sexta-feira, 31 de julho de 2009

Shiuuuu


Everytime I find someone interesting,
I think I don't stand a chance
because I'm
too quiet,
too insipid,

too boring,

too me..


Secret


video
The Pierces - Secret

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Dias

Há dias bons e dias maus. Dias de sol e dias de sombra. Dias felizes e dias de mágoa. Dias de dor e dias de risos. Dias de abraços e dias de afastamentos. Dias de conversa e dias de silêncios. Dias velozes e dias tranquilos. Dias de paz e dias de fúria. Dias de excitação e dias de calmaria. Dias de festa e dias de tristeza. Dias de dança e dias coxos. Dias de calor e dias gelados. Dias infantis e dias de maturidade. Dias de vento forte e dias de brisa suave. Dias de águas espelhadas e dias de manto verde a encher o chão. Dias de cama e dias de passeio. Dias de música e dias desafinados. Dias de pensamentos em espiral e dias de ideias paradas, sem pressa de chegar. Dias que nos deixam um travo amargo e dias em que do copo meio vazio passamos ao meio cheio num ápice.

E há dias como o de hoje...


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Joy Williams - One of Those Days


Da química

Outro dia, falaram-me da química que existe ou não entre duas pessoas. Fiquei a matutar no assunto, porque me diziam 'não há química, embora reconheça que entendemos o pensamento um do outro sem ser preciso dizer nada'.

Perante isto, dei por mim a pensar que 'química' deve ser uma coisa diferente para cada um. Para a pessoa que comigo falava, 'química' era sinónimo daquele clima que surge entre duas pessoas que mal se conhecem, mas que se fixam, sem razão aparente, uma na outra. Já me aconteceu, conheço bem a sensação. Pode ser, sim. Nesse caso, 'química' é uma espécie de atracção inconsciente que nos impele para um outro e que pode ou não ganhar profundidade quando de facto os dois se conhecem. E muitas vezes é um engodo, por depois não se confirmar o que a atracção inicial adivinhava.

Contudo, a palavra 'química' assume, para mim, um outro significado. Parece-me que quando duas pessoas se entendem tão bem que nem precisam de falar isso é a verdadeira química. Aquela química tão brutal que, quando misturada com atracção física, se revela uma combinação verdadeiramente explosiva. Porque há um reconhecimento da alma do outro que é acompanhado por um reconhecimento do corpo.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Visitas

Eu gosto de banda desenhada, embora não leia muita. E delicio-me com o sarcasmo do Calvin, da Mafalda e do Garfield que constituem, para mim, e sem qualquer sombra de dúvida, o 'Trio Maravilha'. Este último resolveu visitar-me. Já outro dia andou por cima do telhado de minha casa. Hoje entrou e ficou a olhar para mim, pachorrento e anafado. Como quem diz 'Olá, cachopa...'


segunda-feira, 27 de julho de 2009

E ainda hoje...

...ando a 'pagar' a festarola de sábado.

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Humanos - O corpo é que paga


Mas ainda bem que houve festa. ;)


sábado, 25 de julho de 2009

Porque...

...este blog está a ficar demasiado lamechas e nem tudo é platónico (não m-e-s-m-o):

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Kylie Minogue - Red Blooded Woman

sexta-feira, 24 de julho de 2009

...

O meu Piu-Piu resolveu dizer-me um segredo. Vai daí, encostou a boca ao meu ouvido e pediu-me para me vestir de princesa. 'Ó tia, um vestido lindo que tenhas lá em tua casa, as unhas pintadas, pinturas (=maquilhagem), brilhantes, uma tiara na cabeça...'
Confesso que a única imagem que me veio à cabeça, naquele momento, foi a de... uma noiva. Sorri e disse-lhe que sim. Que mais podia fazer? Nunca na vida diria ao meu Piu-Piu que essa imagem está fechada a sete chaves no meu mundo de sonhos. Aquele que teima em não ficar trancado.

Amanhã tenho o casamento de um primo. Para quem tem perto de 30 primos, esta tem sido uma festa algo recorrente. Mas aos últimos não fui. Não me apeteceu ver celebrações de amor, promessas trocadas. Continua a não me apetecer. Porque dói. Mas a este vou porque... vou. Embora saiba que vai doer.

