quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

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I can be an asshole of the grandest kind
I can withhold like it's going out of style
I can be the moodiest baby and you've never met anyone
Who is as negative as I am sometimes

I am the wisest woman you've ever met.
I am the kindest soul with whom you've connected.
I have the bravest heart that you've ever seen
And you've never met anyone
Who's as positive as I am sometimes.

You see everything, you see every part
You see all my light and you love my dark
You dig everything of which I'm ashamed
There's not anything to which you can't relate
And you're still here

I blame everyone else, not my own partaking
My passive-aggressiveness can be devastating
I'm terrified and mistrusting
And you've never met anyone as,
As closed down as I am sometimes.

You see everything, you see every part
You see all my light and you love my dark
You dig everything of which I'm ashamed
There's not anything to which you can't relate
And you're still here

What I resist, persists, and speaks louder than I know
What I resist, you love, no matter how low or high I go

I'm the funniest woman that you've ever known
I'm the dullest woman that you've ever known
I'm the most gorgeous woman that you've ever known
And you've never met anyone
Who is as everything as I am sometimes

You see everything, you see every part
You see all my light and you love my dark
You dig everything of which I'm ashamed
There's not anything to which you can't relate
And you're still here

(You see everything, you see every part)
And you're still here
(You see all my light and you love my dark)
And you're still here
(You dig everything of which I'm ashamed)
(There's not anything to which you can't relate)
And you're still here...


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Síntese da felicidade

A 9 de Abril do ano passado fiz um post com este poema, mas nunca o publiquei. No fim de semana passado, soube-me muito bem ouvi-lo. Fica aqui (recomenda-se ler em voz alta, devagarinho, com sotaque e um sorriso nos lábios):


'Síntese da felicidade'

Desejo a você...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.

Carlos Drummond de Andrade


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Daquilo que se é, daquilo que se gostava de ser

Não há lado de mim para onde me vire que não me ache um peso-pesado. Eu sou, toda eu, um peso-pesado. Mas esta certeza arrogante que trago no peito é tudo aquilo que gostava de não sentir nem saber.

Há dias em que daria tudo para ser menos cérebro, para ser menos coração. Dizem que a riqueza não traz felicidade e às vezes tenho para mim que a riqueza de pensamentos e sentimentos se enquadra bem aqui. Ser menos pessoa talvez me facilitasse a vida. Mas não posso arrancar pedaços de mim.

Agora, contudo, quando a vida me faz sentir isto, vou tendo consciência de que há uns quantos que gostam de mim exactamente assim. E lidam bem com o peso-pesado, mesmo quando este lhes cai em cima. Afinal, há quem tenha arcaboiço...


domingo, 21 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Dos momentos que valem ouro

Têm sido engraçadas algumas reacções das pessoas a este novo amor. É que, de repente, são levadas a olhar de forma diferente para duas pessoas que nunca relacionaram. Há surpresa, há sorrisos. E depois há amigos, como aquele do R., que me conhece profissionalmente apenas, e que, à notícia dada por ele, fica parado e só lhe sai um "F...-se! Tu não brincas em serviço!"

Obrigada, meu Amor. Numa tarde como a de hoje, o teu olhar de orgulho e o teu sorriso sacana valeram por mil. ;)

...

Às vezes, há conversas que nos moem por dentro. Daquelas que, quando as temos, nos fazem perceber que estamos zangados. Ou tristes. Ou magoados. Ou tudo ao mesmo tempo. Más, pelo pó que trazem quando levantamos o tapete. Boas, porque nos fazem livrar da porcaria. E nos permitem arrumar mais um bocadito da toca.




quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Vende-se...

uma daquelas constipações brutais a que se costuma chamar 'carraspana'...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Conversas

Ontem, a mana, gravidíssima, ainda não tinha conseguido chegar a consenso com o seu excelentíssimo marido e filhotas a propósito do nome da princesa que vem aí. Vai daí, numa viagem, decidiu dizer que de ontem não passava: havia que chegar a algum lado! Eis o diálogo que se seguiu:

Piu-Piu: Está bem. Vamos vomitar (= vamos votar).
Papá: Francelina.
Mamã: (não faço ideia o que terá sido)
Piu-Piu: Maria Inês.
Farrusca: Uana Maía (= Joana Maria)
Piu-Piu: Esta não conta! Empatámos! Vamos vomitar outra vez! (E em surdina para a irmã:) Agora dizes Maria Inês...
Farrusca (com o seu ar característico de resignada): Tá beeeem....
Papá: Francelina.
Mamã: (não faço ideia o que terá sido)
Piu-Piu: Maria Inês.
Farrusca: Mi Nês.
Piu-Piu: Ganhámoooooos!!!!

