sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal...

com uma boa dose de humor à mistura com presentes e abraços e festa. :)



Ou com vontade de pensar...




terça-feira, 14 de dezembro de 2010

40

Ontem foi dia de aniversário de casamento dos papás. Quarenta anos bem cheios e medidos. Para quem, como eu, anda a pensar em dar o nó, fica o sonho de lá chegar.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

25

Nunca pensei que, dez meses depois, estaria tão feliz, tão leve, tão segura. Nunca pensei que, em dez meses, avançaria tanto no meu caminho. Mas cá estou, cá estamos, a correr. Vale a pena lutar por aquilo em que acreditamos. Ó se vale...



terça-feira, 23 de novembro de 2010

O que me faz pensar

Ontem li duas coisas que me deixaram a pensar. Dúvidas de amor eterno aqui, uma certeza aqui:
"a vida tem estranhas maneiras de nos fazer ver que não ousar seguir o nosso amor é a verdadeira fragilidade".

Eu penso que, quando se pensa em partir para um futuro de mão dada com alguém, há que fazer bem o trabalho de casa. Conversar até à exaustão sobre tudo, mesmo o que incomoda ou magoa. Observar-se a si mesmo e ao outro. Pensar se o que se quer coincide com o que se tem. Não chega viver dias idílicos, é preciso usar a cabeça. Depois, se o caminho for para ser trilhado a dois, apostar no eterno. Há uns dias atrás, dizia-me um casal que saberem que tinham prometido ficar juntos para sempre (de verdade, saído do fundo do coração) era um descanso. Porque sempre que tinham dificuldades, nunca pensavam em desistir, em abandonar ou em serem abandonados, mas sim em como ultrapassar mais um obstáculo. E, a cada um que surgia, sentiam-se mais fortes.

Eu acredito que um casamento só vale a pena se for vivido com esta força de quem quer muito ficar junto para sempre. Como acho que quem pensa que a vida é feita obrigatoriamente de 'casa-descasa' (ai, nada dura para sempre) perde muito.

Tenho-me lembrado de que, há um ano atrás, conversei várias vezes com amigos que me diziam que devia tentar qualquer coisa que aparecesse porque podia ser que resultasse. E que me devia deixar de sonhar com o Amor e com uma relação sólida, porque isso não existia. E eu respondia que, ou era a sério ou não era. Que eu não era descartável e não queria quem se achasse também descartável. E que só valia a pena envolver-me com um Homem que me quisesse com todas as suas forças e sem tempo marcado. E encontrei...

Às vezes, eu e o R. comentamos que, quando começámos a namorar, sabíamos bem o que cada um de nós queria e ao que ia. É bem verdade. Foi jogo limpo desde o início, sempre, que nem eu nem ele sabemos jogar de outra maneira. E é esse mesmo jogo limpo que me faz acreditar que nós, se quisermos, podemos chegar longe de mão dada. Tão longe quanto as nossas vidas permitirem.

Foi por isso que aqueles dois textos me chamaram a atenção. Eu acredito no casamento para sempre e não penso ter outro de outro tipo qualquer. E hoje, com o R. a meu lado, sinto que não há medo que me torne frágil e me impeça de seguir o meu Amor.


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Dia 18

"Casas comigo?"
"Caso."

:)



aqui...)



domingo, 21 de novembro de 2010

Norte

"Às vezes, o que faz falta é criar marcos."

E não é que é bem verdade?





sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A caminho

Estou feliz. Muito, muito... :)





quarta-feira, 17 de novembro de 2010

...



terça-feira, 16 de novembro de 2010

A ironia das ironias...

...é querer correr a toda a velocidade e sentir que estou sentada sem vontade de me mexer. Lá chegarei, mas por agora não sei o quando, nem o onde, nem o como. E neste contra-senso encontrei paz  quando percebi que estou no meu espaço e que o melhor que tenho a fazer é sentir-me confortável comigo mesma. Mesmo que isso implique estar sentada a pensar que quero correr.



And what it all comes down to
Is that I haven't got it all figured out just yet

And what it all comes down to, my friends,
Is that everything's gonna be fine fine fine...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Ouvido este fds


Dos encostos

Há relações que duram e duram e duram anos a fio sem que se passe nada. Ou seja, as pessoas vão-se encostando uma à outra, namorando, vivendo a sua vida, cada uma no seu espaço, vendo-se aqui e ali, sem pensarem muito no assunto. Até que um dia dão por si mesmas sem saber o que fazer. Olham para o lado e vêem que, se calhar, o outro gostava de ter uma coisa que não tem. Ou elas gostavam de ter uma coisa, mas o outro lado não está interessado ou nunca pensou nisso. E aqui é que a porca torce o rabo. Porque alguns dão consigo numa espécie de armadilha e a perguntarem-se onde é que se perderam dos seus sonhos.


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Desassossego

Detesto esta sensação de desassossego que advém de situações que me escapam, que não mereço e não consigo controlar. Lá acontece, de vez em quando, sentir o mundo a rolar ao contrário, para longe do que era previsível acontecer. Forças que puxam para um lado em vez de puxarem para outro, o que me deixa inquieta e desconcentrada.

Sei, contudo, que depois da tempestade vem a bonança e que há coisas que, de facto, não importam nada para a minha vida. E por isso, dê lá por onde der, eu sei que me ergo e avanço em paz, deixando para trás as migalhas.

Muse - Uprising

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Solidão acompanhada

Gosto de viver em zonas antigas, com velhotes por todo o lado. Porque, ao invés da correria de quem vai trabalhar, podemos observar a calma, o tempo a passar sem correr. E podemos sentar-nos a conversar sem que olhemos de lado ou nos olhem de lado. Acontece na farmácia onde duas velhotas se sentam a conversar, na paragem do autocarro onde agradecem o assento livre, no autocarro onde perguntam qual é a paragem mais próxima do hospital ou contam histórias sobre vidas já passadas. Eu, que gosto mais de conversar do que de ginjas, divirto-me a ouvir, a observar, a falar.

No meio de tudo isto, apercebo-me de que a conversa esconde muitas vezes uma imensa solidão. E que é ela que traz para a rua, que impele a procurar alguém com quem conversar, que leva a pedir, subtilmente, mimo.Toda a gente precisa de mimo. E às vezes basta um sorriso para que ele se faça sentir.


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Fds 3

"És densa e intensa."

Soube bem ouvir o meu retrato.

:)



Fds 2

Outra: O meu Anjinho de Natal este ano é a B., que pediu um Nenuco. E leva um, juntamente com roupas de boneca para mudar, 'comida' para dar ao bebé, chocolates e um fato de treino de princesa, com estrelinhas cor-de-rosa. Com o patrocínio do Ouriço, do "padrinho" R. e da avó emprestada. É bom poder dar prendas destas.

:)



Fds 1

Fim de semana estranho, este, que começou sábado à noite e acabou hoje de manhã. Mas guardo algumas coisas dele.
Uma: "Parabéns!" E um abraço apertado.

:)




sexta-feira, 5 de novembro de 2010

VAMOS LÁ, Ó MALTA!

Quem quiser, e puder, que isto este ano não está para brincadeiras, que tal receber uma prenda pensada, na forma de um brinquedo para uma criança que não se conhece? O meu Natal, o ano passado, teve a magia de me deixar, até hoje, a pensar se a D. gostou do que a Mamã Natal Ouriça escolheu para ela. Foi a prenda que dei a mim mesma e dura até hoje, a recordação de uma boneca escolhida com todo o carinho do mundo. Porque o Natal vem aí e porque há muitos Anjinhos a ansiar por um sapatinho com qualquer coisa, vamos lá fazer uma criança feliz!



