domingo, 30 de maio de 2010

Recado (XXX) ou Interrupção na Ordem de Trabalhos ou O que um fdp devia ouvir de viva voz

Recebi ontem a primeira sms e apaguei logo. Engano, percebi. Já a dormir recebo a segunda, cheia de doce. E a terceira. A pedir desculpa pela primeira e a justificar a segunda. Devolvi-te a resposta com o silêncio com que tantas vezes me brindaste. Pensas o quê? Que estalas os dedos e eu vou? Que me iludes com falinhas mansas? Não é possível, estou bem mais à frente no caminho, as tuas pernas curtas já não me alcançam.

Tens saudades minhas? Paciência. Já não és o primeiro de quem digo que sabe o que perdeu. E perdeste mesmo. Estou bem, agora, muito bem. Feliz. De pé, como nunca estive. Há um eu que desconheces e também nunca vais conhecer. E tenho a meu lado um Homem como deve ser.

Outro dia, na brincadeira, falava-lhe de um livro onde um gajo dizia a outro para admirar e cheirar as flores que quisesse, mas nem sequer se atrever a chegar perto da sebe do seu jardim. Rimo-nos quando lhe disse que podia, nas conversas de amigos, 'informar' os outros do mesmo. Ontem falaste-me de flores e lembrei-me desta conversa. E pensei que não tem de informar ninguém, porque é a própria sebe, espinhosa como é, que impede qualquer um de chegar perto. São minhas as flores e é a ele que ofereço o seu perfume.

Enquanto me voltava na cama, incomodada pela parvoíce de que te lembraste, foi a almofada dele que puxei para mim. E foi no seu peito, presente na ausência, que pousei a minha mão e descansei a minha cabeça. E adormeci sossegada.



Texas - In demand


quarta-feira, 26 de maio de 2010

Update

Tenho estado hibernada na toca. Stop. Muito trabalho. Stop. Como, durmo e trabalho. Stop. E mais qualquer coisita. Stop. Se Deus quiser e as minhas patitas derem ao dedo, são só mais uns dias. Stop. Portem-se bem enquanto não estou. Stop. Nada de santidades. Stop. ;)



quarta-feira, 19 de maio de 2010

Como peixe dentro de água...



Quando ligo a net, redirecciono-me para aqui:



Digam lá se não é lindo o canto superior direito... :D


terça-feira, 18 de maio de 2010

Visto na rua

Sapato de vela castanho, meia vermelha, calças verdes, camisa cor-de-rosa. Tudo no mesmo homem. Lindo...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Quente

Está quente. Aqui pela capital, cheira-me ao calor alentejano. Detesto calor em demasia, sufoco. Sobretudo quando vem assim, de repente. Sabia bem agora uma piscina...

terça-feira, 11 de maio de 2010

Hoje

O fim da tarde foi passado aqui:


Numa cidade onde nem sempre é fácil ser-se católico, sentir um 'banho de multidão' sabe bem...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Ora cá estamos todos na paz de Deus

Podia ter-se repetido isto:



Mas afinal passou-se isto:


No entanto, se há coisa que sou é fiel e, como ninguém me consegue convencer a ser diferente, continuo a fazer isto:


Eh eh

A todos os benfiquistas do meu coração, os meus parabéns. A menina de sangue azul. ;)


sábado, 8 de maio de 2010

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Isto de ir directamente ao 'Boss' tem muito que se lhe diga...

Tenho uma colega cuja password de computador é 'Jesus Cristo'... Será que o pc assim não crasha? E que o trabalho fica mais bem feito? Não sei. Sei é que já nos rimos a bom rir hoje aqui. Eu comentei que poria 'Santo António', já que estamos na terra dele (a italiana aqui do lado prefere-o em Pádua, mas pronto), mas de facto se calhar é mesmo melhor ir directamente ao 'Boss'...

Da solidão do silêncio

Parte de mim encontra-se no silêncio e na solidão. Num espaço confortável em que me posso enrolar e desenrolar à medida dos meus pensamentos, sensações e intuições. É uma forma de estar que só há relativamente pouco tempo compreendi e assumi. É minha, sou assim. E, por paradoxal que possa parecer, é ao me deixarem permanecer nesta paz do meu mundo silencioso e solitário que conseguem que eu escancare as portas, deixe entrar quem vem por bem e parta à descoberta de outros mundos...


terça-feira, 4 de maio de 2010

Não percebo


Eu até gosto da publicidade. Acho que está chamativa, até interessante em algumas coisas. Mas não consigo perceber este cartaz que por aí anda. Mas há alguém que ache que a sua intimidade é para todos? E o que significa, neste contexto, 'Quando esse dia chegar, não lhe fales'? Quando chegar o dia em que alguém ache que a sua intimidade não é para todos, isso é mau? Mas agora somos um produto para qualquer um(a)?

