sexta-feira, 30 de abril de 2010

...

Foi há um ano. Faz hoje anos. Acho que me vou lembrar sempre desse dia...

Dar e receber

É muito giro como às vezes o nosso pensamento e as nossas atitudes podem mudar se nos dermos ao trabalho de mudar a perspectiva com que olhamos as coisas.

Aqui há uns dias, ouvi uma frase que me fez pensar: "Receber é dar ao outro a possibilidade de dar."
Fiquei a pensar num dos meus vícios de comportamento, precisamente o dar sem limites e a dificuldade em receber ou pedir ajuda. Bom... já não é um vício marcado, porque tenho vindo a aprender a não dar sem limites e a deixar que me dêem. "Habitua-te!" é o que vou ouvindo de vez em quando.

E é bom, descobri. Diria que fica tudo mais equilibrado: ao aceitar o que nos querem dar estamos a contribuir para que o outro não se converta em egoísmo e nos olhe sempre como alguém com valor que há que apreciar.

Nestas coisas de relações, sempre achei (embora não pusesse bem em prática) que amar era dar e receber. E continuo a achar. Pelo que é muito bom agora fazer da teoria prática...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Recado (XXVIII)

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Por mais que a vida nos agarre assim
Nos troque planos sem sequer pedir
Sem perguntar a que é que tem direito
Sem lhe importar o que nos faz sentir

Eu sei que ainda somos imortais
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se o meu caminho for por onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes

É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu te sei dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer

Por mais que a vida nos agarre assim
Nos dê em troca do que nos roubou
Às vezes fogo e mar, loucura e chão
Às vezes só a cinza que sobrou

Eu sei que ainda somos muito mais
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se a minha vida for por onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes

É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu te sei dizer

É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu te sei dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer




quarta-feira, 28 de abril de 2010

Recado (XXVII)

Foi hoje. E soube bem. Soube à ternura que já mereces sentir e ter.

Não sei bem o caminho, mas não faz mal

Às vezes, só sabemos qual é o próximo passo a dar. O que se segue a esse é uma incógnita ainda, mas não faz mal. Importa só saber o próximo passo a dar. Porque sem ele não damos os outros.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

domingo, 25 de abril de 2010

Ontem

Um dia bom, o de ontem. Feito de telefonemas, de risos, de prendas inesperadas, de beijos (muitos!) até aqui no blog. Feito de abraços apertados também (não sei se já perceberam, mas eu e os abraços...).

Um bom dia de anos, portanto, como já não tinha há muito. Muito confuso, a princípio, porque houve momentos que me apanharam desprevenida. Isto de dar por mim, de repente, a ter dois bolos de aniversário e mimo só para mim baralhou um bocadito os neurónios cá dentro. Muito provavelmente porque há falta de hábito e muitas vezes o mais difícil é mesmo habituarmo-nos às coisas boas.

Mas tenho vindo a aprender a receber. No meio do stress, deixo acontecer e relaxo. E com isto vem ao de cima o amor. O que sinto e o que sei que sentem aqueles que andam à minha volta. E não há melhor.

Um dia bom, o de ontem. Daqueles de guardar na memória.

sábado, 24 de abril de 2010

Ó... Façam isto, sim? ;)


Que eu hoje faço anos!
:D



sexta-feira, 23 de abril de 2010

Recado para mim mesma (XXVI)




Quero-me sentir sempre assim.



De há uns tempos para cá...

...tenho ouvido, por outras palavras, isto:


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E sabe tão bem...

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Finalmente!

Se tudo correr bem, não houver mais contratempos e o barco, o comboio e autocarro funcionarem todos bem (em terra não há nuvens vulcânicas, que se saiba), é hoje que recebo um abraço que deveria ter chegado há quase uma semana...



quarta-feira, 21 de abril de 2010

...

Ele há conversas em que é só rir a bandeiras despregadas... É muito giro estar a teclar e a rir que nem uma perdida, sabendo que, do outro lado, a festarola é igual. Depois vêm coisas mais sérias. E recordações. E sorrisos. E abraços que se largam à distância e se sentem mesmo de longe...


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terça-feira, 20 de abril de 2010

Dos amigos (2)

Às vezes, os amigos têm problemas que não podemos resolver. Se são de saúde, então, ficamos completamente impotentes. Só podemos estar, fazer saber que estamos. E rezar para que tudo corra bem.






domingo, 18 de abril de 2010

O que as crianças sabem

A Farrusca e o Piu-Piu têm andado a divertir-se com as setecentas peças de lego + umas outras quantas que a tia e o tio lhes deram pela Páscoa. Melhor prenda não há, sabíamos nós, para miúdos e graúdos (quem não gosta de legos?), porque nós também passámos o Domingo de Páscoa sentados no chão com elas a fazer casas e carros e árvores e afins.