Dos fantasmas

Avizinham-se, num destes próximos fins de semana, momentos interessantes de aprendizagem e conversa. Mas, tal como olho para esse tempo com esperança, temo também o que pode vir. Nestas coisas das descobertas, há sempre a hipótese de nem tudo correr bem e de darmos por nós em terreno desconhecido e completamente novo. Ou de olharem para nós como terreno desconhecido e completamente novo.

O problema, no meio disto tudo, são de novo os fantasmas que reaparecem na minha toca. Embora 'chutados' para o lado, ainda não desistem e continuam aqui na soleira da porta, à espera de conseguir entrar. São lixados os meus fantasmas, fazem-me puxar de todas as armas e mantêm-me num estado permanente de alerta, à espera do próximo embate.

Precisava de me sentar à sua frente, a enfrentá-los, para perceber e sentir, de uma vez por todas, que não têm já a força de outrora nem as mesmas 'condições de vida'. Precisava de falar, falar, falar até os rebentar de tédio, de susto ou outra coisa qualquer. Precisava de não sentir a ameaça no ar. Não consigo. Ainda não consigo. Mas sei que não quero mais sentir-me assim. 

Por isso, e embora pelo meio vá falar, falar, falar, que eu sei, aguardo sobretudo pelo que vem aí com a esperança (misturada de medo) de voltar à minha paz.




quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Saudades

Ando a precisar de tempo. Tempo para mim, para parar e descansar, para pôr ideias em ordem, para estar. Para ir dar uma volta, para ir ver montras ou tão simplesmente para me sentar num qualquer lugar à beira rio a ver a água ondular. Esta coisa de poder controlar o meu próprio horário tem o lado negativo de acharmos que fazemos sempre pouco. E, quando damos por ela, estamos a ir de casa para o trabalho e do trabalho para casa sem que haja um momento, umas horas, uns minutos de paragem. Tenho saudades de mim.



segunda-feira, 25 de outubro de 2010

9

Tens o condão de me fazer acreditar. Em mim, em ti. Amo-te. Cada vez mais.




If You Were A Sailboat - Katie Melua

If you're a cowboy I would trail you,

If you're a piece of wood I'd nail you to the floor.
If you're a sailboat I would sail you to the shore.
If you're a river I would swim you,
If you're a house I would live in you all my days.
If you're a preacher I'd begin to change my ways.

Sometimes I believe in fate,

But the chances we create,
Always seem to ring more true.
You took a chance on loving me,
I took a chance on loving you.

If I was in jail I know you'd spring me

If I was a telephone you'd ring me all day long
If was in pain I know you'd sing me soothing songs.

Sometimes I believe in fate,

But the chances we create,
Always seem to ring more true.
You took a chance on loving me,
I took a chance on loving you.

If I was hungry you would feed me

If I was in darkness you would lead me to the light
If I was a book I know you'd read me every night

If you're a cowboy I would trail you,

If you're a piece of wood I'd nail you to the floor.
If you're a sailboat I would sail you to the shore.
If you're a sailboat I would sail you to the shore.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

...

video

Why worry - Dire Straits



sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Há um ditado que diz...

...que quem vai à guerra dá e leva. É bem verdade, já o sabia, mas vivê-lo na prática é outra coisa.

Tenho andado, nos últimos meses, tão absorta nas mil e uma coisas que faço, que fui deixando para trás alguns pontos que descobri e comecei a praticar. Um deles, a capacidade de dizer 'não', em vez de me sujeitar a tudo. Outro, a capacidade de me defender de quem me faz mal, ao invés de me encolher num canto.

Dá-se o caso de terem chegado as férias e com elas ter acabado uma série de coisas. E embora o ano lectivo tenha começado em força, com novo 'monte' de trabalho, o espaço é maior e as prioridades começaram, lentamente, a mudar. Vai daí, e por força das circunstâncias, comecei de novo a centrar-me em mim. E a dizer não e a defender-me. E, volto a dizer, há sempre quem me subestime e ache que pode abusar (suponho que aconteça mais ou menos a todos, mas eu só sei de mim). Só que, como esta toca por aqui já tem um sistema anti-míssil, quem tenta dar acaba por levar de volta. E, embora me saiba bem esta capacidade de defesa e olhe para ela como uma das minhas conquistas mais preciosas, é desgastante, muito desgastante, sentir-me em guerra.

Esta semana acaba num clima de meia paz já instalada, mas foi muito complicada para a minha cabeça. No entanto, acabo-a de pé e isso é bom.



terça-feira, 5 de outubro de 2010

Ando...

...com saudades do Natal. Imensas. Queria-o já aqui. Serei só eu?





segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Das escolhas

Há alturas em que tenho de escolher. Em que percebo que não consigo fazer tudo e, por isso, é hora de deixar alguma coisa para trás. Às vezes custa deixar, sobretudo quando estou enfiada até ao âmago nas coisas e sei que vai ser difícil alguém fazer as coisas como eu. Mas não sou insubstituível, sei disso, nem perfeita, nem indispensável, razões pela qual é possível largar.

Chegou a hora de começar a largar. Devagarinho, de mansinho, para que o alívio se instale sem pesos. Sem pressa, mas depressa, que já deveria ter sido ontem, há duas semanas, há três meses. Estou cansada de puxar um carro carregado. Foram anos intensos, cheios de entusiasmo, mas também de um trabalho gigantesco. E agora reflecte-se na vontade de largar, de não fazer mais nada.

Ainda não larguei e já comecei a sentir a acalmia a instalar-se. Tão só porque decidi. Optei por mim, pela minha saúde mental, pelo tempo que por agora não tenho, pelo meu trabalho, pela minha vida. Ganhou a vontade de recuperar o meu espaço. Às vezes sabe bem pensarmos em nós e cuidarmos de nós. Afinal, viver passa (muito) por aí.



sexta-feira, 1 de outubro de 2010

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Ai que nervos...

Detesto gente parva. E arrogante. E que tem a mania que um cargo dá importância e que permite dar lições de moral. E que se atreve a fazer juízos de valor sobre os outros.

Hoje aconteceu-me isto. Mas a 'Su Celência' do outro lado não sabe dos picos. E também não levou com eles. Foram facas afiadinhas, mesmo. Em cheio, que eu não me ensaio nada. Meteu-se com a pessoa errada...



..

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

...



Ai...



sábado, 25 de setembro de 2010

8

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Mapa

..

Aqui.


...

E é só isto...

Preciso urgentemente de ir dar uma volta pelos vossos blogues. As saudades que tinha de vocês e (nem) sabia!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Dos fantasmas

De há uns dois anos para cá, a minha vida começou a virar e, quando olho para trás, não me vejo a voltar para onde estava ou a ficar como eu era. Mudei demasiado, e para melhor.

Não deixo, no entanto, de revisitar alguns fantasmas de vez em quando. Espero que um dia desapareçam para sempre, mas por agora, vão surgindo aqui e ali. Fazendo-me cair em velhos vícios, em velhas dores. Dão-me medo, esses fantasmas que se colam à pele como se não quisessem abandonar o antigo ouriço que era a sua casa. Dão-me medo porque penso que posso voltar ao que era e isso não seria bom. Aprendi a cuidar de mim mesma e não gostaria de sentir que volto a perder-me de mim.

