sábado, 16 de janeiro de 2010

Do risco

Eu sei, desde há muito tempo, que chega sempre o momento de arriscar. E, em muitos aspectos, eu tenho arriscado muito nos últimos meses. Em alguns campos da minha vida, a mudança foi gigantesca. Foram tempos de enfrentar desafios e medos, de partir pedra, de afastar calhaus do caminho. Pus mãos à obra e reergui muito do que estava destruído, muito do que queria construir e nunca consegui.

Há, no entanto, mais para vir. E sinto-me agora numa encruzilhada que me é de alguma forma familiar. O que é bom, mas ao mesmo tempo é um problema. É bom porque é sinal que a vida renasce dos escombros para um futuro que ainda não se escreveu e em que posso redesenhar os meus sonhos. É um problema porque implica lidar com as memórias da devastação e com o medo profundo, profundíssimo, de que se repita.

Sei que tenho agora muito mais do que antes em termos de protecção. Tenho, por um lado, uma consciência muito mais clara de mim mesma, dos meus 'mecanismos', dos meus vícios e das minhas virtudes em matéria dos outros. E tenho mãos, várias, que me podem agarrar e sustentar no caminho, se voltar a ir por aí abaixo. Mas não deixo de ter medo, um medo pesado.

Nunca me pararam, os medos, mais cedo ou mais tarde eu passei por cima de todos. Mas aqui na fronteira, aquela que medeia entre o recuo ou o risco, estou agora com o medo nas mãos, à espera. À espera do momento em que o vou atirar para trás e vou dar o passo em frente.





quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Verdade 10


É outra perspectiva, muito, mas muito interessante. Porque a tónica não é a negativa (a incapacidade de se dar), mas a positiva (em quem vale a pena investir).


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Destes dias

Aqui há dois dias, duas conversas na mesma noite. Uma já com ideias vindas de trás. Palavras e mais palavras, das quais gravei na minha cabeça isto:

S.: "Estás a ver porque é que eu acho que tu darás uma mãe tremenda? Porque tu vais estar lá!"

G.: "Tu não és complicada porque, ao contrário da esmagadora maioria das pessoas, jogas com as cartas na mesa à vista de todos. Curiosamente 'toda a gente' joga dissimuladamente e tu deste-te ao luxo de elaborar as tuas próprias regras segundo o que achas que deve ser."

G.: "Irra, maf!, é complicado apontar-te um defeito, sabias!?? (...) Tu pareces inalcançável para quem tem dois dedos de testa porque acumulas uma quantidade enorme de qualidades."


Fizeram-me chorar. Fizeram-me rir. Fizeram-me bem.

Às vezes é preciso ouvir/ler o que vai na alma dos outros para nos atrevermos a olhar o que está do outro lado do espelho. E o meu coração vai absorvendo estas e outras coisas. E, no meio do labirinto onde deu por si mesmo, não está a saber bem o que fazer com elas... Ou se calhar até sabe, não sabe é o porquê, o quando, o como, o onde... Se calhar, também não é importante. Como dizia a outra, "I like the sweet life and the silence, but it's the storm that I believe in..."

...




terça-feira, 12 de janeiro de 2010

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Das engenharias

Piu-Piu: Sabes, mamã, nós temos três engenheiros cá em casa!
Mamã minha mana: (com ar surpreendido) Ai temos?
Piu-Piu: Temos! Olha: o papá é engenheiro dos móveis (é o que dá andar a montar estantes, digo eu), o tio G. é engenheiro de casas (aqui até tem alguma razão) e a tia é engenheira das roupas!




É o que dá andar a coser vestidos de bonecas ou a reciclá-los (quando já não têm remédio, inventam-se novas roupas com o que sobra!). Eu devia ser brincadora oficial. Ou costureira de bonecas. Devia, mesmo. Pelos vistos, sou é engenheira. :)

domingo, 10 de janeiro de 2010

Ora cá está


:)




Roubadinho aqui...


sábado, 9 de janeiro de 2010

Do passado

É muito raro encontrar alguém que compreenda à primeira, o que faço. Ainda menos encontrar alguém que ache que é interessante. Por norma, a primeira coisa que me perguntam é 'Para que é que isso serve?'