Mas, apesar disso, a disposição é ligeiramente diferente. Talvez porque, independentemente de tudo, me sinto hoje muito mais bonita, por dentro e por fora, do que antes. E isso sabe muito bem.

Coração cheio

Nos dois últimos fins de semana, estive com os meus dois amores pequeninos. Um piquenique exigido pelas duas lá nos levou a todos até ao pinhal. As contingências do meu dia levaram-me a chegar ligeiramente mais tarde, mas isso fez com que fosse brindada por correrias, gritinhos entusiasmados das duas quando me viram e um 'super-tiaaaaaaaaaaaaaaaaaa' do meu Piu-Piu. Que me encheu o coração.

Este último sábado foi dia de estar com elas em casa dos vovós. E à hora de ir embora, a Farrusca, no alto dos seus três anitos, ordenou: 'Mamã e tia, vamos pa casa!' Mais coração insuflado.

É por estas e por outras que os abraços que lhes dou não mitigam o amor que sinto por elas.



quinta-feira, 23 de julho de 2009

Recado (XVI)

A propósito de uma 'conversa' tida aqui, com o Treze, e porque dois minutos depois li isto no meu cesto de maçãs:

"Eu sinto, já não o vazio de quem partiu,
mas antes o vazio de quem
ainda não chegou.
Parece que passamos a vida nisto de vestir e
despir a alma,
para encontrar quem nos faça sentir em casa,

até acertarmos na dose certa de intimidade e entrega,
que fica muito além da paixão, que arde célere,
mas que não chega
para acordar o fogo que faz viver o amor.
É isso que quero, um fogo que arda continuado e vivo,
numa chama forte e permanente, que me sustente muito para lá
do encantamento inicial, com um calor que derreta barreiras
e uma luz que ilumine veredas escuras e acorde os sentidos."

Isto implica esforço de ambas as partes, não é? Não nos cai no colo e pronto...

Facebook

Quando ando pelo Facebook (ainda não percebi muito bem para que é que aquilo serve, honestamente), às vezes vou espreitar amigos dos meus amigos/conhecidos. Vai daí, é com alguma frequência que, no dia seguinte, algumas das pessoas que andei a 'bisbilhotar' me pedem o contacto. Há algum histórico de visitas por lá? Que raio é que eu não sei?
:S

Febre 2

A propósito deste post, o R. lembrou-se de me enviar uma prenda. Vejam lá este 'Muppet Show Moreno and Animal'. Hi-la-ri-an-te. Isto, meus caros gajos, é que é uma mulher a ferver. Lol

video

Gosto sobretudo do comentário final: 'My kind of woman!' Porque é que os homens gostam de apanhar? Eh eh

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Monólogos vindos de diálogos

"Y: Tu fechas-te muito. Quando o fazes, não dás a mínima hipótese de um gajo entrar. Devias explorar mais, tentar uma relação, permitir mais."

Pois, meu caro. Se me fecho é porque se calhar percebi que o caminho não é esse. Porque se fosse, daria todas - todas - a hipóteses de entrar. Agora, se eu acho que o meu caminho não vai por aí, se não vejo qualquer possibilidade, se não sinto qualquer clique, vou explorar uma relação porquê? Só porque sim? Para provar que ainda consigo sentir alguma coisa por alguém? Não me parece. Há que seleccionar. E eu sei que consigo sentir o furacão. Pelo que o que tiver de ser será. Tudo a seu tempo.



"Y: Contigo agora é tudo com calma."

Ora aí está uma grande verdade. Com calma. Para que os passos dados tenham um mínimo de segurança. Tenho é a impressão que o tempo de um homem, de qualquer homem, não é bem igual ao meu. Mas terei eu de correr, se me der o medo que ele vá embora? Não me parece. Eu vou andando. Devagar, mas não páro. Quem de facto se interessar, fica. E vai andando comigo. E fortifica. Quem não o fizer... Se calhar não está assim tão interessado, não é? Ou então quer tudo de mão beijada, sem o mínimo de esforço. O que não é um bom início.



"Eu: Já me disseram que vou notar é interesse dos gajos ainda nos vintes. Porque esses é que acham interessantes as mulheres nos trinta.
Y: Olha que não me parece. Os gajos dos quarenta também acham muito interessantes as mulheres nos trinta."

