostar daquilo. Mas não é que gosto mesmo? Porque é uma rádio feita de música antiga. O que me faz estar constantemente a pensar (e a dizer-lhe, quando estou com ele) ‘Tshhhh... Há quanto tempo não ouvia isto...’
Ontem, como é óbvio, pensei isto para mim várias vezes. E ficou-me esta música no ouvido. Porque me acompanhou na adolescência e sempre gostei dela (que pirosa, dirão alguns, mas é verdade!). Aos anos que não a ouvia e cantei ontem a letra todinha, sem enganos, como se a tivesse ouvido no dia anterior! Ainda me lembro! Eh eh

Inimigos

Esta semana, em virtude de uma série de projectos em que estou envolvida, troquei de cidade e ‘acampei’ em casa do meu irmão. Parece-me, contudo, que a casa não gosta de mim. Ontem à noite, quando cheguei, consegui acertar com o joelho em cheio na esquina de uma porta. Hoje de manhã a esfregona resolveu agredir-me e fez pontaria ao meu olho. Salvou-me a água gelada: é por causa dela, e só dela, que não ando por aí com um olho negro. Valha-me Deus... Ainda agora é terça-feira...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Blues

Hoje não foi um dia por aí além. E passar por determinados sítios que, nestes dias, fazem renascer fantasmas, não ajudou. Mas tenho aprendido a valorizar o que de positivo há nestas coisas e, por isso, encaro estas dores de crescimento como isso mesmo: dores que, porque cresço, se tornam cada vez mais ténues. Isso não invalida que, caso fosse possível, me tivesse sabido hoje muito bem deitar-me e deixar que duas mãos percorressem as minhas costas, desde a base ao meu Atlas, aliviando a dor que se instalou. Há muito tempo que a minha coluna não se ressentia de tensões acumuladas. Foi hoje.


Meteorologia (2)

E está sol... Raios... Ainda nos cai o céu em cima da cabeça um dia destes...

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Meteorologia

Dia 2 de Fevereiro é o dia da Nossa Senhora das Candeias. Diz o povo que, se a candeia rir, o Inverno está para vir. Se a candeia chora, o Inverno foi embora. Vamos lá ver se amanhã chove ou faz sol... Dava um certo jeitito que chovesse, para ver se este frio infernal começava a viajar para outras bandas...

Quero um guarda-sol em vez de um guarda-chuva...

sábado, 31 de janeiro de 2009

TGV

O que fazer quando temos trabalho até à pontinha mais longínqua do cabelo e damos por nós a escorregar pelo sofá fora à procura do quente e acabamos a dormir uma enorme sesta????

Agora tenho o trabalho a-t-r-a-s-a-d-í-s-s-i-m-o-e-t-e-n-h-o-d-e-s-e-r-q-u-e-n-e-m-c-o-m-b-o-i-o-d-e-a-l-t-a-v-e-l-o-c-i-d-a-d-e-s-e-m-p-a-r-a-g-e-m-n-a-s-e-s-t-a-ç-õ-e-s. Mas ainda estou a aquecer os motores, que as ideias e os dedos não acordaram todos (sabem quanto tempo demorei a escrever estas linhas????).

Ai...

Memories

Esta banda tem a minha idade e esteve na Aula Magna. E eu canto-os hoje como há uns anos, quando pegava numa garrafa (como se fosse um microfone) e cantava com a minha irmã, a plenos pulmões, músicas como esta, que ainda hoje é uma das canções da minha vida:


Always the sun - The Stranglers

How many times have you woken up
and prayed for the rain?
How many times have you seen the papers
apportion the blame?

Who gets to say?
Who gets to work and who gets to play?
I was always told at school
everybody should get the same.

How many times have you been told
if you don't ask you don't get?
How many liars have taken your money
your Mother said you shouldn't bet?

Who has the fun?
Is it always the man with a gun?
Someone must have told him
if you work to hard you can sweat.

There's always the sun.
There's always the sun.
Always, always, always the sun...

How many times has the weatherman
told you stories that made you laugh?
You know, its not unlike the politicians and the leaders,
when they do things by half.

Who gets the job
of pushing the knob?
That sort of responsibility
you draw straws for if you're mad enough.

There's always the sun.
There's always the sun.
Always, always, always the sun...