Tenho, contudo, a noção de que é a consciência dos fantasmas e destes medos me impede de resvalar do volta para o fundo do poço. Hoje sou capaz de descobrir, nas minhas atitudes, o que me põe na corda bamba e faz soar todas as campainhas de alarme. E a partir daí posso arregaçar as mangas e ajudar-me a encontrar de novo o caminho.

Parece fácil, mas não é. Nada, nada fácil, na medida em que mexe com dores e tudo o que mexe com dores é muito assustador. Porque implica recordar todo caminho do Inferno que já se trilhou.
Mas hoje já não me sinto sozinha no caminho. Ao contrário de antes, tenho o sentimento de que, por mais que caia, ou resvale ou me desequilibre no caminho, há várias mãos a ajudar, vários ouvidos dispostos a ouvir. E há um 'eu' bem mais forte.

E assim vou ganhando, pouco a pouco, aos meus fantasmas. Já não sou a mesma e eles ainda não descobriram isso. Mas eu chego lá...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

domingo, 19 de setembro de 2010

Do inesperado que nos acontece

Surpreendem-me as pessoas que eu percebo que gostam de mim assim, sem me conhecerem bem. Vejo de repente uns braços a 'correrem' para mim completamente escancarados, olhos a sorrir, um contentamento por estar ali. É bom sentir-me querida, mas sou só eu, tão simplesmente eu. E embora me saiba boa pessoa e companhia simpática, esta intensidade deixa-me a olhar. E às vezes é até surreal o que vem com ela.



Parabéns, R.

Porque hoje foi o teu dia. Porque é um privilégio conhecer-te. Porque és muito bonita, apesar do que possas pensar. Por tudo isso e por muito mais. Parabéns, minha amiga... :)



sábado, 18 de setembro de 2010

...

Ainda ando a 'curar' por dentro. E agora é difícil, porque cheguei lá, onde as minhas sombras são mais profundas e eu não sei bem o que fazer. O bom é que, cada vez que entro na 'arena', fico mais forte, mais sólida, mais eu. E aprendo que, às vezes, a nossa cabeça nos prega partidas porque fica lá, no passado, em vez de olhar para o presente, onde as pessoas que amamos são diferentes do que já foram.




Mas eu chego lá...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Os ETs e os atípicos

Há uns dias, a minha 'chefe', a propósito de um projecto em que ando metida e de que falávamos, comentava com uma colega nossa: "Teve de ser muito bem preparado, porque é um projecto atípico. Como aliás tudo nela." Eu ri-me e disse uma piada qualquer sobre o assunto.

Depois fiquei a pensar naquilo. Se há uns tempos atrás me tivessem dito algo semelhante, tenho para mim que não acharia piada nenhuma. Sentia-me um ET, lembram-se? Pois agora não me soou a nada estranho. Talvez porque hoje me sinto muito bem na minha pele, nas minhas escolhas, às vezes estranhas, na forma como penso e reajo.

Atípica? Sou, pois. E não é que é bem bom?

:)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Das férias

Tenho andado para cá vir escrever. Ou melhor, tenho escrito aqui imenso, mas sempre dentro da minha cabeça. As férias já se foram, há muito, e vou regressando devagarinho à rotina do dia-a-dia. O ano lectivo que passou foi pesadíssimo, em termos de trabalho, e não posso pensar em repetir. Cheguei a Julho esgotada e adoentada. É nestas alturas que nos lembramos que não temos vinte anos. E não tenho mesmo!

As férias foram boas para descansar. Este foi um dos primeiros anos, desde há muito, que não levei computador atrás de mim. O que fez com que tivesse mais tempo para ler e para ver o tempo escoar-se devagarinho, ao sabor do sol a levantar-se e a deitar-se.

As férias foram boas sobretudo por outras coisas. Foram um tempo para estar. Para poder passar dias a fio na companhia do R., sem ter horários, comboios, distância entre nós. Serviram, por isso, um propósito bom: o de dar tempo para aprofundar e fortalecer. Para passear, conversar, mimar. Para sentir e fazer sentir. Para amar, eu diria.

Foram também um tempo para novas descobertas. Isto de ter uma relação já com algum tempo leva-nos, a determinada altura, a sair do casulo e a querer conhecer quem está lá do 'outro lado'. Devagarinho, começámos a abrir portas, a entrar e a deixar entrar. E é bom quando é bom. E ainda quando não é bom, não deixa de ser bom: às vezes, é nos desencontros e nas ocasiões falhadas que vou conhecendo mais de mim, que vou conseguindo perceber mais esta teia que tenho no cérebro/coração. E cresço, e enterro mais os pés no chão, à procura de me entender melhor.

No meio de tudo, o que importa é essa capacidade que vou tendo de não me perder de mim, de não deixar de olhar para dentro. Tenho para mim que só quando sabemos quem somos e como funcionamos é que arranjamos espaço para sermos felizes e para fazermos alguém feliz.








sábado, 31 de julho de 2010

Aviso

Bou de férias. Istópe. Num dêbo bir cá antes do meio do mês. Istópe. Preciso de descanso do pêcê. Istópe. E de sol e de praia e de muntas coisas mais que num tenho tempo de pôr aqui. Istópe. Fiquem bem. Istópe. A quem está de férias, bom descanso. Istópe. A quem está a trabalhar, paciência...
;)

domingo, 25 de julho de 2010

Do Amor

Ou porque hoje há um seis que faz toda a diferença. E que me faz pensar que sou uma mulher de sorte... :)




Há amor amigo
Amor rebelde
Amor antigo
Amor de pele

Há amor tão longe
Amor distante
Amor de olhos
Amor de amante

Há amor de inverno
Amor de verão
Amor que rouba
Como um ladrão

Há amor passageiro
Amor não amado
Amor que aparece
Amor descartado

Há amor despido
Amor ausente
Amor de corpo
E sangue, bem quente

Há amor adulto
Amor pensado
Amor sem insulto
Mas nunca, nunca tocado

Há amor secreto
De cheiro intenso
Amor tão próximo
Amor de incenso

Há amor que mata
Amor que mente
Amor que nada, mas nada
Te faz contente, me faz contente

Há amor tão fraco
Amor não assumido
Amor de quarto
Que faz sentido

Há amor eterno
Sem nunca, talvez
Amor tão certo
Que acaba de vez

Há amor de certezas
Que não trará dor
Amor que afinal
é amor, sem amor

O amor é tudo,
Tudo isto
E nada disto
Para tanta gente

É acabar de maneira igual
E recomeçar
Um amor diferente
Sempre, para sempre
Para sempre

Letra de Miguel A. Majer, interpretado pelo grupo Dona Maria


sábado, 24 de julho de 2010

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Lá acontece


Como um Ouriço irritado. Muito raro, mas lá acontece. Como quando marcam compromissos comigo e não aparecem. Foi ver-me, há uns dias, a lançar picos em forma de setas, para cima de uma estagiária que entende fazer o que quer. Agora anda mansinha, mas também, depois de ficar cheia de buraquinhos, tipo passador do leite, por causa dos picos...

Sou má? Não. Agora não deixo é que me pisem os calos ou façam de mim gato-sapato.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Da mudança

Há uns tempos, conversava eu com os meus sobre um senhor já de idade avançada com quem um dia falei e que, cinco minutos depois de nos sentarmos, estava a descrever-me. Lembro-me, na altura, que pensei como raio é que alguém podia pensar que, em cinco minutos de conversa, era capaz de traçar o perfil da outra pessoa. O meu pai comentou: 'Que ousadia. Eu conheço-te há 35 anos e sinto que ainda não te conheço.'