Num mundo tecnológico como o nosso, tudo tem de ser virado para obter dividendos, para produzir inovação, para criar futuro. De repente, o passado deixou de ter importância. Para muitos, passou, é passado. É para ser esquecido, posto de lado ou sei lá mais o quê. E por isso não lhe dão o mínimo valor e menosprezam quem olha para e por ele. Esquecem-se, porém, de que o passado, quando compreendido e olhado, nos ensina muito sobre o futuro. E que no que já foi podemos encontrar outras realidades que nos alargam horizontes, que nos ensinam novos caminhos.

Tenho guardado há muito tempo este texto, que me fez pensar nisto:

"03 Agosto 2009 - 00h30

Sem história

Caminhei pela calçada incerta da ‘cidade velha’ da ilha de Santiago, Cabo Verde, a mais antiga povoação europeia em África, prestes a tornar-se Património da Humanidade. Vi as ruínas da muralha do mar, o convento de S. Francisco e a fortaleza empoleirada na achada a fitar o oceano com altivez.

Mas, em toda a parte, há placas referindo que a reconstrução foi paga pela Espanha – fiquei amargo mas não admirado. Sei bem que governantes temos e tivemos. Lembro-me do magnífico forte de Stª. Catarina, Brasil, reedificado pela Alemanha.

E das queixas de total abandono dos que ainda se dizem portugueses em Malaca. Deixamos marca em todo o Mundo mas só a exibimos em concursos pimba. Um povo que desdenha o percurso que lhe moldou a identidade empenha o melhor do seu futuro."

Carlos Abreu Amorim (Correio da Manhã: Opinião)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Da cor do sexo

A Miss Kin perguntou qual seria a cor do sexo e de imediato me ocorreu que é esta:


Nem de propósito, a junção de cores dá mesmo nisto: se amarelo é fome e vermelho é amor, sexo é laranja porque é a fome de amor saciada pelo amor que se faz. Tão simples quanto isso.



E não me venham dizer que sexo e amor não têm nada a ver um com o outro, porque não vejo isso assim: não há prazer completo na pura carnalidade. Isso não é verdadeiro e puro Sexo, é satisfação de instinto onde o coração ficou a ver navios.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Da liberdade

Hoje andei a passear e deparei-me com uma imagem que me lembrou que anteontem sonhei com isto:


Mais concretamente, sonhei com as três primeiras frases. Ao acordar, lembrei-me do que é que me espanta numa relação. Do que é que procuro. Liberdade. Tão só e tão simplesmente liberdade.

Dizem que o amor liberta e é verdade. Eu já senti a liberdade de ser exactamente como sou, sem subterfúgios, sem esconderijos, sem medos. Poder ser como sou, cantar, dançar, brincar, dizer asneiras, gritar, preguiçar, chorar, parvejar sem barreiras. Ser só eu, tão descansadamente eu. A ponto de dormir tranquila e profundamente ao lado de alguém, quando por norma tenho um sono leve, leve.

Sempre me espantou esta sensação que não consigo descrever. Senti-a ontem, outra vez, no meu sonho. A relembrar-me do que é que ando à procura. Até lá, tenho liberdade comigo mesma.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Ao contrário

Gosto de ver as coisas de perspectivas diferentes das normais. É uma das razões por que me divirto tanto a aprender: alargam-se-me os horizontes e sou feliz.

Hoje vi o mundo ao contrário e, no meio da cidade, e dentro de casa, fiquei a contemplar as maravilhas da Natureza. Imaginem-se lá: uma biblioteca sossegadinha, uma cachopa a trabalhar. Janelas grandes, rasgadas de luz, como ela gosta. De repente, soa um toc toc diferente, compassado. Não. Dois toc tocs diferentes, compassados. Lá em cima. Ela olha. O tecto é feito de um material translúcido. Talvez (provavelmente) vidro opaco. Vem daí o barulho.

E vê e sorri. Vê quatro patitas a moverem-se. O toc toc são as patas de um casal de pombos a passearem no telhado. Para cá e para lá. Do corpo vê-se a sombra, mas as patas são nítidas. E lá vai o casalinho na sua calma. E volta. E vai outra vez. E volta. Às vezes irrompem em voo. Depois voltam, para percorrer toda a extensão do telhado. Grande passeio aquele, para lá e para cá. Estariam a admirar a paisagem?