Sons

Hoje, na minha cabeça, cantei-te isto:


Secret Garden - Bruce Springsteen

Ando a tentar descortinar que sentido pode ter (ou não) um abraço...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Distracções

Eu sou tão dada a estas coisas que só ontem reparei que tinha sido distinguida com um prémio. :S


Ó Ventania, foste mais uma brisa suave na altura! Eh eh. Mas muito obrigada pela distinção! Retribuía, mas já tens! :(

E pronto, eu agradeço e cumpro. Eis o que diz o prémio: “Com o Prêmio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web."


Quem recebe o “Prêmio Dardos” e o aceita deve:
1. Exibir a distinta imagem;
2. Linkar o blog pelo qual recebeu o prêmio;
3. Escolher 15 outros blogs a quem entregar o Prêmio Dardos.”

Não sei se são 15, mas cá vão os meus distintos nomeados sem nenhuma ordem particular a não ser a alfabética. Se os quiserem encontrar, procurem aí na lista do lado:


(In)Termináveis
Apenas um Gajo
As Aventuras da Minhoca
Diário Online II
Espaço da Treta
Este Nosso Chão
Larga a Banda Larga
O Bom Sacana
Pontos de Vista
Por Tudo e Pornada
Se o Meu Apartamento Falasse...
Sempre que me Apetece
Sussurros e Respiros
Só me Apetece Cobrir
Vinte e Um Gramas

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Amanhecer

Os últimos dias têm sido diferentes. Têm sido surpreendentemente positivos. Noto em mim uma tranquilidade que há muito não sentia. Aquela tranquilidade que procuro há tanto e que, agora, estou a começar a sentir. Depois de tanta tormenta, de tantas batalhas dolorosas e infindáveis, é difícil acreditar que finalmente vai haver alguma espécie de bonança. Mas parece-me que já vai andando por aqui. Há coisas que ficaram já para trás, num passado para o qual sorrio agora, já sem dores de feridas abertas porque em carne viva. Foi difícil? Foi. Muito. Mas o pior já passou...
Sinto-me, por isso, como o amanhecer. Depois de, há muito tempo atrás, jazer sem forças, consegui sentar-me, ainda enrolada em mim. Agora, lentamente, sinto que a minha cabeça se levanta e olha o sol que desponta no horizonte. E sinto-me, ainda que devagarinho, a erguer… Sabe tão bem…


Fim-de-semana (4)

O meu fim-de-semana foi bom. Muito bom mesmo. Fui fazer um teste de personalidade, chamado eneagrama, que considera que há nove tipos de personalidades. Não sabia muito bem ao que ia, mas gostei, porque confirmei uma série de coisas que tenho vindo a descobrir sobre mim. Depois de um teste gigantesco e de uma entrevista, considerou-se que eu pertencia ao grupo dos quatros. O resto do tempo foi passado a analisar tudo o que envolve cada uma das personalidades e as influências que recebem das outras. Eu, por exemplo, tenho bastantes influências de outro número.

O 4 é o tipo de personalidade própria das pessoas cujos afectos dominam a vida. Sentem tudo intensamente, sem meios termos (tipo 8 ou 80). Isto torna-as muito acolhedoras e empáticas: a dor ou a alegria do outro é vivida como se fosse sua. Para além disto, têm tendência para a reflexão, a solidão e a introversão. Estas são as razões por que não é fácil darem-se a conhecer. E é também por isso que os quatros sentem que são incompreendidos (lembram-se de vos falar no ET? Pois...) e fogem do contacto com os outros... Não vos soa a nada? Eh eh
Mais uma característica, das muitas dadas: os 4 são normalmente pessoas criativas. Isto porque o sofrimento é, muitas vezes, libertado, de forma quase catártica, através da arte. Por isso, foi-me dito que um 4 tem o dever quase moral de procurar uma forma de arte em que se possa expressar. Não é visitar uma exposição de pintura. É pintar. Não é cantar coisas dos outros. É compor. Não é ler. É produzir. Fica mais leve, assim.
Eu ri-me. Há algum tempo, disseram-me que eu era excêntrica. Na altura fiquei a olhar, sem perceber bem o que queriam dizer. Mas a verdade é que, controlada como sempre fui, nunca me atrevi a explorar um mundo que sinto cá dentro. Estão a ver os vulcões adormecidos? Pois é. Não sei como seria a erupção e a falta de controle deixa-me desconfortável. Mas por aqui já passaram poemas e desejos de aprender a tocar, de dançar, etc. Quem sabe um dia não me deixo arrastar.