Ou seja, o espectro de homens possíveis, nesta minha idade, aumentou substancialmente. Mmmm... Vou fixar.


video
Klepht - Antes e depois
( Este gajo tem uma voz absolutamente fabulosa...)


Quem te apurou?
Como os anos passam por nós
É ver o tempo deixar-nos sós
E esperamos

Que justifiquem ou que nasça pelo menos alguma razão
Ao motivo pelo qual vai cedendo o corpo então
Aos anos

Sinto mais do que preciso
Perco a voz ganho juízo
E quem fui eu não sou mais
Mudam gostos ganho peso
Perco medos e cabelo
E quem fui eu não sou mais

Algo melhorou!
Ficámos sábios… pelo menos aos olhos dos outros
Ser responsável compete a poucos
A bem poucos....
Não dependemos, daqui para a frente, de ninguém
Quer dizer… O sexo agora implica quase sempre alguém
E ainda bem!!!!

Sinto mais do que preciso
Perco voz ganho juízo
E quem fui eu não sou mais
Mudam gostos ganho peso
Perco medos e cabelo
E quem fui eu não sou mais

Não choro as partes que estão para trás (2x)

Não concluo
O meu tempo não é uma canção
Que tem quase sempre rima certa, métrica e refrão
E esta... acabou.

Penteados

O bom de, ao ir cortar o cabelo, ficar com um penteado meio louco, porque me permite andar despenteada (exactamente como eu gosto), é que, quando chove e molhamos a trunfa, ninguém nota nada de diferente. :)







PS - Não deixa de ser irónico que um Ouriço que se dedica a pentear os picos adore andar despenteado. Eh eh

Do abandono

No dia do jantar, antes da hora, ia eu para casa quando avisto uma velhota no meio da estrada. Como tive medo que a atropelassem, acabei por parar e pediu-me para a levar a casa. Tinha saído do hospital, ali a dois passos. Meti-a no carro e levei-a lá. Os seguranças disseram-me que efectivamente tinha tido alta e que era habitual nela, desaparecer, sem esperar que a fossem buscar.

Dado que estava a ficar de noite e que eu, às vezes(sempre?), deixo que se instale a minha veia de Madre Teresa de Calcutá, acabei por a levar a casa. Uns míseros 14 kms que, para alguém de muletas, não são fáceis de calcorrear. Com ela a dizer-me para a deixar no meio do caminho, que pedia boleia a outra pessoa, e a queixar-se das filhas, que a tinham abandonada.

Não sei o que é verdade ou não e também não interessa. Veio-me à cabeça apenas duas coisas que eu não gostava que me acontecessem na velhice: uma, perder o juízo; outra, ficar entregue à minha sorte, sem ter a quem recorrer.

No seguimento disto, lembrei-me da A., quase família, minha afilhada de Crisma e que até hoje me chama madrinha. A A. tem 28 ou 29 anos e um ligeiro atraso que vai exigir que seja sempre acompanhada por alguém. Há uns anos atrás, perdeu subitamente o único irmão que tinha. Uma noite como todas as outras acabou num desmaio em casa e numa morte súbita. Quando cheguei a Lisboa, no dia seguinte, ainda não tinha vertido uma única lágrima. Sentámo-nos as duas a conversar no quarto dela e acabei por lhe conseguir arrancar o que lhe ia na alma: 'Sabes, madrinha, o meu mano sempre disse que não ia casar porque ia ficar a cuidar de mim. Era eu e ele. Agora... Agora é assim: os meus pais são mais velhos. Os tios também. Vão morrer antes de mim. E eu vou ficar sozinha...'
A A. tem mais família e nunca ficará sozinha, eu sei. Mas naquele dia sossegou porque eu lhe disse que, se mais ninguém houvesse, eu estaria sempre lá para ela. E estarei. Porque há quem nos entre no coração e fique lá plantado para sempre.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Ms vs Hs

Aqui há uns dias, fui jantar fora. Só mulheres. Ao lado, uma mesa quase, quase só de homens. Isto deu-me bem a noção das idades. Antigamente, saíamos todos em conjunto, rapazes e raparigas. Agora, com quase todas(os) casadas(os), o que está a dar é sair com o mesmo sexo. Talvez para respirar, sem o cônjuge e filhos. Quem não tem par fica a olhar para a mesa do lado e a pensar que devia era estar lá.