Ela já viu muitos pombos, já deu comida a uns quantos, diverte-se até a vê-los debicar a comida que as pessoas deixam às galinhas no jardim público perto de sua casa (sabiam que há jardins com galinhas à solta no meio de Lisboa?). Mas sempre olhou para eles de cima para baixo, sempre viu primeiro a sua cabecita, os seus olhos. Nunca se tinha deparado com a beleza de quatro patas a passear num telhado translúcido. Até hoje.

...

Entre a vontade dos sonhos e o medo das derrocadas, eu, que já levei com muitos pedregulhos na tola, vou colocando a mão na cabeça para avaliar os galos que ainda tenho. E dou por mim a fugir ainda, muitas vezes e de muitas formas. E a resistir, e muito. O mais estranho é que começo também a fazer comparações. E não é entre quem eu esperava que fosse. Ai...

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

HOPE




Tenho de me lembrar que não posso perder a esperança. Sobretudo quando lutar com ela ao lado já me trouxe tantas coisas boas. Acreditar é meio caminho andado para acontecer. Acreditar em mim. Naquilo que a minha mão aberta consegue agarrar e consegue fazer. Por isso, para este ano só peço esperança. Capacidade de acreditar com todas as minhas forças naquilo que consigo construir. Naquilo que consigo ser. Naquilo que consigo sentir.

Feliz 2010 a todos!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Ano Velho, Ano Novo

Ano que finda, tempo de olhar para trás. Ao contrário da grande maioria das pessoas, suponho, este foi um ano que me correu muito bem. Depois de ter decidido agarrar a minha vida pelos cornos e fazer dela qualquer coisa melhor do que era, estes 365 dias últimos foram tempo de começar a colher frutos. E de constatar que, por mais que olhem para mim e digam 'eu, se fosse a ti, não fazia isso, fazia aquilo' ou 'como é que tu continuas por esse caminho?', as coisas têm sucedido como eu penso. O que me faz confiar cada vez mais na minha intuição, na minha inteligência, no meu instinto.

Depois da tempestade vem a bonança. E, embora saiba que há sempre chuva e granizo como o que cai hoje lá fora, vou tendo abertas cada vez mais frequentes onde o sol brilha.

Talvez por isso, a música que associo a este ano (e espero que ao próximo) é esta:


quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A prenda da Gatas da toca

Pois, eu bem sabia que me tinha esquecido de alguém. Deixar duas gatas lindas a dormir no cesto é imperdoável, é mesmo. E logo duas! Deve ser trauma por causa dos vizinhos de cima. Só pode!

Bom, mas como já vai tarde, há prenda A DOBRAR para as duas!

Aqui vai a tua, Kat:

I would give you this answer if you asked me that question. And then, I would make you face the sky and tell you this. (Just believe you deserve to be happy, my dear...)



E aqui está a tua, Catwoman:
If we were talking to each other, I would tell you this. And then I would tell you to keep on looking. Because of this.

;)

domingo, 27 de dezembro de 2009

Das prendas-surpresa 2

Uma prenda acabadinha de chegar. Esta. Sem mais palavras. A não ser o meu sorriso. E um abraço apertado.

Das prendas-surpresa 1

A primeira ainda antes do dia de Natal. Uma caixa de chá do R., linda de morrer, como vocês perceberão assim que conseguir arranjar uma máquina para a fotografar e pôr aqui na vitrine do blog.


______



E já chegou! A imagem não está muito boa, mas ó p'ra ela aqui...



Não dá vontade de cantar 'Olha que coisa mais linda...'?
:)



quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Prenda deste Natal (para vocês)

Várias prendas por aqui. Do blog do R. roubei este presépio diferente, que me faz lembrar que a família é o lar onde encontramos amor. Seja ela biológica, adoptiva, emprestada ou feita de amigos a que chamamos 'casa'.


Do blog do Gajo roubei esta versão extraordinária de 'Last Christmas'. Como vêem, traz a recomendação de darmos alguma especial a alguém este Natal. Há muita gente especial por aqui e, na impossibilidade de vos dar um abraço ao vivo, decidi dar-vos parte do meu coração. Cá fica, sem ordem nenhuma em especial, a não ser a alfabética. Só porque sim. Só porque vocês são grandes.



Agora vão lá procurar a vossa prenda...