Quando em baixo, os quatros ficam como o basset hound, o cão da foto de baixo. Quase a morrer de tristeza. Quando bem, sentem-se especialíssimos, diferentes, únicos. Tal como a égua puro sangue inglês...

Podia dizer muito mais, mas não me apetece. Revi-me no que aprendi e ri-me com outras pessoas que partilham o meu 4. Foi muito engraçado ouvir e dizer 'Também fazes isso? E eu a pensar que era só eu...'
Eh eh

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

domingo, 25 de janeiro de 2009

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Vocês...

baralham-me as ideias...

Aligeirar o ar

Vamos lá aligeirar o ar que este blog, ultimamente, anda numa onda de tensões a mais.
Então vamos lá:

Ora bem… Eu não sou muito dada a obediências a Chefes, que isto de trabalhar por conta própria tem as suas vantagens. Mas pronto, de vez em quando lá há um que me apanha bem-disposta e me faz ‘bater pala’. Hoje, e só hoje, ó Chefe, está com sorte…

A tarefa que o Chefe me incumbiu de realizar é a seguinte: confessar os meus 7 Pecados Mortais tendo em conta a seguinte definição dos mesmos:
Gula: Comer a toda a hora e/ou além do necessário;
Avareza: Cobiça de bens materiais e/ou dinheiro;
Inveja: Desejar atributos, status, posses e/ou habilidades de outra pessoa;
Ira: É a junção dos sentimentos de raiva, rancor e ódio. Por vezes é incontrolável;
Soberba: Falta de humildade, alguém que se acha auto-suficiente;
Luxúria: Apego aos prazeres carnais;
Preguiça: Aversão a qualquer trabalho ou esforço físico.

As regras do desafio, por sua vez, são as seguintes:
Revelar a nossa relação com os pecados capitais;
Nomear outros 8 blogues para responder ao desafio.

Cá vai, então:
Gula: Adoro comer. De duas em duas horas, por norma, estou a meter alguma coisa à boca. E posso, que a balança nem por isso sofre comigo. Adoro em especial os extremos do chocolate – preto e branco. Bolo de bolacha. Feijoada. E outras coisas, inconfessáveis, relacionadas com outro pecado. Eh, eh... Pois…

Avareza: Nem por isso. Sou poupadinha, que a vida não está para grandes abusos e eu, como boa Taurina, gosto de segurança. Mas tenho as minhas loucuras… E não deixo de as cometer…

Inveja: Nem por isso também. Embora confesse que às vezes olho para aqueles amores assolapados e…

Ira: Contam-se pelos dedos de uma mão os meus momentos de ira. Mas quando os tenho, fujam… Marro a sério. Com toda a força. Não queiram ver. Ou melhor, não queiram sentir! ;)

Soberba: Por norma, não tenho. Aliás, o meu pecado é precisamente o contrário. Excepto quando me subestimam. Nesse caso, cresço, cresço até chegar à Lua. E depois olho para baixo. Para quem é menor. E… pffff…

Luxúria: Pois… Uma boa Taurina… Nada mais a dizer, a não ser que é muito exigente na companhia… Vão lá ver o da gula. Eh eh... Ai, ai…

Preguiça: Adooooro preguiçar. Quando posso, sempre que posso. De preferência em boa companhia! ;)

E agora, meus caros, os nomeados são todos aqueles que já comentaram algum pico meu. É que eu não consigo escolher só oito… Até podem responder por aqui que eu não me importo de ser o repositório dos vossos segredos! Eu sou um túmulo e ninguém lê isto… ;)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Inocência