Sorri, a esta frase. De há dois anos para cá, houve em mim mudanças profundas, algumas radicais, e é natural que os meus pais, que sempre me conheceram de uma determinada forma, ainda fiquem abananados de vez em quando. Mas sabe-me bem conseguir ser cada vez mais eu, mais autónoma, mais livre. É tão bom não ter nós a amarrar-nos os pensamentos e os sentimentos...

terça-feira, 20 de julho de 2010

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Das invisibilidades

Na formação onde ando, apareceu-me uma formadora que partilha o mesmo espaço que eu e que me disse, quando me apresentei: 'Bem me parecia que conhecia a sua cara de algum lado.' Já não é a primeira vez que me acontece e é uma sensação esquisita que me fica. Como é possível alguém, que não me conhece, fixar a minha cara assim? Muito normal, eu diria, se fosse eu (que também fixo algumas caras assim, como toda a gente), mas quando são os outros em relação a mim, é estranho. Tenho a impressão de que ainda não me consegui livrar por inteiro da sensação de ser invisível. Enfim...

domingo, 18 de julho de 2010

...

Ele há momentos de fantasmas a correr desvairados pelas paredes e telhados da minha toca...

Da solidão

Semana complicada, a que passou. Feita de trabalho e de decisões que tive de tomar sozinha. Nada fácil para quem, como eu, vive (ainda) a solidão como se fosse um fantasma. Pensava que a sensação se tinha ido, mas não, pelos vistos continua por cá. Detesto o sentimento talvez por o ter vivido muito tempo, demasiado tempo. E encontrá-lo ainda agarrado à pele não é muito fácil. Mas agora as coisas são diferentes, reconheço.No entanto, e como em tantas outras coisas, nem sempre o meu coração sente aquilo que a cabeça sabe. Nestas alturas, só tenho uma solução: pôr os pés ao caminho e continuar a andar...



sábado, 17 de julho de 2010

Correrias vs descanso

Ainda não recuperei das semanas loucas de trabalho que tive. Ando adoentada e cansada e não há meio de conseguir regular o sono. E meto-me numa formação mesmo assim. Só eu. Pelo caminho, ando a fechar coisas, a tentar acabar trabalhos, para poder ir de férias descansada. Estou ansiosa por Agosto, pela praia, pelos passeios. Por não fazer nada, por passear e conversar sem tempo, por ter tempo e lugar para abraçar as minhas meninas de quem tenho tantas saudades...

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Update 2

Fui comprar uma caneta de aparo por causa de uma formação que ando a fazer. Já não escrevia com uma há anos, apesar de adorar. Encontrei várias, baratinhas, e escolhi uma preta e amarela para oferecer ao meu mano (fica-lhe bem com o curso que está a tirar), que anda à procura de uma há algum tempo. É desta que a tem, mesmo em segunda mão. Com um carregamento de cargas a acompanhar...

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Update 1

Hoje, à saída do metro, um gajo meteu-se comigo. Espanhol, a perguntar-me se eu andava em Direito ou Medicina. Apeteceu-me mandá-lo para o outro lado, ao mesmo tempo que me apeteceu agradecer-lhe: ora vamos lá ver, se eu era estudante, que idade me dava ele? ;)

Se calhar era por causa do vestido cor-de-rosa com sandálias azuis e carteira a combinar as duas coisas. Muito fashion, na opinião de uma amiga, que me considerou digna das lentes do Alfaiate. Nem tanto, acho eu, mas ri-me outra vez.

Quero dias quentes, para poder andar de vestido leve e sem mais nada. Como hoje.

Sabe bem sentir-me assim menina, por dentro e por fora.







PS - Este post também podia ter por título 'Post mesmo à mulher...'

terça-feira, 13 de julho de 2010

...

Não me apetece fazer nada...

sábado, 10 de julho de 2010

Recado (XXXI)

Amo-te.

Acho que nunca o tinha dito assim aqui, de forma tão escancarada e tão clara. Não somos, nem tu nem eu, de gritar aos sete ventos o que nos vai dentro. Muito do que vivemos e sentimos guardamos para o espaço entre nós e que é pouquíssimas vezes partilhado com outros.

Mas hoje, depois de lidar com desamores alheios, lembrei-me de ti e veio-me à cabeça que entre nós não há hipótese de sucederem determinadas coisas. Dei por mim a dizê-lo em voz alta, para os meus botões. Com uma certeza brutal.

E apeteceu-me escrever aqui que te amo. Muito. No meio de tantas tempestades, sou uma mulher de sorte, de muita sorte por te ter, por te amar, por ser amada por ti.

Quero-te para mim. Quero-me para ti. Para sempre.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Do tempo e do que fazemos com ele

Uma das coisas que aprendi nos últimos anos foi a largar. Deixar partir. Sobretudo as pessoas que insistem em ficar paradas no caminho. Já não consigo lidar como antes com pessoas que não se movem. Eu sei que assusta. Eu sei que mexermo-nos, às vezes, é terrivelmente assustador. Mas entre a infelicidade da pedra em que nos sentámos ou o medo do caminho, eu prefiro caminhar. E não entendo, nunca entendi, quem prefere apostar em não tentar ser feliz. Perde tempo, e o tempo é precioso para quem vive.

Como diz a Ana, "aborreço-me sempre com aqueles que dizem que o tempo cura tudo, como se o tempo fosse um comprimido para a dor, para a desilusão, para o desamor. O tempo não cura nada se não fizermos nada com ele." E fazer alguma coisa com ele é pôr os pés ao caminho, ao invés de se ficar a lamentar o que correu mal, quem nos fez mal e como é má a vida. Sentar-se é perder, é contribuir para a tornar ainda mais má.

Costumo dizer que a única coisa que não gostava que acontecesse quando for já velhota e olhar para trás na minha vida é ficar a pensar que perdi o meu tempo e não tive uma boa vida porque não lutei por ser feliz. Tudo menos isso. Porque isso significa que não investi em mim.



terça-feira, 6 de julho de 2010

Shhhhh...


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Tirado daqui.


segunda-feira, 5 de julho de 2010

Vamos fazer o que ainda não foi feito

Esta canção tem-me andado a martelar a cabeça. Não sei bem porquê. (Ou melhor, até sei. E muito bem.)

video

Sei que me vês
Sabes de mim
Trago-te em mim mesmo que chova no verão
E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto pra contar
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora

Esse teu corpo é o teu porto, é o teu jeito
Sabes quem sou, para onde vou
A tua sombra é o lugar onde me deito
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto pra contar
Tens uma estrada
Tenho uma mão cheia de nada
Somos um todo imperfeito

Vamos fazer o que ainda não foi feito



segunda-feira, 28 de junho de 2010

Ao sol

Ando estoirada. As últimas semanas, pela exigência do trabalho, arrasaram com o meu corpo, que pouco descansou. Este fim de semana estive de tal forma que houve tempos em que não aguentava pensar, tanto o cansaço. Ando-me a trocar toda nos pensamentos, tenho momentos em que não consigo raciocinar ou lembrar-me do que acabei de dizer.

Por outro lado, nestes dias tenho tido também tempo para poder dormir livremente, para passear sem precisar de me preocupar com nada, para trabalhar sem precisar de pensar. Pouco a pouco vou regressando ao sítio, percebendo que, se há coisas que já não posso fazer, uma delas é não descansar um mínimo que seja.