Tamanhos

Às vezes, o que escrevemos não chega. A dimensão do papel/écrã não abarca o que nos vai dentro (e que só horas de conversa permitiriam mostrar). E é pena.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Post prometido 1

Dois posts distanciados no tempo, mas com coisas em comum, para além do blog, fizeram-me pensar no que seria o meu homem ideal. Já há algum tempo que isto me tem vindo a martelar a cabeça porque da primeira vez que pensei no assunto, despoletado por este post e depois por este, dei por mim sem saber a resposta. Com o tempo e a reflexão - que eu, como boa taurina, gosto de ruminar tudo e com calma -, cheguei a algumas conclusões interessantes.

Descobri que não tenho um homem ideal definido, nem sequer em termos físicos. Há características físicas que me atraem, claro (os olhos, por exemplo), mas não as tenho por obrigatórias. Aliás, tirando o primeiro, os meus outros amores nunca corresponderam àquilo que fisicamente me atrai. Já a outros níveis, nunca me preocupei em fazer uma lista de 'musts', até porque se o fizesse, estaria tramada. É que não há ninguém perfeito, não é? E desejar coisas como um homem todo bonito, com dinheiro, um bom carro e a profissão X ou Y acabaria por tornar a escolha muito fraca, porque reduzida a um conjunto de características que não são, no fundo, as que mais interessam.

Há, no entanto, coisas que sei que inconscientemente me atraem e que, por consequência, procuro.
Gosto, por exemplo, de um homem com sentido de humor. Eu sei que é comum entre as mulheres, este gosto, mas é verdade para mim. Saberem fazer-me rir é uma arma terrível. O riso sossega-me, ao passo que demasiada seriedade me enerva, talvez porque me sinta impelida a ser 'bem comportadinha' com alguém que não brinca. E eu não gosto de camisas de forças.
Isto leva-me à segunda característica que me atrai: gosto de um homem que possua uma certa dose de loucura. Talvez porque eu a tenha e poucas vezes a tenha explorado (até tenho medo se algum dia me der para isso), gosto de alguém que me desafie e me faça sair do caminho mais evidente e rotineiro. Uma certa dose de loucura não significa, contudo, um homem completamente louco. Aliás, se há coisa que me enerva é alguém que não pára quieto. Eu sou acelerada por natureza e, talvez por isso, os homens tranquilos atraem-me. Gosto de quem me traga sossego. E de quem seja delicado. Há lá coisa mais irresistível que um homem que naturalmente pensa em nós e cuida? Coisas tão simples (precisamente por serem simples e ditas sem segundas intenções) como 'vamos para dentro que estás com frio' são boas de ouvir. Coisas tão simples como uma flor roubada no colo em dia comum são boas de receber. Alguém que apenas ouça em dia de tempestade é bom de ter.
Por fim, não me passa pela cabeça envolver-me com um homem pouco inteligente. Eu preciso de igualdade a nível de inteligência, como de pão para a boca. Como é que uma relação pode funcionar se os dois não se complementam a nível mental? Se não se admiram, se não aprendem um com o outro, se não conseguem esgrimir argumentos e crescer pelo meio? Alguém que não me acompanhe o passo, que seja previsível, que não me consiga entender não tem a mínima hipótese. E se não for honesto, idem.


Depois, tenho vindo a aprender que há características com que eu tenho de ter muito cuidado. Algumas particularidades para as quais tenho 'queda' e que são responsáveis, em grande parte, por aquela sensação de que acabo por escolher sempre o mesmo tipo de homens (e, consequentemente, acabo sempre por ir ao chão). Ter consciência delas é meio caminho andado para não repetir erros. Porque mais vale só que mal acompanhada. Essas, por agora, ficam comigo. Talvez para a próxima fale nisso.

Recado (XV)

A Ventania foi soprar para outras paragens. E despediu-se neste post, que eu espero sinceramente que não seja o último que leia. E, por isso, este meu post é para ti.

Há algumas pessoas com quem me identifico muito neste mundo dos blogues. Tu é uma delas. Não nos conhecemos, mas às vezes tenho a sensação que, se o experimentássemos, acabaríamos horas na conversa. E diríamos algumas vezes 'entendo-te perfeitamente'.