O meu Piu-Piu acordou hoje às duas da manhã. Pediu para ir à casa de banho e depois veio uma frase já frequente: ‘Não quero dormir mais…’
A minha menina não gosta da noite. Não tem medo do escuro, mas sonha com monstros. Culpa de um-ser-não-humano-que-se-apelida-educadora que, no ano passado, a maltratou. Com a conivência de uma casa-que-se-apelida-infantário. Parece anedota, mas não é: perante pesadelos, chichis pelas calças abaixo ao longo do dia, agressividade, recusas em ir para a escola, etc., vários pais descobriram que havia cadeiras a prender as cabeças à hora de dormir, crianças postas de castigo na mesa dos bebés, apelidadas de ‘más’ se faziam queixinhas’ aos pais, desenhos rasgados se não estavam perfeitos (como é que aos 3 anos fazemos desenhos perfeitos?), etc. A casa-que-se-apelida-infantário foi avisada e o-ser-não-humano-que-se-apelida-educadora confirmou o seu comportamento. Mas aconteceu… nada. Pois. Quando, veio-se depois a saber, já não eram as primeiras queixas apresentadas contra a mesma figura. Nem as primeiras agressões. Nos anos lectivos anteriores existiram também. Algumas denunciadas à Segurança Social, que também não se mexeu.
No fim do ano, oito crianças abandonaram a instituição. Vão-se embora os agredidos, enquanto os agressores continuam no mesmo sítio. A casa-que-se-apelida-infantário contava resolver o problema assim: ‘os pais tiram-nos e esquecem’.
Tiveram azar, desta vez, com os pais que lhes apareceram à frente. O meu Piu-Piu está a ser acompanhado e recupera agora a alegria, a serenidade, a autonomia, a vontade de escrever o seu nome, de aprender a fazer contas e de desenhar sem ser a preto. E o caso seguiu para tribunal, passando por cima da SS, com outros que se juntaram. Para surpresa da casa-que-se-apelida-infantário, que tremeu ao descobrir que há pais que não esquecem, porque não querem para os outros o sofrimento que lhes entrou pela casa dentro.
Eu sou católica. Tenho uma Fé posta à prova várias vezes, que esclareci e aprofundei. É uma Fé discernida, madura, feita de reflexão e de escolha consciente de valores e opções. Uma Fé que me faz saber que, se há vezes em que devemos dar a outra face, há outras em que é preciso pegar no chicote para expulsar vendilhões do templo. E custa-me ver uma IPSS da minha Igreja cair nesta podridão. Eu não meto todos no mesmo saco. Considero-me uma pessoa boa que trabalha com e na Igreja e há gente muito boa nela também que faz muito, imenso pelos outros. Há padres também que nos ajudaram e que disseram inclusive ‘eu, por muito menos, já despedi muitas!’ Mas sei que basta uma ou duas figuras de responsabilidade actuarem assim para estarem a contribuir para o mal do mundo, logo numa Instituição que defende o Amor.
Quem mata a inocência de uma criança mata o vislumbre do Paraíso. Mata, por isso, Deus. E Ele, às vezes, parece tardar. Mas eu creio que Ele, apesar disso, não falha… E sabe quando usar o chicote...

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Palavras para quê?

Marta (com abraços e beijos à mistura): Tiiiiiiiiiiiiiiaaaaaaaaaaaaaaa! Tu és a maior das tias! A maior!!!!

:)

Mão na mão

- Ó tia, contas-me uma história?
- Ó Piu-Piu, a tia está tão cansada que nem consegue pensar... Mas fazemos assim: eu vou sonhar com uma história e amanhã de manhã conto-ta, está bem?

Choraminguice aqui e ali - 'ai, estou a ver que o João Pestana já se sentou nos teus olhinhos...' - e o sono chegou. De repente, uma mãozinha veio agarrar a minha, ali na cama ao lado dela.

- Ó tia, dás-me a tua mão?
- Dou, pois...

Silêncio.

- Ó tia, estica tu o braço que eu já estou cansada...
- Toma lá, vá...

E o sono chegou, de mãos dadas com as duas...

Malandrices

- Não queres comer as couvinhas que a tia trouxe?
- Não…
- Anda, vá. Uma colher…
- Pfffff… (Tudo fora)
- Então pronto: tia, vai-te embora!

E lá vai a tia calçar as botas, buscar a carteira e vestir o casaco. Dá dois bejinhos à mana e ala… Mas, à última hora, uma colher entra na boca…

- Ó tia, num vai embóa!

Eh, eh. Não se faz, ‘tadinha da Farrusca!
Mas… às vezes vale tudo!

;)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Recado (VII)

Voltámos às nossas conversas. Janeiro é um mês lixado. Esvaziado o balão das festas, ficamos vazios por dentro. O inverno atinge-nos com toda a força e instalam-se estados depressivos.