13
Amèlie
@na
Apple
Bi
Catcha Pum Pum Pam
Daniel
Dexter
Fada
Fehr
Francisco
Gajo
Jane Doe
Joanissima
Jorge
JS
LBJ
M.
Marisa
Minhoca
Mocho
Nikky
Os Príncipes
Pedro (W.A.H.Paris)
Pedro Bom
Post It
Princesa Canela
Princesa Moscatel
Pulha Garcia
Quando existe um de Nós
R.
Rabisco
Requiem
Storyteller
Volteface.com

Para todos os meus seguidores e quem mais aparecer aqui e quiser uma prenda, é esta. Se me tiver esquecido de alguém que também queira, digam lá! Arranja-se sempre qualquer coisa quentinha aqui na toca.

Feliz Natal, meus queridos...


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Hoje

As meninas cá. Acordaram às cinco e meia da manhã e não houve quem as aguentasse na cama mais tempo, pelo que chegaram cedinho. O Piu-Piu sem os dois dentes da frente ("A fada dos dentes deu-me um euro, tia!!!!!") e a Farrusca a querer que lhe caiam os dentes, como a mana.
Risos, brincadeira, abraços nas pernas (ainda não me chegam ao pescoço, mas para lá caminham). A antecipar o dia de Natal. :)

domingo, 20 de dezembro de 2009

Críptica (IV)

Tenho saudades tuas.

Diálogo interior

Mf: Está frio...
Ouriço: E daí?
Mf: Não conheço ninguém a não ser o Mestre...
Ouriço: E daí?
Mf: Nem sei bem onde é, nunca fui para aqueles lados que acho que nem são já da capital!
Ouriço: E daí?
Mf: Não sei se vou ao jantar...
Ouriço: Vais pois!
Mf: Ai...
Ouriço: Primeiro, já pagaste.
Mf: Mas está frio...
Ouriço: Deixa-te lá de tretas. Vais ficar a fazer o quê em casa???? Rua! Conhecer gente! Beber uns copos! Divertir-se! Mania de ser bicho do mato!
Mf: Pois...
Ouriço: Pois!
Mf: Ok, pronto... Eu vou...

(horas depois)

Ouriço: Então que tal?
Mf: Foi o máximo!
Ouriço: Eu sabia!
Mf: É que me diverti mesmo.
Ouriço: Eu sabiaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
Mf: E sabes... O mundo é mesmo pequeno. 'Tu vieste de onde?' 'Dali de X...' 'Olha! O meu irmão é teu vizinho! Já tens boleia! Mas não te assustes, que ele é um bocado acelerado a conduzir...'
Ouriço: E então?
Mf: Acabei por ter boleia para casa. E não houve nenhum rally... Viemos descansados, devagarinho, a conversar todo o tempo.
Ouriço: ;)
Mf: Boa noite, esta. :)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Picos

Para cima, para baixo. Hoje foi dia de picos. De vez em quando lá acontece. Desço de novo ao meu poço sempre que me ficam uns 'ses' pendurados nos neurónios. Perco as certezas, caio no cansaço, para subir vertiginosamente a seguir, toda contente, perdendo depois, e de novo, o pé. E sei bem porquê.

No meio destas quedas e escaladas, podia era trazer lá de baixo, do fundo do poço, alguma da minha capacidade de me zangar. Aquela zanga bruta que me invade e que me faz partir a loiça toda, marrando de frente com quem quer que seja. Mas que é muito rara. O que me torna demasiado pacífica. Tão pacífica que, por norma, levo mais do que dou. A nível mental, ou afectivo, ou lá o que lhe queiram chamar. E descobri que a nível físico também. Não consigo, lá no Krav Maga, responder com agressividade. E preciso, porque isto da defesa pessoal só funciona se houver resposta bruta. Como raio se treina a agressividade? A de dentro e a de fora?

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Hoje recebi uma prenda

Lembro-me bem da magia que eram, para mim, as bonecas. Do tempo em que não guardo memórias de mim, conta-me a minha mãe que eu passava horas no infantário a fazer e desfazer a cama das bonecas até ficar como eu queria. O gosto por brincar com elas não se perdeu (mas vem daí, se calhar, a falta de vontade em fazer a cama). Há uns dias era ver-me sentada no chão do quarto das minhas meninas a pentear e fazer tranças às bonecas que elas me passavam para as mãos (Ó tia, faz a esta...).