Nesses entendimentos eu coloco muito do que escreves no post, porque o senti e sinto várias vezes. De facto, revelarmos a alguém conhecido este recanto onde despejamos o que nos apetece pode travar-nos o passo a seguir. Seja porque podemos ser mal interpretadas, seja porque podemos sentir-nos condicionadas e evitar escrever isto ou aquilo. É por essas e por outras que eu criei um canto só meu, a que ninguém tem acesso. Raramente o uso, mas está ali para quando é preciso despejar e não me apetece que alguém me venha falar do assunto. Normalmente são as minhas dores, aquelas tão intensas ou tão insuportáveis que não as consigo chorar nem na escrita. E escolho pelos dedos as pessoas que conheço a quem vou revelando este canto. E que ficam proibidíssimas de o revelarem a quem quer que seja. Até agora têm cumprido, o que me deixa mais tranquila. Mas às vezes sinto-me condicionada. Percebo-te bem.

Também já me senti pouco compreendida com o que escrevo. Mas, nesta fase que atravesso, a opção que faço é a de não esconder coisas que há algum tempo atrás simplesmente não diria. Este é o meu espaço e nele tenho o direito de espelhar as minhas impressões. Boas e más. E, se o exercício de deixar sair o que sinto me faz bem, o de me perguntarem como ando, embora às vezes seja desconfortável para quem não está habituada a revelar coisas de si mesma no mundo 'real', acaba por ser positivo, porque me obriga a sair da toca e a esticar as patas, ao invés de permanecer enrolada. E eu preciso de aprender a mostrar o que trago dentro.

Há, a este nível, uma coisa em que somos diferentes: tudo o que escrevo sou eu e raríssimos são os textos de ficção. Este blog é um espelho em que me reflicto e de que (ainda) preciso para me compreender melhor. E para exercitar a capacidade em falar de mim, mesmo que por meias palavras, já que não é em poucos dias que retiramos de dentro de nós os poços de silêncio que construímos. Quem aqui vem não me conhece por inteiro, mas conhece muito do meu avesso.

Onde te entendo perfeitamente (e que soco foi ler este sentimento em outro alguém, porque me obrigaste ao confronto comigo mesma) é no que se sente quando revelamos este mundo a alguém que nos é próximo e sentimos que do outro lado sobra indiferença. Já me aconteceu também, mas sempre evitei pensar no assunto. É como oferecer um presente que é deixado num canto, abandonado. Quando o presente somos nós, este 'abandono' terá de querer dizer alguma coisa, não? E não gosto de pensar numa coisa que me pode obrigar a rever algumas pessoas na minha vida...

Continua a escrever, sim, minha querida. Onde quiseres. Num blog, numa folha de papel, até no vento. Mas continua. Porque tu escreves com alma e isso sente-se, independentemente de nos conhecermos ou não. Eu cá espero ter o faro necessário para te cheirar por aí. Porque este Ouriço não gosta de dispensar quem lhe mostra que há mais iguais por aí...


domingo, 19 de julho de 2009

Dúvida

Não costumo ir muitas vezes àquele site de ips que nos diz por onde param os que aqui vêm visitar a toca. Talvez porque não gosto de me fixar em ter público, que isto de sermos lidos é bom, mas nunca foi a principal razão por que escrevo e quero que assim continue.

Não deixo, contudo, de lá ir de vez em quando. E hoje respondo a uma dúvida que alguém lá deixou. Fizeram ao sr. Google a seguinte pergunta: 'Como é que o ouriço dorme ?' Pois... Como é que saberiam, se eu nunca disse? Mas pronto, eu respondo: normalmente virada para a direita. ;)

sábado, 18 de julho de 2009

sexta-feira, 17 de julho de 2009

...

"- Life is not a book. And it can be over in a second. I was having lunch with my mother at Daley Plaza... and a man was killed right in front of me. He died in my arms. And I thought: «It can't end just like that on Valentine's Day.» I thought about all the people who love him, waiting at home... who will never see him again. And then I thought: «What if there is no one? What if you live your whole life and no one is waiting?»"
In 'The Lake House'


Problema

Vêm do trabalho. É noite. Estão a chegar a um semáforo de controlo de velocidade e cumprem o limite de 50 km/h. O semáforo tem duas secções: uma à direita, ao nível dos vossos olhos e outra em cima, mais para o centro da via (ao nível dos camiões). A secção que está à direita permanece verde. A outra passa a vermelho. Fazem o quê??