Ontem, fizeram uma casa com uma coisa pendurada, disse-me a mana. "Sabes o que é isto aqui por cima da estrada, mamã? É aquela máquina que multa os carros quando eles vão muito depressa."
Saem-se com cada uma...

sábado, 17 de abril de 2010

Ser amada

Sentir custa, mete medo. Não me é fácil, depois de tantas dores e cansaços. Mas não desisto de mim, não desisto de cuidar do meu coração, não desisto de querer ser feliz. E por isso vou avançando, em passinhos curtos, para conseguir aguentar receber isto que se chama Amor. Às vezes travo a fundo, sei bem. Resisto aos sonhos, resisto ao carinho, resisto a sentir. Ser amada custa. Pode parecer estranho, mas custa. Porque isto de olharmos para nós como um tesouro para alguém tem muito que se lhe diga...

No entanto, depois há aqueles momentos em que resvalo por mim abaixo e fico a olhar, a sentir, a viver. Às vezes em presença, às vezes em ausência. Não resisto e portanto baixo as defesas. Sinto com clareza mais uma pedra a cair da muralha já tão destruída. E a cada momento de deslumbramento fico mais segura, mas pacificada nos medos, mais confiante nesta nova forma de amar que vivo.




Isto é o que dá uma nuvem vulcânica que encerra aeroportos e nos faz ficar com saudades...




sexta-feira, 16 de abril de 2010

Dos amigos (1)

Quem viveu muito tempo em silêncio, como eu, e quase se engasgou de tanto calar, dá valor, muito valor aos espaços em que pode partilhar o que vai dentro. Não estou a falar de coisas simples, tipo conversa de café, que tenho com pessoas de quem gosto muito. Estou a falar daquelas conversas fundas que se têm com quem sabemos que nos compreende.

A palavra é mesmo compreensão. É podermos falar sabendo que do lado de lá, ao invés de vir um 'não sei se é assim' ou um 'devias era fazer isto ou aquilo' está alguém que diz 'Compreendo. O que estás a dizer é isto e faz sentido.' Ser muito inteligente ou pensar muito faz disto. É muito frequente, quando converso com alguém, dar por mim a encolher os ombros mentalmente, ao mesmo tempo que penso 'olha, mais outro que acha que sabe o que eu sinto e não ouve o que eu estou a dizer'.

Talvez por ter esta consciência tão brutal de que se contam pelos dedos de uma mão as pessoas onde consigo espelhar a minha alma, qualquer uma delas faz-me uma falta imensa e agarro-me como uma lapa a todas. Não quero perder nenhuma, todas são espaço, refúgio meu onde descanso, onde me encontro, onde me pacifico.

É tempo, agora, de mudança a este nível. Começa a desenhar-se uma nova fase onde uma destas relações vai mudar. E eu aguardo o que aí vem com calma, ainda que não saiba o que vai acontecer ao certo. Ecoa só na minha cabeça um 'tu não me vais perder'. Que me sossega.

Há amigos assim. Que valem ouro.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Dos gatos ou A lei da atracção ou Da forma esquisita como as palavras vêm ter connosco quando a ausência traz saudades



Aqui.

Mais palavras para quê? Eu fui maçã em outra vida...

:)



Dos sonhos

Ele há coisas que nos deixam a pensar. Numa fase em que a minha vida toma rumos novos e em que há coisas que faço que estão a deixar de fazer sentido, levando-me a equacionar se ainda valem a pena, eis que a minha cabeça me põe a sonhar de noite. Sonhos estranhos, realidades impossíveis de concretizar neste momento. Mas que me fazem pensar até onde é que o meu coração anda a ir, mesmo que a minha cabeça não queira pensar no assunto...



segunda-feira, 12 de abril de 2010

Do que me diverte

De volta a Lisboa, depois de uns dias de férias merecidos. Bom... Poucos dias de férias, tinha-me sabido bem parar mais tempo. Mas o trabalho não se compadece, pelo que...

Volto e sorrio nesta cidade onde desde sempre tenho registado pormenores engraçados. Coisas que guardo e que me sabe bem recordar. Tenho vindo a gostar cada vez mais de andar de transportes públicos. Pelo que se observa, pelo que se aprende.

Hoje foram duas senhoras a sair do metro. Procuravam uma porta para passar o cartão (estão a ver aquelas portinholas que abrem e fecham em cada saída de metro?). Uma vermelha, outra também. Uma estava verde. Aquela mais larga, destinada a carrinhos de bebé ou malas, por exemplo. Mas não saíram por aí porque uma comentou: 'Essa não! É para grávidas!'

Quase me escangalhei a rir. Valha-me Deus, se uma grávida precisasse de sair por aquela porta seria gigante!

domingo, 4 de abril de 2010

Páscoa

Por muitos motivos, hoje é dia de Vida na minha vida...