Apesar do cansaço, têm sido dias bons, estes. De novas descobertas, de caminhos (finalmente) trilhados. O peso do meu cansaço é diametralmente oposto à leveza do meu sossego. E estou a gostar de mim assim. De alma cheia, a olhar o sol.


terça-feira, 22 de junho de 2010

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Back

Posso voltar às minhas lides por aqui. Hoje acaba uma etapa de trabalho. Absolutamente esgotante, mas muito boa. Pelo trabalho, mas não só.

Neste mês cresci por dentro, ao observar os outros. Saber que estão lá quando precisamos é diferente de sentir que estão lá quando precisamos. E eu, que não sou nada de pedir ajuda, porque a norma (é)era não me ajudarem quando preciso (tem destas coisas ser a 'cuidadora' de serviço), desta vez recebi-a de borla, mesmo sem a pedir. E numa quantidade avassaladora. O que me fez ficar a olhar, pelo que significou.

Às vezes, quando quero explicar as minhas dúvidas ou os meus medos, digo que a minha cabeça sabe, mas o meu coração não sente. Estas questões de ser ajudada enquadram-se bem aí. Sabia-me valorizada e querida e amada. Mas esta sensação de 'agora só tu contas, agora o importante és tu' mexeu muito, mas mesmo muito, comigo. Porque significa que sou vista e escutada. E que importa o que sinto e preciso.

O meu coração sentiu o que a minha cabeça sabia há muito. E quando o meu coração sente, e eu constato aí a diferença entre o que já vivi e o que vivo agora, atiro para longe as pedras que ainda encontro neste meu jardim. Fico mais próxima e sei que se nota. Fico mais feliz e sei que se lê em mim. E fico mais tranquila ao perceber que tudo mudou e que posso baixar as defesas e deixar-me sonhar com uma vida feliz. A minha.


domingo, 20 de junho de 2010

...

"Estás abananadamente contente..."

"Estou abananadamente deslumbrada..."

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Para quem acompanha o Mundial

Não que eu tenha tempo. Nem sabia que Portugal jogava hoje, vejam lá. Sou mesmo uma desnaturada. Mas mandaram-me este link e achei giro. Para quem, como eu, nunca sabe a quantas anda, é sempre uma hipótese de estar informada sobre o onde e o quando. ;)

Aqui:
http://www.marca.com/deporte/futbol/mundial/sudafrica-2010/calendario.html

domingo, 13 de junho de 2010

R.

Dias de sombras, estes. Em épocas de grande cansaço, como esta, que termina breve, breve, breve, arrasto os pés pelo caminho. E, ao fazê-lo, sempre que encontro sombras, disfarçadas de pó do passado, elas levantam-se futuras. E ficam ali, insidiosas, a sussurrar-me nos pensamentos aquilo que (ainda) são os meus medos. Sei que podem desaparecer, sei que já não têm a força que tinham, nem a importância, mas ainda resistem por aqui ou por ali. Danadas das gajas...

Vale-me outra sombra, que me acompanha os dias. Não dependo dela para avançar no meu caminho (é tão bom não depender), mas sinto-a nas minhas costas a sustentar-me o passo. E, nestas ocasiões, arma uma barreira à minha frente, agiganta-se perante as outras sombras e dá sapatada em todas, impedindo-as de ocupar o espaço daquilo que há-de vir. Assim me ajuda a colocá-las na berma e a voltar à tranquilidade. E passo por todas, a cada dia mais pequeninas, de novo em paz.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Dos filhos que se perdem, dos filhos que se ganham

Conheci a A. quando vivi em África. Muito simples, muito dada, adoptou-me como eu a adoptei a ela e ao marido e à sua filhota, a I. Sempre que brincava e abraçava a pequenina, que tinha a idade das minhas sobrinhas, abraçava em pensamento as minhas meninas, mitigando assim as saudades. Aquilo sempre foi amor mútuo, como aliás acontece geralmente comigo quando lido com crianças. A A. estava grávida, já avançada, e esperava outra menina.

Num dia de sábado de manhã, tinha eu saído com as minhas colegas e recebo um telefonema dela. Aflita, cheia de cólicas, e eu longe, embora já de volta a casa. Pouco depois outro telefonema. A A., sozinha em casa com a filha, tinha entrado em trabalho de parto. Aos sete meses, a bebé nasceu, mas morta.

Foi a primeira vez que lidei com o pesadelo do aborto mesmo ao pé de mim. Um horror, que não há outra maneira de o descrever e que não consigo pôr em palavras, pela solidão e desespero em que ocorreu. Ao chegar à clínica, onde a fomos aguardar, apanhámos a A. a entrar na sala de partos. Lembro-me de um olhar e de uma mão me segurar e me dizer: 'Cuida da I.'

Horas mais tarde, nos braços do pai, a I. agarrou-se a mim. Foi uma tarde passada com ela, a ver as flores e os animais, a tentar sossegar-lhe o medo daquilo que não percebia. Foi nos meus braços que acalmou e deixou que o médico a examinasse por causa da febre que trazia, foi comigo que foi fazer o despiste da malária, foi no meu colo que adormeceu, em casa, foi lá que me contou o que tinha visto (abençoados dois anos que não nos permitem perceber tudo).

A A. voltou, como eu voltei, para Portugal. Sem a filha mais nova, que deixou lá, com o coração completamente amarfanhado. Ainda hoje, no trabalho, uma vela acompanha-lhe o ritmo dos dias. 'Quando a acendo, sinto a minha menina comigo.'

A A. disse-me hoje que está grávida de novo. Um misto de alegria e medo no olhar. Recebeu um abraço, um sorriso imenso de quem lhe quer bem. Para que consiga pôr a alegria onde até há pouco tempo só conseguia sentir dor. Para que consiga viver esta gravidez em paz.

Daqui a sete meses espero escrever aqui que tem um bebé nos seus braços.








E, nem de propósito, ao ir ao 'I Can Read', aparece-me isto à frente...

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Ó gajos do meu blog

Eu sei que o sol está aí e que o sol pede pouca roupa e que a pouca roupa chama os olhares e que atrás dos olhares vêm pensamentos bem interessantes. Eu sei, como sei também que a cabeça dos homens é sempre a mesma, independentemente do tempo em que vivem.

Como sei? Olhem lá os ensinamentos de Cícero, traduzido por D. Pedro (o Infante, da Ínclita Geração, não o apaixonado de D. Inês):

"Por que os oficios nom som semelhantes nas idades desvairadas, que hũus perteecem aos mancebos, e outros aos velhos, convem que fallemos algũa cousa desta desvairança. (...) E principalmente a hidade da mancebia deve seer refreada de husar de torpes delectaçõoes, e deve seer acustumada a trabalho e a paciencia assi da alma como do corpo (...). E quando quiserem afloxar suas voontades e darensse a algũu prazeres, guardemsse de destemperança, e lembremsse da vergonha." (Livro dos Oficios de Marco Tullio Ciceram)


Por isso, meus caros, agora que o fim de semana se aproxima, toca a enterrar a cabeça no trabalho e nada de folias...

Como nada é dito sobre mulheres, meninas divirtam-se!

;)

terça-feira, 1 de junho de 2010

...