Pois... Isto aconteceu-me a mim hoje! Nem queria acreditar! Eu, como 'Miss bem comportadinha', parei. Só porque, não vá o Diabo tecê-las, podia haver ali um popó menos simpático, com sirenes, à espera. Mas que apeteceu carregar no pedal, apeteceu. Lol. Ele há cada uma!


Singing

Se há coisa constante aqui na toca é música. E sou incapaz de dizer que gosto mais do tipo X ou Y. Os meus gostos são variados. E perdi a conta à quantidade de canções que sei de cor.

Se vou no carro, é fatal como o destino o rádio estar a tocar. Alto, se estiver sozinha. Às vezes tão alto que não consigo ouvir a minha própria voz. Outras vezes ponho a música baixo para me ouvir. Sobretudo quando estou a tentar atingir os agudos em que já fui perita (e continuo a chegar lá!).

Agora que descobri como sacar vídeos do u2b, tenho um outro passatempo: há sempre uma música mais antiga que ouço na rádio e ainda não tenho. Hoje não descansei enquanto não me 'abarbatei' a esta, que não ouvia há séculos:

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Lifehouse - Hanging on a moment

Recado (XIV)



So, go for it!


Recado (XIII)


E brincar não é das melhores coisas que a vida tem?

:)


quinta-feira, 16 de julho de 2009

Sunscreen

Não resisti a pôr este vídeo aqui. Há verdades que têm de ser saboreadas uma e outra e outra vez. Para que não nos esqueçamos delas.

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Podem encontrar autor e letra original aqui.







PS - Eu juro-te, my Beautiful Crazy Lazy Jane, que só vi isto no teu blog depois de o ter visualizado na página do Facebook de um amigo. Pensei logo que ficava muito bem pendurado na minha toca e eis que chego à tua e dou com ele a ocupar espaço! É por estas e por outras que se vê a sintonia! ;)

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Febre

Esta noite tenho andado com esta música na cabeça:

Ella Fitzgerald - Fever


Found at bee mp3 search engine


Talvez porque tenho andado meia adoentada.

Ou talvez porque às vezes me dá para pensar noutro tipo de febre...

;)

segunda-feira, 13 de julho de 2009

sábado, 11 de julho de 2009

Sábado

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Amarguinhas - Just Girls

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Futuro

Hoje pus no correio os documentos que faltavam. Demorei, mas concluí o processo. Em Setembro, a minha vida muda. E deposito nesta nova etapa muitas esperanças. Novos espaços, novas gentes, novos sentires. Viver coisas que não vivi. Recomeçar.

Não sei o que vem lá, não sei se vai ser fácil ou difícil. Sei que vai ser diferente. Que vou alargar horizontes. Para quem não tem laços, o mundo é o limite. Por agora este salto basta-me.


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Madredeus - Moro em Lisboa

Saltitar ou não

A propósito do que me aconteceu, deram-me a opinião, há uns dias, de que só se esquece um amor substituindo-o por outro amor. Seguindo esta teoria, segundo percebi, o melhor que eu tenho a fazer é arranjar outra relação para poder, assim, esquecer de vez quem já é passado. A resposta que dei foi um rotundo e categórico 'não'.

Se há coisa que eu acho que não se deve fazer é andar a saltitar de relação em relação, como faz muito boa gente que acaba uma e, na semana seguinte, já tem novo namorado(a). Ou então anda de cama em cama, num destempero (desespero?) físico que muitas vezes não envolve sequer um simulacro de afecto. Seria como tapar uma ferida com um penso rápido ou cobrir uma nódoa negra com maquilhagem. Aparentemente não está lá, mas não é por isso que deixa de existir.

Tenho para mim que a solidão que se sente quando se termina uma relação é para sentir. Mesmo que custe (e custa), mais vale vivê-la e ultrapassá-la do que arranjar uma muleta que ajude a diminuí-la. Enfrentar os nossos medos e fracassos torna-nos mais fortes, porque nos ensina a compreender o que aqui vai dentro, quais as nossas limitações, dores e capacidades. E quanto mais nos conhecemos mais autênticos somos e mais sabemos o que queremos e não queremos.

