The Pierces - Secret
sexta-feira, 31 de julho de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Dias
E há dias como o de hoje...
Da química
Perante isto, dei por mim a pensar que 'química' deve ser uma coisa diferente para cada um. Para a pessoa que comigo falava, 'química' era sinónimo daquele clima que surge entre duas pessoas que mal se conhecem, mas que se fixam, sem razão aparente, uma na outra. Já me aconteceu, conheço bem a sensação. Pode ser, sim. Nesse caso, 'química' é uma espécie de atracção inconsciente que nos impele para um outro e que pode ou não ganhar profundidade quando de facto os dois se conhecem. E muitas vezes é um engodo, por depois não se confirmar o que a atracção inicial adivinhava.
Contudo, a palavra 'química' assume, para mim, um outro significado. Parece-me que quando duas pessoas se entendem tão bem que nem precisam de falar isso é a verdadeira química. Aquela química tão brutal que, quando misturada com atracção física, se revela uma combinação verdadeiramente explosiva. Porque há um reconhecimento da alma do outro que é acompanhado por um reconhecimento do corpo.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Visitas

segunda-feira, 27 de julho de 2009
E ainda hoje...
Humanos - O corpo é que paga
sábado, 25 de julho de 2009
Porque...
sexta-feira, 24 de julho de 2009
...
Confesso que a única imagem que me veio à cabeça, naquele momento, foi a de... uma noiva. Sorri e disse-lhe que sim. Que mais podia fazer? Nunca na vida diria ao meu Piu-Piu que essa imagem está fechada a sete chaves no meu mundo de sonhos. Aquele que teima em não ficar trancado.
Amanhã tenho o casamento de um primo. Para quem tem perto de 30 primos, esta tem sido uma festa algo recorrente. Mas aos últimos não fui. Não me apeteceu ver celebrações de amor, promessas trocadas. Continua a não me apetecer. Porque dói. Mas a este vou porque... vou. Embora saiba que vai doer.
Mas, apesar disso, a disposição é ligeiramente diferente. Talvez porque, independentemente de tudo, me sinto hoje muito mais bonita, por dentro e por fora, do que antes. E isso sabe muito bem.
Coração cheio
Este último sábado foi dia de estar com elas em casa dos vovós. E à hora de ir embora, a Farrusca, no alto dos seus três anitos, ordenou: 'Mamã e tia, vamos pa casa!' Mais coração insuflado.
É por estas e por outras que os abraços que lhes dou não mitigam o amor que sinto por elas.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Recado (XVI)
mas antes o vazio de quem ainda não chegou.
Parece que passamos a vida nisto de vestir e despir a alma,
para encontrar quem nos faça sentir em casa,
até acertarmos na dose certa de intimidade e entrega,
que fica muito além da paixão, que arde célere,
mas que não chega para acordar o fogo que faz viver o amor.
É isso que quero, um fogo que arda continuado e vivo,
numa chama forte e permanente, que me sustente muito para lá
do encantamento inicial, com um calor que derreta barreiras
e uma luz que ilumine veredas escuras e acorde os sentidos."
Isto implica esforço de ambas as partes, não é? Não nos cai no colo e pronto...
:S
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Monólogos vindos de diálogos
Pois, meu caro. Se me fecho é porque se calhar percebi que o caminho não é esse. Porque se fosse, daria todas - todas - a hipóteses de entrar. Agora, se eu acho que o meu caminho não vai por aí, se não vejo qualquer possibilidade, se não sinto qualquer clique, vou explorar uma relação porquê? Só porque sim? Para provar que ainda consigo sentir alguma coisa por alguém? Não me parece. Há que seleccionar. E eu sei que consigo sentir o furacão. Pelo que o que tiver de ser será. Tudo a seu tempo.
"Y: Contigo agora é tudo com calma."
Ora aí está uma grande verdade. Com calma. Para que os passos dados tenham um mínimo de segurança. Tenho é a impressão que o tempo de um homem, de qualquer homem, não é bem igual ao meu. Mas terei eu de correr, se me der o medo que ele vá embora? Não me parece. Eu vou andando. Devagar, mas não páro. Quem de facto se interessar, fica. E vai andando comigo. E fortifica. Quem não o fizer... Se calhar não está assim tão interessado, não é? Ou então quer tudo de mão beijada, sem o mínimo de esforço. O que não é um bom início.