E assim se vive democraticamente. Eh eh

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

15 (14+1)

Isto anda a ecoar na minha cabeça desde ontem... Só porque, nestes dias, têm havido momentos atrás de momentos em que o meu coração volta a perder-se outra vez...


domingo, 14 de fevereiro de 2010

14

Não me lembro de ter tido um Dia dos Namorados. Talvez por isso, este ano pensei que deveria ter 'aquele dia' que há muito tempo merecia. E tive. Foi hoje.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Da discriminação, qualquer que seja

Talvez por ser mulher. Talvez por já ter sentido na pele a discriminação e ter detestados ser 'marcada' por uma única característica minha, quando tanta coisa me define. Talvez porque seria de esperar que no século XXI este tipo de coisas fosse só parte de histórias passadas. Mas pronto... O 'racismo sexual', como alguns lhe chamam, anda vivo e bem vivo. E em sítios impensáveis, como este.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Dos laços

Hoje a P. entrou-me no msn. Com uma música que eu adoro e que já não ouvia há muito tempo. Esta:

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Mal ela sabia que me caía que nem uma luva... Mas ficou a saber. Conversa de muito tempo, de contar novidades, de falar do que vai cá dentro. A P. conhece-me do avesso e sorriu, muitas vezes, do lado de lá dos quilómetros que nos separam, nesta distância que é muita e nenhuma. Para ela também não há muralhas aqui dentro. Há vida, esta vida que ela me ajudou a ter e me ensinou a cuidar. Tive várias mãos que me ajudaram a erguer neste caminho pedregoso e duro. As dela foram as primeiras que procurei, as primeiras que aceitei. Sem subterfúgios. Na esperança de dias melhores. Que chegaram, como ela sempre disse que chegariam. E assim se criam laços e se prendem pessoas ao nosso coração...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Era hoje...

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Ai, era, era...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Das constatações

Enquanto andamos a tratar de nós e a pôr a cabeça em ordem, ficamos sempre a pensar nos frutos desses 'tratos'. Correrá bem ou não? Conseguiremos expulsar os fantasmas ou ficaremos com eles agarrados ao tornozelo? Conseguiremos mudar anos e anos a fio de mecanismos perros e complicados que acabam por nos cortar as pernas? A vida encarregar-se-á, depois de tanto esforço, de nos mostrar que valeu a pena?

Com tanta questão dentro da cabeça, é bom constatar que há frutos e que são muitos e bons. De facto, o esforço foi muito, mas agora vejo como foi bom não desistir de mim. A honestidade e a capacidade de enfrentar medos e fantasmas converteu-se em lucidez e força.

Mesmo assim, não deixo de me espantar a cada dia que passa com a enorme mudança que se operou em mim. É, de facto, brutal o que vai aqui por dentro, agora que parece que a minha vida deu um salto que queria. Sinto-me muito mais autêntica e livre do que antes, mas de uma forma que não sonhei ser capaz de sentir. Ou mostrar. E, por isso, encontro-me a pisar terreno desconhecido, o que não deixa de ser assustador. Mas é tão bom, ao mesmo tempo...



domingo, 7 de fevereiro de 2010

Este blog

Se este blog tivesse outra por dona, provavelmente estaria agora a destilar mel por todos os poros. Seriam posts atrás de posts atrás de posts cheios de encantamento. Mas como este blog tem esta dona espinhosa, há muito que vai ficar por dizer daquilo que vai andando por aqui. Não sou pessoa de espalhafato nem de andar a gritar aos ventos a felicidade. Quem me conhece, diz que ela transpira. Sei que se nota no olhar, no sorriso. Neste fim de semana recebi um abraço apertado do N. quando se despediu de mim. 'Gosto tanto de te ver assim...'

Há, no entanto, aquele outro lado que não transpira no olhar nem no sorriso. Aquele lado que é feito de mãos que se cruzam e de palavras e olhares que se guardam por dentro e se protegem. Se fosse para contar, falaria dos anos que já passaram desde que nos vimos pela primeira vez ou de como nos reencontrámos. Do tanto que contámos um ao outro, da cumplicidade que tanto tempo foi só nossa, dos pensamentos fugidios. De como este ponto de partida não é um ponto de partida típico. Desta espécie de furacão que nos trocou as voltas à vida.

Mas porque este blog é espinhoso como a dona, muito, muitíssimo vai ficar por contar. Há um espaço que se guarda por dentro e se vive aí. Não se partilha com mais ninguém a não ser com o outro. Não só porque a maioria não entenderia (nós não somos nada 'típicos' no pensar e no sentir), mas porque há coisas que são só dos dois. É assim que se cria intimidade.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Das conversas

Eu gosto de conversar. Falar e ouvir. Há conversas de circunstância, como as que tenho com quem mal conheço, onde podemos aprender e descobrir novos mundos. Há conversas de café giríssimas, como as que tenho com os meus amigos, onde se brinca e se 'pinta a manta'. Há conversas singelas, como as que tenho com as minhas meninas, onde descubro aquelas grandes verdades simples. Há conversas profundas com quem nos conhece bem e onde aprendemos a pensar e nos descobrimos melhores do que achamos que somos. Há conversas sobre tudo e nada, como as que tenho com os meus pais e irmãos, onde mantemos e aprofundamos os laços. E há conversas onde nos mostramos assim como somos, abrindo portas, escancarando janelas, galgando muros. Conversas que rebentam com qualquer muralha. É só uma questão de tempo.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Destes dias

Dias absolutamente alucinantes, estes. De trabalho intenso, intensíssimo, quase sem paragens, que só terminará (felizmente!) na próxima semana. A casa está em pantanas, de mim na blogosfera quase nem sinais. Mas nada de stress. Podia dizer que é porque o descanso é suficiente e a alimentação cuidada, mas não é verdade.

A verdade é que me basta o coração feliz.







Da minha Crazy Lazy Beautiful Jane...
:)



segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010