terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Fim-de-semana (4)

O meu fim-de-semana foi bom. Muito bom mesmo. Fui fazer um teste de personalidade, chamado eneagrama, que considera que há nove tipos de personalidades. Não sabia muito bem ao que ia, mas gostei, porque confirmei uma série de coisas que tenho vindo a descobrir sobre mim. Depois de um teste gigantesco e de uma entrevista, considerou-se que eu pertencia ao grupo dos quatros. O resto do tempo foi passado a analisar tudo o que envolve cada uma das personalidades e as influências que recebem das outras. Eu, por exemplo, tenho bastantes influências de outro número.

O 4 é o tipo de personalidade própria das pessoas cujos afectos dominam a vida. Sentem tudo intensamente, sem meios termos (tipo 8 ou 80). Isto torna-as muito acolhedoras e empáticas: a dor ou a alegria do outro é vivida como se fosse sua. Para além disto, têm tendência para a reflexão, a solidão e a introversão. Estas são as razões por que não é fácil darem-se a conhecer. E é também por isso que os quatros sentem que são incompreendidos (lembram-se de vos falar no ET? Pois...) e fogem do contacto com os outros... Não vos soa a nada? Eh eh
Mais uma característica, das muitas dadas: os 4 são normalmente pessoas criativas. Isto porque o sofrimento é, muitas vezes, libertado, de forma quase catártica, através da arte. Por isso, foi-me dito que um 4 tem o dever quase moral de procurar uma forma de arte em que se possa expressar. Não é visitar uma exposição de pintura. É pintar. Não é cantar coisas dos outros. É compor. Não é ler. É produzir. Fica mais leve, assim.
Eu ri-me. Há algum tempo, disseram-me que eu era excêntrica. Na altura fiquei a olhar, sem perceber bem o que queriam dizer. Mas a verdade é que, controlada como sempre fui, nunca me atrevi a explorar um mundo que sinto cá dentro. Estão a ver os vulcões adormecidos? Pois é. Não sei como seria a erupção e a falta de controle deixa-me desconfortável. Mas por aqui já passaram poemas e desejos de aprender a tocar, de dançar, etc. Quem sabe um dia não me deixo arrastar.

Quando em baixo, os quatros ficam como o basset hound, o cão da foto de baixo. Quase a morrer de tristeza. Quando bem, sentem-se especialíssimos, diferentes, únicos. Tal como a égua puro sangue inglês...

Podia dizer muito mais, mas não me apetece. Revi-me no que aprendi e ri-me com outras pessoas que partilham o meu 4. Foi muito engraçado ouvir e dizer 'Também fazes isso? E eu a pensar que era só eu...'
Eh eh

8 comentários:

Mr X disse...

Um amºaquina fotográfica catita custa 100 aéreos. Se já tiveres uma, melhor.
Vai para a rua e tira-a da mala.
:)
E depois blogas sobre as tuas imagens.
Mais barato e rápido não há e... quem sabe?

mf disse...

Mr. X:
É uma excelente hipótese, sim senhor. Este blog já tem algumas fotografias minhas. E provavelmente vai ter muitas mais. :)

Marisa disse...

E viva a criatividade!

Identifico-me com o tipo 6 mas teria de fazer o teste para confirmar.

Beijos.

Pulha Garcia disse...

Acredito que se fizesse o mesmo teste também teria 4...A componente criativa fascina-me.

mf disse...

Marisa:
Pois, o teste tem mesmo de ser feito por quem entenda. Às vezes nós achamos que somos aquilo que gostaríamos de ser e não o que somos. :)

mf disse...

Pulha:
Podes ser um quatro, sim. Mas há outros números com propensão para a criatividade. Não é é tão aguçada. :)

Jane Doe disse...

Estranho... Revi-me em algumas das coisas...

A do Et... realmente...

mf disse...

Jane Doe:
Há algumas coisas em que somos parecidas... :)