Enfim...

segunda-feira, 3 de maio de 2010

...

Andar, em vez de correr, às vezes é bem melhor. Ao mesmo tempo que se avança, temos a possibilidade de ver onde pomos os pés e podemos olhar para tudo o que está na berma do caminho.

domingo, 2 de maio de 2010

Dia da Mãe

Passado, como sempre, na companhia da família. Dia de risos, de abraços, de festa. Dia de sol.

sábado, 1 de maio de 2010

sexta-feira, 30 de abril de 2010

...

Foi há um ano. Faz hoje anos. Acho que me vou lembrar sempre desse dia...

Dar e receber

É muito giro como às vezes o nosso pensamento e as nossas atitudes podem mudar se nos dermos ao trabalho de mudar a perspectiva com que olhamos as coisas.

Aqui há uns dias, ouvi uma frase que me fez pensar: "Receber é dar ao outro a possibilidade de dar."
Fiquei a pensar num dos meus vícios de comportamento, precisamente o dar sem limites e a dificuldade em receber ou pedir ajuda. Bom... já não é um vício marcado, porque tenho vindo a aprender a não dar sem limites e a deixar que me dêem. "Habitua-te!" é o que vou ouvindo de vez em quando.

E é bom, descobri. Diria que fica tudo mais equilibrado: ao aceitar o que nos querem dar estamos a contribuir para que o outro não se converta em egoísmo e nos olhe sempre como alguém com valor que há que apreciar.

Nestas coisas de relações, sempre achei (embora não pusesse bem em prática) que amar era dar e receber. E continuo a achar. Pelo que é muito bom agora fazer da teoria prática...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Recado (XXVIII)





Por mais que a vida nos agarre assim
Nos troque planos sem sequer pedir
Sem perguntar a que é que tem direito
Sem lhe importar o que nos faz sentir

Eu sei que ainda somos imortais
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se o meu caminho for por onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes

É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu te sei dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer

Por mais que a vida nos agarre assim
Nos dê em troca do que nos roubou
Às vezes fogo e mar, loucura e chão
Às vezes só a cinza que sobrou

Eu sei que ainda somos muito mais
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se a minha vida for por onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes

É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu te sei dizer

É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu te sei dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer




quarta-feira, 28 de abril de 2010

Recado (XXVII)

Foi hoje. E soube bem. Soube à ternura que já mereces sentir e ter.

Não sei bem o caminho, mas não faz mal

Às vezes, só sabemos qual é o próximo passo a dar. O que se segue a esse é uma incógnita ainda, mas não faz mal. Importa só saber o próximo passo a dar. Porque sem ele não damos os outros.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

domingo, 25 de abril de 2010

Ontem

Um dia bom, o de ontem. Feito de telefonemas, de risos, de prendas inesperadas, de beijos (muitos!) até aqui no blog. Feito de abraços apertados também (não sei se já perceberam, mas eu e os abraços...).

Um bom dia de anos, portanto, como já não tinha há muito. Muito confuso, a princípio, porque houve momentos que me apanharam desprevenida. Isto de dar por mim, de repente, a ter dois bolos de aniversário e mimo só para mim baralhou um bocadito os neurónios cá dentro. Muito provavelmente porque há falta de hábito e muitas vezes o mais difícil é mesmo habituarmo-nos às coisas boas.

Mas tenho vindo a aprender a receber. No meio do stress, deixo acontecer e relaxo. E com isto vem ao de cima o amor. O que sinto e o que sei que sentem aqueles que andam à minha volta. E não há melhor.

Um dia bom, o de ontem. Daqueles de guardar na memória.

sábado, 24 de abril de 2010

Ó... Façam isto, sim? ;)


Que eu hoje faço anos!
:D



sexta-feira, 23 de abril de 2010

Recado para mim mesma (XXVI)




Quero-me sentir sempre assim.



De há uns tempos para cá...