Hoje estou muito cansada, que o fim-de-semana foi arrasador, mas ainda consigo sentir. E senti impotência. Porque não posso simplesmente ir aí e dar-te a mão. Acompanhar-te, fazer-te sentir segura. Agarrar-te quando vais por ti abaixo, quando me dizes que queres estar sozinha, mas depois te sentas a conversar comigo. Gostava de te ajudar a sentir que há, haverá sempre, alguma solução. Que, por detrás dos espinhos, há um mundo precioso que um dia ainda vais descobrir...

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Respostas

Não gosto de não me perceber. Baralha-me o esquema. E como não percebi porque é que de repente me apeteceu colocar os pés na terra (logo no momento em que mexem comigo e me fazem apetecer 'voar'), sentei-me com alguém que me conhece muito bem a tentar descobrir. E descobri.

A razão é bem mais simples do que parece. Eu sonhei alto. Muito alto. E acabei a sofrer desmedidamente. Por essa razão, fechei a sete chaves o meu mundo de sonhos. E, apesar do que sinto, não o abri ainda.
Neste momento, qualquer pontinha de sonho, de ilusão, de fantasia faz-me ficar desconfiada. O meu coração ainda se lembra do que sofreu e não deixa que eu me espraie dentro dele. Só aguenta o que é real. Os olhos nos olhos, as conversas francas.
É mesmo uma questão daquilo que aguenta. A fragilidade é muita e já me parti em pedacinhos mil e uma vezes por coisas que os outros considerariam mínimas, ao longo destes meses. E cada vez que acontece é uma verdadeira tortura.

Embora tenha ficado moída por dentro, sei que isto é verdade. E saber, em mim, é o primeiro passo para resolver.

Um dia descubro qual é...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

...


"Sabes os jardins suspensos da Babilónia? Ficavam em muros altíssimos, mas ao longe via-se o verde e as cores, e perto sentia-se o perfume... Deixa que as pessoas gostem ATÉ desses muros... Mesmo sem os invadir. Nem é difícil - é seres tu mesma, na mesma..."

De rir...

Ontem, no msn, outra conversa. Alguém do lado de lá que desabafava resolveu dizer-me que eu era gira, atenta, concentrada, directa, amável, curiosa, etc. Fez-me ali uma descrição daquilo que vê em mim, o que é sempre bom, já que eu tenho imensa dificuldade em perceber a imagem que passo para os outros (sou um bocado cegueta desse lado).
E rematou de uma maneira que me fez lançar uma sonora gargalhada:
"Aqui é que a porca torce o rabo: como é que uma gaja inteligente pode ser até apetecível?"

Ó almas... Quando é que os homens vão aprender que por trás de uma mulher inteligente se esconde muito mais do que um cérebro? Que é muitíssimo mais interessante uma mulher que vos permite pensar e sentir de tudo um pouco do que outra que apenas vos dá umas horas de 'diversão'?

Se querem a segunda, vão dar um giro lá por outras bandas a ver se encontram. Por aqui só encontram uma gaja inteligente que gosta de pensar, sentir e ser. Tudo. Até o que um homem pode considerar 'apetecível'.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Saborear...

...a Beleza
...a Tranquilidade
...a Harmonia
...a Cumplicidade


Momix

Penso che ogni giorno sia come una pesca miracolosa
e che bello restare sospesi su di una soffice nuvola rosa
io come un gentiluomo, ed tu come una sposa
mentre fuori dalla finestra, si alza in volo soltanto la polvere,
c'è aria di tempesta.
Sarà che noi due siamo di un altro lontanissimo pianeta
ma il mondo da qui sembra soltanto una botola segreta
tutti vogliono tutto per poi accorgersi
che è niente,
noi non faremo come l'altra gente
questi sono e resteranno per sempre
i migliori anni della nostra vita,
i migliori anni della nostra vita.
Stringimi forte che nessuna notte è infinita,
i migliori anni della nostra vita

Stringimi forte che nessuna notte è infinita
i migliori anni della nostra vita.

Penso che è stupendo restare al buio abbracciati e nudi
come pugili dopo un incontro, come gli ultimi sopravvissuti,
forse un giorno scopriremo
che non ci siamo mai perduti
e che tutta quella tristezza in realtà non è mai esistita.
I migliori anni della nostra vita,
i migliori anni della nostra vita.
Stringimi forte che nessuna notte è infinita,
i migliori anni della nostra vita.

Stringimi forte che nessuna notte è infinita,
i migliori anni della nostra vita.

Renato Zero: Album "Sulle tracce dell'imperfetto", 1995