Luto muito pela minha vida e por a tornar melhor a cada passo, mas quando as oportunidades surgem tenho muitas vezes a sensação de que são só para os outros ou que chego cedo ou tarde demais. Mas há sempre um cantinho para toda a gente, não é?

domingo, 30 de maio de 2010

Recado (XXX) ou Interrupção na Ordem de Trabalhos ou O que um fdp devia ouvir de viva voz

Recebi ontem a primeira sms e apaguei logo. Engano, percebi. Já a dormir recebo a segunda, cheia de doce. E a terceira. A pedir desculpa pela primeira e a justificar a segunda. Devolvi-te a resposta com o silêncio com que tantas vezes me brindaste. Pensas o quê? Que estalas os dedos e eu vou? Que me iludes com falinhas mansas? Não é possível, estou bem mais à frente no caminho, as tuas pernas curtas já não me alcançam.

Tens saudades minhas? Paciência. Já não és o primeiro de quem digo que sabe o que perdeu. E perdeste mesmo. Estou bem, agora, muito bem. Feliz. De pé, como nunca estive. Há um eu que desconheces e também nunca vais conhecer. E tenho a meu lado um Homem como deve ser.

Outro dia, na brincadeira, falava-lhe de um livro onde um gajo dizia a outro para admirar e cheirar as flores que quisesse, mas nem sequer se atrever a chegar perto da sebe do seu jardim. Rimo-nos quando lhe disse que podia, nas conversas de amigos, 'informar' os outros do mesmo. Ontem falaste-me de flores e lembrei-me desta conversa. E pensei que não tem de informar ninguém, porque é a própria sebe, espinhosa como é, que impede qualquer um de chegar perto. São minhas as flores e é a ele que ofereço o seu perfume.

Enquanto me voltava na cama, incomodada pela parvoíce de que te lembraste, foi a almofada dele que puxei para mim. E foi no seu peito, presente na ausência, que pousei a minha mão e descansei a minha cabeça. E adormeci sossegada.


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Texas - In demand


quarta-feira, 26 de maio de 2010

Update

Tenho estado hibernada na toca. Stop. Muito trabalho. Stop. Como, durmo e trabalho. Stop. E mais qualquer coisita. Stop. Se Deus quiser e as minhas patitas derem ao dedo, são só mais uns dias. Stop. Portem-se bem enquanto não estou. Stop. Nada de santidades. Stop. ;)



quarta-feira, 19 de maio de 2010

Como peixe dentro de água...



Quando ligo a net, redirecciono-me para aqui:



Digam lá se não é lindo o canto superior direito... :D


terça-feira, 18 de maio de 2010

Visto na rua

Sapato de vela castanho, meia vermelha, calças verdes, camisa cor-de-rosa. Tudo no mesmo homem. Lindo...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Quente

Está quente. Aqui pela capital, cheira-me ao calor alentejano. Detesto calor em demasia, sufoco. Sobretudo quando vem assim, de repente. Sabia bem agora uma piscina...

terça-feira, 11 de maio de 2010

Hoje

O fim da tarde foi passado aqui:


Numa cidade onde nem sempre é fácil ser-se católico, sentir um 'banho de multidão' sabe bem...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Ora cá estamos todos na paz de Deus

Podia ter-se repetido isto:



Mas afinal passou-se isto:


No entanto, se há coisa que sou é fiel e, como ninguém me consegue convencer a ser diferente, continuo a fazer isto:


Eh eh

A todos os benfiquistas do meu coração, os meus parabéns. A menina de sangue azul. ;)


sábado, 8 de maio de 2010

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Isto de ir directamente ao 'Boss' tem muito que se lhe diga...

Tenho uma colega cuja password de computador é 'Jesus Cristo'... Será que o pc assim não crasha? E que o trabalho fica mais bem feito? Não sei. Sei é que já nos rimos a bom rir hoje aqui. Eu comentei que poria 'Santo António', já que estamos na terra dele (a italiana aqui do lado prefere-o em Pádua, mas pronto), mas de facto se calhar é mesmo melhor ir directamente ao 'Boss'...

Da solidão do silêncio

Parte de mim encontra-se no silêncio e na solidão. Num espaço confortável em que me posso enrolar e desenrolar à medida dos meus pensamentos, sensações e intuições. É uma forma de estar que só há relativamente pouco tempo compreendi e assumi. É minha, sou assim. E, por paradoxal que possa parecer, é ao me deixarem permanecer nesta paz do meu mundo silencioso e solitário que conseguem que eu escancare as portas, deixe entrar quem vem por bem e parta à descoberta de outros mundos...


terça-feira, 4 de maio de 2010

Não percebo


Eu até gosto da publicidade. Acho que está chamativa, até interessante em algumas coisas. Mas não consigo perceber este cartaz que por aí anda. Mas há alguém que ache que a sua intimidade é para todos? E o que significa, neste contexto, 'Quando esse dia chegar, não lhe fales'? Quando chegar o dia em que alguém ache que a sua intimidade não é para todos, isso é mau? Mas agora somos um produto para qualquer um(a)?

Enfim...

segunda-feira, 3 de maio de 2010

...

Andar, em vez de correr, às vezes é bem melhor. Ao mesmo tempo que se avança, temos a possibilidade de ver onde pomos os pés e podemos olhar para tudo o que está na berma do caminho.

domingo, 2 de maio de 2010

Dia da Mãe

Passado, como sempre, na companhia da família. Dia de risos, de abraços, de festa. Dia de sol.

sábado, 1 de maio de 2010

sexta-feira, 30 de abril de 2010

...

Foi há um ano. Faz hoje anos. Acho que me vou lembrar sempre desse dia...

Dar e receber

É muito giro como às vezes o nosso pensamento e as nossas atitudes podem mudar se nos dermos ao trabalho de mudar a perspectiva com que olhamos as coisas.

Aqui há uns dias, ouvi uma frase que me fez pensar: "Receber é dar ao outro a possibilidade de dar."
Fiquei a pensar num dos meus vícios de comportamento, precisamente o dar sem limites e a dificuldade em receber ou pedir ajuda. Bom... já não é um vício marcado, porque tenho vindo a aprender a não dar sem limites e a deixar que me dêem. "Habitua-te!" é o que vou ouvindo de vez em quando.

E é bom, descobri. Diria que fica tudo mais equilibrado: ao aceitar o que nos querem dar estamos a contribuir para que o outro não se converta em egoísmo e nos olhe sempre como alguém com valor que há que apreciar.

Nestas coisas de relações, sempre achei (embora não pusesse bem em prática) que amar era dar e receber. E continuo a achar. Pelo que é muito bom agora fazer da teoria prática...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Recado (XXVIII)

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Por mais que a vida nos agarre assim
Nos troque planos sem sequer pedir
Sem perguntar a que é que tem direito
Sem lhe importar o que nos faz sentir

Eu sei que ainda somos imortais
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se o meu caminho for por onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes

É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu te sei dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer

Por mais que a vida nos agarre assim
Nos dê em troca do que nos roubou
Às vezes fogo e mar, loucura e chão
Às vezes só a cinza que sobrou

Eu sei que ainda somos muito mais
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se a minha vida for por onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes

É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu te sei dizer

É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu te sei dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer




quarta-feira, 28 de abril de 2010

Recado (XXVII)

Foi hoje. E soube bem. Soube à ternura que já mereces sentir e ter.

Não sei bem o caminho, mas não faz mal

Às vezes, só sabemos qual é o próximo passo a dar. O que se segue a esse é uma incógnita ainda, mas não faz mal. Importa só saber o próximo passo a dar. Porque sem ele não damos os outros.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

domingo, 25 de abril de 2010

Ontem

Um dia bom, o de ontem. Feito de telefonemas, de risos, de prendas inesperadas, de beijos (muitos!) até aqui no blog. Feito de abraços apertados também (não sei se já perceberam, mas eu e os abraços...).