...tenho ouvido, por outras palavras, isto:





E sabe tão bem...

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Finalmente!

Se tudo correr bem, não houver mais contratempos e o barco, o comboio e autocarro funcionarem todos bem (em terra não há nuvens vulcânicas, que se saiba), é hoje que recebo um abraço que deveria ter chegado há quase uma semana...



quarta-feira, 21 de abril de 2010

...

Ele há conversas em que é só rir a bandeiras despregadas... É muito giro estar a teclar e a rir que nem uma perdida, sabendo que, do outro lado, a festarola é igual. Depois vêm coisas mais sérias. E recordações. E sorrisos. E abraços que se largam à distância e se sentem mesmo de longe...





terça-feira, 20 de abril de 2010

Dos amigos (2)

Às vezes, os amigos têm problemas que não podemos resolver. Se são de saúde, então, ficamos completamente impotentes. Só podemos estar, fazer saber que estamos. E rezar para que tudo corra bem.






domingo, 18 de abril de 2010

O que as crianças sabem

A Farrusca e o Piu-Piu têm andado a divertir-se com as setecentas peças de lego + umas outras quantas que a tia e o tio lhes deram pela Páscoa. Melhor prenda não há, sabíamos nós, para miúdos e graúdos (quem não gosta de legos?), porque nós também passámos o Domingo de Páscoa sentados no chão com elas a fazer casas e carros e árvores e afins.

Ontem, fizeram uma casa com uma coisa pendurada, disse-me a mana. "Sabes o que é isto aqui por cima da estrada, mamã? É aquela máquina que multa os carros quando eles vão muito depressa."
Saem-se com cada uma...

sábado, 17 de abril de 2010

Ser amada

Sentir custa, mete medo. Não me é fácil, depois de tantas dores e cansaços. Mas não desisto de mim, não desisto de cuidar do meu coração, não desisto de querer ser feliz. E por isso vou avançando, em passinhos curtos, para conseguir aguentar receber isto que se chama Amor. Às vezes travo a fundo, sei bem. Resisto aos sonhos, resisto ao carinho, resisto a sentir. Ser amada custa. Pode parecer estranho, mas custa. Porque isto de olharmos para nós como um tesouro para alguém tem muito que se lhe diga...

No entanto, depois há aqueles momentos em que resvalo por mim abaixo e fico a olhar, a sentir, a viver. Às vezes em presença, às vezes em ausência. Não resisto e portanto baixo as defesas. Sinto com clareza mais uma pedra a cair da muralha já tão destruída. E a cada momento de deslumbramento fico mais segura, mas pacificada nos medos, mais confiante nesta nova forma de amar que vivo.




Isto é o que dá uma nuvem vulcânica que encerra aeroportos e nos faz ficar com saudades...




sexta-feira, 16 de abril de 2010

Dos amigos (1)

Quem viveu muito tempo em silêncio, como eu, e quase se engasgou de tanto calar, dá valor, muito valor aos espaços em que pode partilhar o que vai dentro. Não estou a falar de coisas simples, tipo conversa de café, que tenho com pessoas de quem gosto muito. Estou a falar daquelas conversas fundas que se têm com quem sabemos que nos compreende.

A palavra é mesmo compreensão. É podermos falar sabendo que do lado de lá, ao invés de vir um 'não sei se é assim' ou um 'devias era fazer isto ou aquilo' está alguém que diz 'Compreendo. O que estás a dizer é isto e faz sentido.' Ser muito inteligente ou pensar muito faz disto. É muito frequente, quando converso com alguém, dar por mim a encolher os ombros mentalmente, ao mesmo tempo que penso 'olha, mais outro que acha que sabe o que eu sinto e não ouve o que eu estou a dizer'.

Talvez por ter esta consciência tão brutal de que se contam pelos dedos de uma mão as pessoas onde consigo espelhar a minha alma, qualquer uma delas faz-me uma falta imensa e agarro-me como uma lapa a todas. Não quero perder nenhuma, todas são espaço, refúgio meu onde descanso, onde me encontro, onde me pacifico.

É tempo, agora, de mudança a este nível. Começa a desenhar-se uma nova fase onde uma destas relações vai mudar. E eu aguardo o que aí vem com calma, ainda que não saiba o que vai acontecer ao certo. Ecoa só na minha cabeça um 'tu não me vais perder'. Que me sossega.

Há amigos assim. Que valem ouro.