Ao invés, escondermos o que nos faz sofrer fragiliza-nos. Se custa uma vez e fugimos, e da próxima voltamos a fugir, provavelmente faremos o mesmo uma terceira e uma quarta vez. Acharmos que não vamos aguentar 'o tranco' é do pior que há. Não apenas porque nos dá cabo da autoestima, mas também porque nos faz abandonar a selecção. E quem não é selectivo acaba por se contentar com pouco. Com muito pouco. E raramente conquista muito.

Eu escolhi desde sempre enfrentar. E continuo a preferi-lo. Tenho saudades, claro, de alguém ao meu lado, nos meus dias e nas minhas noites. Já podia ter, se quisesse. Ao longo deste tempo já me foi oferecido, já me foi insinuado. Mas não coloco a hipótese de usar alguém (porque seria isso que ia acontecer) para colmatar a solidão ou esquecer-me das dores nos dias menos bons. Não gosto de ser usada. Logo, não gosto de usar.

Não espero ter a sorte de acertar da próxima vez, envolvendo-me com a pessoa certa. Vai haver, provavelmente, novos erros, novas cabeçadas. Mas tenho a impressão que a melhor prenda que poderei dar a um gajo, no início de uma nova busca ou de uma nova relação, é a certeza de que é gostado por ele, pelo que é, e não porque preciso de uma muleta que substitua o meu pé coxo. Não espero que ele se contente com menos. Por isso mais vale avançar devagar.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

À lupa

Estes dias foram duros, mas percebi que estou bem menos confusa do que à partida parecia. Embora a estrutura tenha abanado, no confronto com dois homens do meu passado que para mim foram muito importantes, há vitórias de que não abdico e que me fazem muito bem.

Uma: o não enfiar debaixo do tapete o que tenho de viver e sentir, seja isso bom ou mau. Esconder, fugir ou negar a existência é muito fácil, à partida. O pior é que o que se esconde, afasta ou nega não se resolve e vai amontoando, tipo lixeira. Um dia acordamos no meio da porcaria e aí custa muito mais a limpar tudo.

Duas: ser capaz de me deixar fazer o que eu acho que devo fazer, sem recorrer a ajudas, conselhos, muletas. Mesmo sem ter certezas, ouvi-me e correu bem. Eu já devia ter aprendido que tenho de dar ouvidos a mim mesma mais vezes. Sinto-me mais autónoma, mais autêntica, mais eu.

Três: conseguir perceber quando me estão 'a dar música' e achar piada à coisa. Ao invés de me deixar enrolar, quem controla sou eu. Não faço dos outros marionetas, mas também já não é fácil fazerem-no comigo.

Quatro: conseguir retirar do pedestal quem não deve lá estar, trazendo-o de volta à realidade. Não endeusar uma pessoa tem a vantagem de lhe vermos as qualidades e os defeitos.


No meio disto tudo, o mais engraçado é que aquele que durante muito tempo achei que seria o meu Norte, quando comparado com aquele que poderia ter sido o meu Sul saiu claramente a perder. Foi interessante (e imensamente caricato) poder olhar para os dois, ali à minha frente. Nada fácil, muito estranho, mas revelador.

O que eu não quero mesmo é largar o meu sonho, aquele em que me sinto amada e compreendida e aceite e querida e feliz com alguém que me conhece do avesso. Com o confronto compreendi que não há apenas um homem que me faça sentir esse colo que já senti. E, como me disse sabiamente a A., isso fez-me perceber que poderão existir outros que me façam sentir outra vez assim. Ou melhor. (E o facto é que dei por mim a fazer suposições, com ela, sobre como poderia ser a minha próxima relação. Isto para quem dizia há uns dias que andava descrente...)


Dias de retomar o equilíbrio, estes. O que é bom, depois de umas ondas altas.

Muita gente prefere o sossego puro depois das tempestades, mas eu acho que não há como umas ondas mais encrespadas para nos dizer o estado do barco. A calmaria é boa, mas não nos permite testar os nossos limites. Foi isso, basicamente, o que fiz. E, no meio dos abanões, posso dizer que me estou a safar bem. Devagar, devagarinho, vou limando as arestas e percebendo que o Norte e o Sul acabam nos mares gelados do Árctico e Antárctico. Ora eu, como sou friorenta e gosto mesmo é de quem me aqueça os pés (mais qualquer coisita às vezes também dá jeito), não me parece que aprecie um iglu ou os escorregas dos pinguins. Tenho, por isso, a impressão de que o meu barco vai é navegar para águas mais temperadas. Começa a ser hora de subir as velas e virar o leme.


terça-feira, 7 de julho de 2009

Good news

Alive and kicking.
That's me.