"Eu: Já me disseram que vou notar é interesse dos gajos ainda nos vintes. Porque esses é que acham interessantes as mulheres nos trinta.
Y: Olha que não me parece. Os gajos dos quarenta também acham muito interessantes as mulheres nos trinta."
Ou seja, o espectro de homens possíveis, nesta minha idade, aumentou substancialmente. Mmmm... Vou fixar.
Klepht - Antes e depois
( Este gajo tem uma voz absolutamente fabulosa...)
Quem te apurou?
Como os anos passam por nós
É ver o tempo deixar-nos sós
E esperamos
Que justifiquem ou que nasça pelo menos alguma razão
Ao motivo pelo qual vai cedendo o corpo então
Aos anos
Sinto mais do que preciso
Perco a voz ganho juízo
E quem fui eu não sou mais
Mudam gostos ganho peso
Perco medos e cabelo
E quem fui eu não sou mais
Algo melhorou!
Ficámos sábios… pelo menos aos olhos dos outros
Ser responsável compete a poucos
A bem poucos....
Não dependemos, daqui para a frente, de ninguém
Quer dizer… O sexo agora implica quase sempre alguém
E ainda bem!!!!
Sinto mais do que preciso
Perco voz ganho juízo
E quem fui eu não sou mais
Mudam gostos ganho peso
Perco medos e cabelo
E quem fui eu não sou mais
Não choro as partes que estão para trás (2x)
Não concluo
O meu tempo não é uma canção
Que tem quase sempre rima certa, métrica e refrão
E esta... acabou.
Penteados
PS - Não deixa de ser irónico que um Ouriço que se dedica a pentear os picos adore andar despenteado. Eh eh
Do abandono
Dado que estava a ficar de noite e que eu, às vezes(sempre?), deixo que se instale a minha veia de Madre Teresa de Calcutá, acabei por a levar a casa. Uns míseros 14 kms que, para alguém de muletas, não são fáceis de calcorrear. Com ela a dizer-me para a deixar no meio do caminho, que pedia boleia a outra pessoa, e a queixar-se das filhas, que a tinham abandonada.
Não sei o que é verdade ou não e também não interessa. Veio-me à cabeça apenas duas coisas que eu não gostava que me acontecessem na velhice: uma, perder o juízo; outra, ficar entregue à minha sorte, sem ter a quem recorrer.
No seguimento disto, lembrei-me da A., quase família, minha afilhada de Crisma e que até hoje me chama madrinha. A A. tem 28 ou 29 anos e um ligeiro atraso que vai exigir que seja sempre acompanhada por alguém. Há uns anos atrás, perdeu subitamente o único irmão que tinha. Uma noite como todas as outras acabou num desmaio em casa e numa morte súbita. Quando cheguei a Lisboa, no dia seguinte, ainda não tinha vertido uma única lágrima. Sentámo-nos as duas a conversar no quarto dela e acabei por lhe conseguir arrancar o que lhe ia na alma: 'Sabes, madrinha, o meu mano sempre disse que não ia casar porque ia ficar a cuidar de mim. Era eu e ele. Agora... Agora é assim: os meus pais são mais velhos. Os tios também. Vão morrer antes de mim. E eu vou ficar sozinha...'
A A. tem mais família e nunca ficará sozinha, eu sei. Mas naquele dia sossegou porque eu lhe disse que, se mais ninguém houvesse, eu estaria sempre lá para ela. E estarei. Porque há quem nos entre no coração e fique lá plantado para sempre.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Ms vs Hs
Tamanhos
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Post prometido 1
Descobri que não tenho um homem ideal definido, nem sequer em termos físicos. Há características físicas que me atraem, claro (os olhos, por exemplo), mas não as tenho por obrigatórias. Aliás, tirando o primeiro, os meus outros amores nunca corresponderam àquilo que fisicamente me atrai. Já a outros níveis, nunca me preocupei em fazer uma lista de 'musts', até porque se o fizesse, estaria tramada. É que não há ninguém perfeito, não é? E desejar coisas como um homem todo bonito, com dinheiro, um bom carro e a profissão X ou Y acabaria por tornar a escolha muito fraca, porque reduzida a um conjunto de características que não são, no fundo, as que mais interessam.