Vai daí, foi com um sorriso que recebi a minha primeira prenda de Natal. A D., sete anos, que não iria ter nenhum presente, mas que queria uma Barbie. A que acrescia um fato de treino. E eu, apostada este ano em satisfazer a vontade de um anjinho, parti em busca de uma, com o pensamento em mim mesma e na alegria que foi para mim receber a minha primeira e única Barbie, no seu vestido de baile verde com sapatinhos a condizer.

Hoje, dia de anos da minha mana, entreguei a 'prima' que vai parar às mãos da D. Tem também um vestido de baile. E mais outro vestido de baile e ainda outras roupitas, para que ela possa brincar vezes sem conta e inventar as histórias que quiser com a sua boneca. Tudo embrulhado isoladamente, para que em vez de um receba vários presentes. Leva o seu fato de treino quentinho. E, para além das prendas desta 'tia', a vovó emprestada ainda enfiou chocolates dentro do saco.

Este ano, a D. é a prenda que embrulhei para mim mesma. E na noite de Natal espero que se sente no quente a brincar como qualquer menina que gosta de sonhar.

domingo, 13 de dezembro de 2009

sábado, 12 de dezembro de 2009

Quem quer?

Tenho andado a pensar em arranjar qualquer coisita para vocês este ano. Uma música, uma imagem, uma frase, ainda não sei. Enquanto vou pensando, e porque não quero deixar ninguém de fora e tenho medo de me esquecer de alguém, ó faxavor, quem estiver interessado na 'prenda' diga lá...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Ninguém é de ferrro

Devia ser proibido dar formação a gajos bons... Devia mesmo...












Depois como é que querem que uma mulher se concentre?
:P

Raios...

Não tenho tido tempo para vir aqui...

Tenho saudaaaaaaaaaaaaaaaades!

:S

domingo, 6 de dezembro de 2009

Aviso

Eu adoro fazer embrulhos.















É só para saberem.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Dia bom

Amanhã vou estar com as minhas meninas. Dia bom, de abraços. E de 'pesquisar' prendas para o Natal.

Não tenho falado muito delas, mas há duas histórias dos últimos tempos que me fazem sorrir.

A minha mana, com o Piu-Piu mais velho, um dia à conversa:
- Sabes... Tu vais ter um quarto novo... Podias pedir ao Pai Natal um edredão...
(Silêncio e insistência da mana).
Resposta:
-Ó mamã, se tu queres tanto isso, pede tu!


A Farrusca mais nova ao telefone com a avó:
- Vóvó, poxo pedi uma coisa?
- Diz, querida.
- Quando a tia ligá, pedes pa' ela vir cá?


Ui... Isto vai ser só matar saudades...
:)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Estou..

sentada no meu sofá, enrolada numa manta vermelha, a comer bolinhas de bacalhau (bolos de bacalhau em forma de bolas pequeninas que, como diz o meu mano, se comem como pipocas) e pão com rissol. Tudo preparado pela minha mamã e enfiado na minha mochila meio à socapa. É mesmo dela e são mimos que me sabem muito bem.

Começou na semana passada nova etapa de uns meses em que andarei acima e abaixo, à custa de umas formações. Canso-me mais, mas é bom ir voltando a sítios passados e perceber que não deixaram de ser nossos só porque nos mudámos de terra.

Foram dias bons, estes, mas esquisitos: parece que já não me centro bem por lá, naquela que já foi a minha casa e onde agora vou por descanso e mimos. O meu espaço mudou-se comigo e talvez por isso hoje, quando rodei a chave na fechadura da toca, saiu-me mentalmente um 'Casaaaaa. Iéééééé...'

Destes dias guardo momentos breves, tipo flashes. Entre eles um abraço sentido e carinhoso de quem não me via há algum tempo lá nas formações e me fez uma festa; uma boa conversa que, a não ter terminado porque sim, teria demorado horas sem fim; poder sentar-me sem tempo com os meus papás. Hoje, o olhar atento de uma amiga que me disse 'Tu estás mesmo bem...' e um comentário do meu mano: 'Ontem, ao vir com o pai, ele disse-me que achava que tinha sido boa a tua decisão de ir para Lisboa, porque te está a fazer bem. ' Resposta minha: 'E está. Mesmo bem. Já precisava eu de um pouco de felicidade. Porque a mereço.'

Ainda não é tempo de bonança, mas para lá vou caminhando. Há sempre luz ao fundo do túnel e já a vou lobrigando por entre as pedras caídas dos caminhos que já percorri...