sábado, 7 de março de 2009

Gataria

Nos dizeres de uma amiga com quem falei, esta semana foi agreste para o meu coração. Eu não encontraria melhor palavra para a definir.
Quando fantasmas do passado se encontram com medos presentes e esperanças futuras, a balbúrdia é mais que muita. Tudo no mesmo saco dá cá uma confusão que nem queiram saber...

Sinto-me muito cansada. Talvez porque andei a tentar separar águas e a destrinçar o que sinto, porque é que sinto, o que é que é fuga, de que forma é que isolo as emoções, o que é que me recuso a sentir, como é que se põe a 'desesperança' de lado, etc., etc., etc.

Quando se pensa demasiado, dá nisto. Mas eu prefiro pensar demasiado a pensar de menos. Pelo menos vou descobrindo os cantinhos mais recônditos do meu labirinto. Sempre que olho para trás e vejo o que já andei, fico contente comigo. Sei que me falta andar muito ainda, mas recuso-me a parar, mesmo que de repente dê com um saco cheio de gatos assanhados.

Da última vez que olhei, eles continuavam assanhados. E eu continuo sem saber o que fazer com eles. Por isso... vou tendo paciência comigo mesma. Há alturas em que é o melhor a fazer...


2 comentários:

Manuel de Jesus disse...

Se reparares bem o teu labirinto tem uma entrada e uma saída, desde que não andes para trás acabarás por encontrar a segunda.

mf disse...

LBJ:
Às vezes hesito, enfio-me por um caminho que os meus olhos míopes nunca viram e dou por mim num beco sem saída. Mas tenho conseguido sair deles e volto sempre ao principal. À procura da saída.
A única coisa que se mantém intocável é a esperança de a encontrar um dia...
:)