Há, no entanto, coisas que sei que inconscientemente me atraem e que, por consequência, procuro.
Gosto, por exemplo, de um homem com sentido de humor. Eu sei que é comum entre as mulheres, este gosto, mas é verdade para mim. Saberem fazer-me rir é uma arma terrível. O riso sossega-me, ao passo que demasiada seriedade me enerva, talvez porque me sinta impelida a ser 'bem comportadinha' com alguém que não brinca. E eu não gosto de camisas de forças.
Isto leva-me à segunda característica que me atrai: gosto de um homem que possua uma certa dose de loucura. Talvez porque eu a tenha e poucas vezes a tenha explorado (até tenho medo se algum dia me der para isso), gosto de alguém que me desafie e me faça sair do caminho mais evidente e rotineiro. Uma certa dose de loucura não significa, contudo, um homem completamente louco. Aliás, se há coisa que me enerva é alguém que não pára quieto. Eu sou acelerada por natureza e, talvez por isso, os homens tranquilos atraem-me. Gosto de quem me traga sossego. E de quem seja delicado. Há lá coisa mais irresistível que um homem que naturalmente pensa em nós e cuida? Coisas tão simples (precisamente por serem simples e ditas sem segundas intenções) como 'vamos para dentro que estás com frio' são boas de ouvir. Coisas tão simples como uma flor roubada no colo em dia comum são boas de receber. Alguém que apenas ouça em dia de tempestade é bom de ter.
Por fim, não me passa pela cabeça envolver-me com um homem pouco inteligente. Eu preciso de igualdade a nível de inteligência, como de pão para a boca. Como é que uma relação pode funcionar se os dois não se complementam a nível mental? Se não se admiram, se não aprendem um com o outro, se não conseguem esgrimir argumentos e crescer pelo meio? Alguém que não me acompanhe o passo, que seja previsível, que não me consiga entender não tem a mínima hipótese. E se não for honesto, idem.

Depois, tenho vindo a aprender que há características com que eu tenho de ter muito cuidado. Algumas particularidades para as quais tenho 'queda' e que são responsáveis, em grande parte, por aquela sensação de que acabo por escolher sempre o mesmo tipo de homens (e, consequentemente, acabo sempre por ir ao chão). Ter consciência delas é meio caminho andado para não repetir erros. Porque mais vale só que mal acompanhada. Essas, por agora, ficam comigo. Talvez para a próxima fale nisso.
Recado (XV)
Há algumas pessoas com quem me identifico muito neste mundo dos blogues. Tu é uma delas. Não nos conhecemos, mas às vezes tenho a sensação que, se o experimentássemos, acabaríamos horas na conversa. E diríamos algumas vezes 'entendo-te perfeitamente'.
Nesses entendimentos eu coloco muito do que escreves no post, porque o senti e sinto várias vezes. De facto, revelarmos a alguém conhecido este recanto onde despejamos o que nos apetece pode travar-nos o passo a seguir. Seja porque podemos ser mal interpretadas, seja porque podemos sentir-nos condicionadas e evitar escrever isto ou aquilo. É por essas e por outras que eu criei um canto só meu, a que ninguém tem acesso. Raramente o uso, mas está ali para quando é preciso despejar e não me apetece que alguém me venha falar do assunto. Normalmente são as minhas dores, aquelas tão intensas ou tão insuportáveis que não as consigo chorar nem na escrita. E escolho pelos dedos as pessoas que conheço a quem vou revelando este canto. E que ficam proibidíssimas de o revelarem a quem quer que seja. Até agora têm cumprido, o que me deixa mais tranquila. Mas às vezes sinto-me condicionada. Percebo-te bem.