Puppini Sisters - I Will Survive
Found at bee mp3 search engine

I will survive - The Puppini Sisters

At first I was afraid
I was petrified
Kept thinking I could never live
without you by my side
But I spent so many nights
just thinking how you did me wrong
And I grew strong
And I learned how to get along

and so you're back
from outer space
I just walked in to find you here
with that sad look upon your face
I should have changed my stupid lock
I should have made you leave your key
If I had known for just one second
you'd be back to bother me

Go on now go
walk out the door
just turn around now
'cause you're not welcome anymore
weren't you the one who tried to hurt me with goodbye
Did you think I'd crumble
Did you think I'd lay down and die

Oh no, not I
I will survive
as long as i know how to love
I know I will stay alive
Cause I've got all my life to live
And I've got all my love to give
and I'll survive
I will survive

It took all the strength I had
not to fall apart
kept trying hard to mend
the pieces of my broken heart
But I spent oh so many nights
just feeling sorry for myself
I used to cry
But now I hold my head up high
and you see me
somebody new
I'm not that chained up little person
still in love with you
and so you felt like dropping in
and just expect me to be free
now I'm saving all my loving
for someone who's loving me

Go on now go
walk out the door
just turn around now
'cause you're not welcome anymore
weren't you the one who tried to hurt me with goodbye
Did you think I'd crumble
Did you think I'd lay down and die

Oh no, not I
I will survive
as long as i know how to love
I know I will stay alive
Cause I've got all my life to live
And I've got all my love to give
and I'll survive

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Recado (XII)

Boa conversa. Mesmo boa. Graças a ela, já está tudo um bocadito mais arrumado. Obrigada por isso.

Só mais uma coisa: A pressa é inimiga da perfeição. Lá chegarei. Lá chegarás.

domingo, 5 de julho de 2009

FDS

Fim de semana estranhíssimo. Muito cansativo, mas isso já estou habituada. O que não contava era ver-me confrontada com o passado de uma maneira tão directa, tão crua e tão confusa.

Sentir-me a resvalar por mim abaixo em decisões, opções e sentimentos já considerados consolidados foi extraordinariamente complicado. E sentir-me dividida foi do mais estranho que há. De repente, dei por mim a pensar que tinha o meu Norte de um lado e o meu Sul do outro. Pontos opostos que encontramos na mesma linha. Diferentes, mas com algumas características idênticas. Eu no meio, a olhar para tudo. A tentar encontrar o sentido das coisas, a tentar não me perder mais uma vez. E a escolher um caminho que nunca escolhi, optando por um comportamento que nunca tive, sem saber se fazia bem ou mal. Sempre fugi, sempre apaguei, sempre fiz desaparecer quem não interessava. Não me apeteceu desta vez. Estranhamente.

Um telefonema, ontem, ajudou a pôr algumas ideias em ordem. 'Cabeça no sítio!', foi a recomendação. 'O que já foi arrumado, já foi arrumado! Mesmo que se desarrume, agora já sabes o seu lugar.'

A minha grande dúvida é se saberei. Face às minhas escolhas, face às minhas decisões, acho que sim. Depois de decidir, depois de agir, senti-me intacta naquilo que sou hoje, naquilo que já construí. Há uma árvore em pé, um tronco de raízes firmadas no chão que é sólido, que é robusto. Por mais cicatrizes que tenha, já não há veios à vista, a soltar resina. A melhor imagem que encontro é de mim mesma de pés agarrados ao chão a olhar o horizonte. Segura, bem direita. Eu.

Embora esteja ainda a quente e não seja nada fácil governar o meu coração neste momento, tenho a impressão de que, no fim, isto me vai fazer bem. Estou com as ideias completamente desarrumadas, mas tenho agora a possibilidade e a capacidade de as arrumar melhor do que estavam. No meio de tudo, e porque tenho vindo a aprender a olhar para o que de bom as situações têm, é o que vale.


sexta-feira, 3 de julho de 2009

Farewell

Boa viagem, minha amiga. Cá nos encontraremos no regresso.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

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Kelly Clarkson - Cry