Um bom dia de anos, portanto, como já não tinha há muito. Muito confuso, a princípio, porque houve momentos que me apanharam desprevenida. Isto de dar por mim, de repente, a ter dois bolos de aniversário e mimo só para mim baralhou um bocadito os neurónios cá dentro. Muito provavelmente porque há falta de hábito e muitas vezes o mais difícil é mesmo habituarmo-nos às coisas boas.

Mas tenho vindo a aprender a receber. No meio do stress, deixo acontecer e relaxo. E com isto vem ao de cima o amor. O que sinto e o que sei que sentem aqueles que andam à minha volta. E não há melhor.

Um dia bom, o de ontem. Daqueles de guardar na memória.

sábado, 24 de abril de 2010

Ó... Façam isto, sim? ;)


Que eu hoje faço anos!
:D



sexta-feira, 23 de abril de 2010

Recado para mim mesma (XXVI)




Quero-me sentir sempre assim.



De há uns tempos para cá...

...tenho ouvido, por outras palavras, isto:


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E sabe tão bem...

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Finalmente!

Se tudo correr bem, não houver mais contratempos e o barco, o comboio e autocarro funcionarem todos bem (em terra não há nuvens vulcânicas, que se saiba), é hoje que recebo um abraço que deveria ter chegado há quase uma semana...



quarta-feira, 21 de abril de 2010

...

Ele há conversas em que é só rir a bandeiras despregadas... É muito giro estar a teclar e a rir que nem uma perdida, sabendo que, do outro lado, a festarola é igual. Depois vêm coisas mais sérias. E recordações. E sorrisos. E abraços que se largam à distância e se sentem mesmo de longe...


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terça-feira, 20 de abril de 2010

Dos amigos (2)

Às vezes, os amigos têm problemas que não podemos resolver. Se são de saúde, então, ficamos completamente impotentes. Só podemos estar, fazer saber que estamos. E rezar para que tudo corra bem.






domingo, 18 de abril de 2010

O que as crianças sabem

A Farrusca e o Piu-Piu têm andado a divertir-se com as setecentas peças de lego + umas outras quantas que a tia e o tio lhes deram pela Páscoa. Melhor prenda não há, sabíamos nós, para miúdos e graúdos (quem não gosta de legos?), porque nós também passámos o Domingo de Páscoa sentados no chão com elas a fazer casas e carros e árvores e afins.

Ontem, fizeram uma casa com uma coisa pendurada, disse-me a mana. "Sabes o que é isto aqui por cima da estrada, mamã? É aquela máquina que multa os carros quando eles vão muito depressa."
Saem-se com cada uma...

sábado, 17 de abril de 2010

Ser amada

Sentir custa, mete medo. Não me é fácil, depois de tantas dores e cansaços. Mas não desisto de mim, não desisto de cuidar do meu coração, não desisto de querer ser feliz. E por isso vou avançando, em passinhos curtos, para conseguir aguentar receber isto que se chama Amor. Às vezes travo a fundo, sei bem. Resisto aos sonhos, resisto ao carinho, resisto a sentir. Ser amada custa. Pode parecer estranho, mas custa. Porque isto de olharmos para nós como um tesouro para alguém tem muito que se lhe diga...

No entanto, depois há aqueles momentos em que resvalo por mim abaixo e fico a olhar, a sentir, a viver. Às vezes em presença, às vezes em ausência. Não resisto e portanto baixo as defesas. Sinto com clareza mais uma pedra a cair da muralha já tão destruída. E a cada momento de deslumbramento fico mais segura, mas pacificada nos medos, mais confiante nesta nova forma de amar que vivo.




Isto é o que dá uma nuvem vulcânica que encerra aeroportos e nos faz ficar com saudades...




sexta-feira, 16 de abril de 2010

Dos amigos (1)

Quem viveu muito tempo em silêncio, como eu, e quase se engasgou de tanto calar, dá valor, muito valor aos espaços em que pode partilhar o que vai dentro. Não estou a falar de coisas simples, tipo conversa de café, que tenho com pessoas de quem gosto muito. Estou a falar daquelas conversas fundas que se têm com quem sabemos que nos compreende.

A palavra é mesmo compreensão. É podermos falar sabendo que do lado de lá, ao invés de vir um 'não sei se é assim' ou um 'devias era fazer isto ou aquilo' está alguém que diz 'Compreendo. O que estás a dizer é isto e faz sentido.' Ser muito inteligente ou pensar muito faz disto. É muito frequente, quando converso com alguém, dar por mim a encolher os ombros mentalmente, ao mesmo tempo que penso 'olha, mais outro que acha que sabe o que eu sinto e não ouve o que eu estou a dizer'.

Talvez por ter esta consciência tão brutal de que se contam pelos dedos de uma mão as pessoas onde consigo espelhar a minha alma, qualquer uma delas faz-me uma falta imensa e agarro-me como uma lapa a todas. Não quero perder nenhuma, todas são espaço, refúgio meu onde descanso, onde me encontro, onde me pacifico.

É tempo, agora, de mudança a este nível. Começa a desenhar-se uma nova fase onde uma destas relações vai mudar. E eu aguardo o que aí vem com calma, ainda que não saiba o que vai acontecer ao certo. Ecoa só na minha cabeça um 'tu não me vais perder'. Que me sossega.

Há amigos assim. Que valem ouro.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Dos gatos ou A lei da atracção ou Da forma esquisita como as palavras vêm ter connosco quando a ausência traz saudades



Aqui.

Mais palavras para quê? Eu fui maçã em outra vida...

:)



Dos sonhos

Ele há coisas que nos deixam a pensar. Numa fase em que a minha vida toma rumos novos e em que há coisas que faço que estão a deixar de fazer sentido, levando-me a equacionar se ainda valem a pena, eis que a minha cabeça me põe a sonhar de noite. Sonhos estranhos, realidades impossíveis de concretizar neste momento. Mas que me fazem pensar até onde é que o meu coração anda a ir, mesmo que a minha cabeça não queira pensar no assunto...



segunda-feira, 12 de abril de 2010

Do que me diverte

De volta a Lisboa, depois de uns dias de férias merecidos. Bom... Poucos dias de férias, tinha-me sabido bem parar mais tempo. Mas o trabalho não se compadece, pelo que...

Volto e sorrio nesta cidade onde desde sempre tenho registado pormenores engraçados. Coisas que guardo e que me sabe bem recordar. Tenho vindo a gostar cada vez mais de andar de transportes públicos. Pelo que se observa, pelo que se aprende.

Hoje foram duas senhoras a sair do metro. Procuravam uma porta para passar o cartão (estão a ver aquelas portinholas que abrem e fecham em cada saída de metro?). Uma vermelha, outra também. Uma estava verde. Aquela mais larga, destinada a carrinhos de bebé ou malas, por exemplo. Mas não saíram por aí porque uma comentou: 'Essa não! É para grávidas!'

Quase me escangalhei a rir. Valha-me Deus, se uma grávida precisasse de sair por aquela porta seria gigante!

domingo, 4 de abril de 2010

Páscoa

Por muitos motivos, hoje é dia de Vida na minha vida...




segunda-feira, 29 de março de 2010

Dos amores

A Farrusca, ontem, resolveu tomar conta da mana. Vai daí, ninguém, mas mesmo ninguém podia tocar-lhe a não ser a mamã. Até a avó foi vítima de um "Tu não pecebes nada!" E só faltou andar ao murro à mana mais velha que, como devem calcular, não achou piada nenhuma à protecção.