Também já me senti pouco compreendida com o que escrevo. Mas, nesta fase que atravesso, a opção que faço é a de não esconder coisas que há algum tempo atrás simplesmente não diria. Este é o meu espaço e nele tenho o direito de espelhar as minhas impressões. Boas e más. E, se o exercício de deixar sair o que sinto me faz bem, o de me perguntarem como ando, embora às vezes seja desconfortável para quem não está habituada a revelar coisas de si mesma no mundo 'real', acaba por ser positivo, porque me obriga a sair da toca e a esticar as patas, ao invés de permanecer enrolada. E eu preciso de aprender a mostrar o que trago dentro.
Há, a este nível, uma coisa em que somos diferentes: tudo o que escrevo sou eu e raríssimos são os textos de ficção. Este blog é um espelho em que me reflicto e de que (ainda) preciso para me compreender melhor. E para exercitar a capacidade em falar de mim, mesmo que por meias palavras, já que não é em poucos dias que retiramos de dentro de nós os poços de silêncio que construímos. Quem aqui vem não me conhece por inteiro, mas conhece muito do meu avesso.
Onde te entendo perfeitamente (e que soco foi ler este sentimento em outro alguém, porque me obrigaste ao confronto comigo mesma) é no que se sente quando revelamos este mundo a alguém que nos é próximo e sentimos que do outro lado sobra indiferença. Já me aconteceu também, mas sempre evitei pensar no assunto. É como oferecer um presente que é deixado num canto, abandonado. Quando o presente somos nós, este 'abandono' terá de querer dizer alguma coisa, não? E não gosto de pensar numa coisa que me pode obrigar a rever algumas pessoas na minha vida...
Continua a escrever, sim, minha querida. Onde quiseres. Num blog, numa folha de papel, até no vento. Mas continua. Porque tu escreves com alma e isso sente-se, independentemente de nos conhecermos ou não. Eu cá espero ter o faro necessário para te cheirar por aí. Porque este Ouriço não gosta de dispensar quem lhe mostra que há mais iguais por aí...

domingo, 19 de julho de 2009
Dúvida
Não deixo, contudo, de lá ir de vez em quando. E hoje respondo a uma dúvida que alguém lá deixou. Fizeram ao sr. Google a seguinte pergunta: 'Como é que o ouriço dorme ?' Pois... Como é que saberiam, se eu nunca disse? Mas pronto, eu respondo: normalmente virada para a direita. ;)
sábado, 18 de julho de 2009
sexta-feira, 17 de julho de 2009
...
Problema
Pois... Isto aconteceu-me a mim hoje! Nem queria acreditar! Eu, como 'Miss bem comportadinha', parei. Só porque, não vá o Diabo tecê-las, podia haver ali um popó menos simpático, com sirenes, à espera. Mas que apeteceu carregar no pedal, apeteceu. Lol. Ele há cada uma!
Singing
Se vou no carro, é fatal como o destino o rádio estar a tocar. Alto, se estiver sozinha. Às vezes tão alto que não consigo ouvir a minha própria voz. Outras vezes ponho a música baixo para me ouvir. Sobretudo quando estou a tentar atingir os agudos em que já fui perita (e continuo a chegar lá!).
Agora que descobri como sacar vídeos do u2b, tenho um outro passatempo: há sempre uma música mais antiga que ouço na rádio e ainda não tenho. Hoje não descansei enquanto não me 'abarbatei' a esta, que não ouvia há séculos:
Lifehouse - Hanging on a moment
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Sunscreen
Podem encontrar autor e letra original aqui.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Febre
| Ella Fitzgerald - Fever | ||
| | ||
| Found at bee mp3 search engine |
Talvez porque tenho andado meia adoentada.
Ou talvez porque às vezes me dá para pensar noutro tipo de febre...
;)
segunda-feira, 13 de julho de 2009
sábado, 11 de julho de 2009
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Futuro
Não sei o que vem lá, não sei se vai ser fácil ou difícil. Sei que vai ser diferente. Que vou alargar horizontes. Para quem não tem laços, o mundo é o limite. Por agora este salto basta-me.