Depois dos ânimos serenados, toca a embalar a pequenina, que dormia sossegadinha no berço. Primeiro desatou a cantar o 'Atirei o pau ao gato'. Depois, calou-se. Até que recomeçou a cantar. Mas desta vez uma única palavra: "Póóóóóting... Póóóóóting..." Que é como quem diz 'Sporting'. Valha-nos Deus... Nem um dia e a cachopa já está a ser doutrinada para ser alface... ;)

sábado, 27 de março de 2010

Nasceu!

Veio ao mundo, com 41 semanas e mais de três quilos enrugadinhos a mais recente princesinha desta toca... Curiosa, a querer abrir o olho para ver quem lhe fala deste lado; dorminhoca, que não há que descansar desde o início; linda, como só as princesas são...

E esta tia olha para ela e criou aqui no coração mais um espaço de gigante. Só dela.
:)

sexta-feira, 26 de março de 2010

domingo, 21 de março de 2010

Hoje acordei assim

Tenho saudades das minhas meninas, do seu abraço, do seu riso, da sua ternura em mim. Há quantos séculos não as vejo...



terça-feira, 16 de março de 2010

Recado para mim mesma (XXV)


"...arranjaste um gajo


que não só não precisa de


e não te quer sacar cada centelha de energia


como é perfeitamente capaz


de te dizer 'amo-te'


sem acrescentar um 'se'


à frente."




Update

Vai começar nova fase de trabalho intenso. Esperam-se meses a andar para cá e para lá, num vaivém que, se me cansa, também me faz bem. Sinto-me a crescer profissionalmente e isso é bom. Talvez um dia chegue onde gostava.

Entretanto o único dente do siso que tenho (ainda bem que é só um, porque com as carradas de juízo que tenho, se tivesse os quatro não havia altar onde coubessem os meus pés), está a dar-me trabalho. Infecção, tratamento, nova infecção. Eu a querer trabalhar e o gajo a não deixar. Não me está a apetecer cortar o mal pela raiz (literalmente falando, eu diria). Vamos lá ver se escapo...

Por fim, a sobrinha não quer nascer. A mana está com um barrigão enorme às 39 semanas e os médicos dizem que está tudo muito atrasado e que ela pode ainda demorar duas semanas mais (pelos vistos, só ás 41 é que induzem o parto). Faz-me lembrar uma certa tia que ela tem e que, segundo conta a vovó, ficou lá dentro todo o tempo que pôde, nascendo em véspera de dia de revolução. Sob protesto, portanto, como eu digo. Ela bem sabe o bom que é o quentinho...

quinta-feira, 11 de março de 2010

Dos olhos dos pais

Há uns anos largos, lembro-me bem do bom que era ter o meu pai só para mim uma vez por semana. Acontecia aos sábados, quando íamos para o coro onde ambos andávamos. Meia hora para lá, outra meia para cá de conversa constante. O meu pai, que sempre adorou filosofia, ensinou-me a pensar, sei hoje. É a ele que devo as valentes dores de cabeça com que às vezes fico e também esta capacidade de esmiuçar tudo.

Hoje tive direito a uma espécie de repetição. Ter a mamã em casa da mana (vem aí sobrinha!) implica ter papá sozinho em casa, à espera de companhia. Foi um almoço, um café e um passeio de conversa. Onde ele me foi perguntando dos meus amores, de como estou, de como está tudo. Onde me foi falando do que acha de mim e da forma como me relaciono com os homens. Olhos de pai a quem não conto muitas coisas, mas que vai sabendo alguma coisa de mim. A meio da conversa, e a propósito dos que já passaram pela minha vida, a frase foi: 'Nenhum deles te merecia'.

Às vezes, é nestas pequeninas frases lançadas no meio de grandes conversas que percebemos como nos vê quem nos deu a vida.

segunda-feira, 8 de março de 2010

África (I)

Há coisas que, de vez em quando, me lembram África. E me trazem saudades...

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quinta-feira, 4 de março de 2010

Da velhice

Os meus vizinhos de cima vão deixar a casa (sim, para já lá se vão os gatos). São simpáticos, os gajos - apesar de me queixar, tenho pena. Mas não é por isso que me fizeram escrever.

Hoje de manhã, nas escadas (nas casas antigas ouve-se tudo), a cachopa falava com a sua vizinha do lado e deu-lhe a notícia. A senhora, já de bastante idade, não reagiu bem. Ficou desgostosa, dava para perceber. Naquela angústia tão própria de velhotes que, por viverem sozinhos, sentem que perderam um apoio importante.

Por algumas razões, sou muito sensível a coisas como estas. A esta solidão abandonada ao fim de uma vida inteira. Apetecia-me subir e abraçar aquela velhota. Dizer-lhe que, apesar da perda, vai ficar bem. Pelo menos, assim espero...


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terça-feira, 2 de março de 2010

Estou...

com uma terrível fome de doces. Vou ali beber um cafezinho com uma nata e já volto...




Correcção: Podem ser duas? ;)

Dos confrontos

Estas coisas de a vida mudar e dar um salto em frente trazem-nos diferentes perspectivas e diferentes sentimentos. À flor da pele surgem muitas coisas que não esperávamos. Umas boas, outras que nos obrigam a confrontarmo-nos connosco mesmos. Ando assim, eu. Um bocadinho como as ondas, ora em cima, ora em baixo.

Costumo dizer, quando falo de mim mesma, que há aquilo que a minha cabeça sabe e há aquilo que o meu coração sente. Bom, bom, é quando os dois se põem de acordo e eu sei e sinto por dentro o que sei. Mas nem sempre isto acontece. E por isso deparo-me agora com duas estranhas situações.

Primeiro, ando-me a confrontar com coisas que sei que sou, mas não sinto como deveria. Por norma coisas positivas que, como é óbvio, nestas coisas da auto-estima, temos a mania de relegar para segundo plano as nossas qualidades. E não, não se trata apenas de um certo senhor que se lembra de me lembrar essas coisas. São várias as pessoas que, por via das conversas que vamos tendo, me vão dando assim umas chapadas valentes. Têm mais fé em mim do que eu mesma, mas estão a ajudar-me a fazer caminho. Ao fim de umas boas sovas, começamos a pensar que se calhar têm alguma razão, não é?

Segundo, ando a confrontar-me com medos fundos, vindos lá das profundezas do meu poço. Aqueles medos mais básicos em mim (cada um tem os seus), que travam o passo e me obrigam a respirar fundo antes de avançar. Interessante, interessante, contudo, é deparar-me com o estranho facto de eles, aparentemente, não terem razão de ser. É que, quando surgem (e alguns têm surgido de forma violenta), nada acontece como o meu coração assustado prevê. E isto está-me a fazer perceber que há coisas que não se repetem e que há medos que posso deixar de ter.

Bem vistas as coisas, a cabeça e o coração estão a começar a encaixar-se a sério. E aqui é que a estranheza se instala. Não estou habituada a olhar para a minha vida vendo-me como uma pessoa merecedora deste equilíbrio de quem sabe aquilo que é e aquilo que vale. E muito menos merecedora desta paz nascente onde os medos infundados não têm lugar.

É estranho, mas é real e está a acontecer. E sei que, se continuar a caminhar bem, como até agora, aquele medo último de tudo isto se desvanecer num ápice também pode desaparecer. Há ainda muito a fazer, mas eu chego lá...